Mostrando postagens com marcador teatro infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teatro infantil. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de dezembro de 2015

O Natal de Óz ( Teatro Infantil)

O Natal de Óz
( Inspirado na obra O Mágico de Óz/ texto adaptado por Augusto Junior de Oliveira)

Leão ( Pablo Erick) 

(NARRADOR) Era uma vez um lugar encantado onde viviam todos os tipos de criaturas mágicas. Havia um espantalho que desejava sabedoria, um leão que queria ser valente e um homem de lata que procurava mais amor. Os três eram amigos. Andavam um dia pela estrada de tijolos amarelos, um pouco tristes por não realizem seus desejos. Encontraram pelo caminho Doroth e o Mágico de Oz. Vendo que os três amigos estavam tristes, Doroth falou.

(DOROTH) Procurem papai Noel.

( MÁGICO DE OZ) Ele vai ajuda vocês a encontrarem o que precisam.

(NARRADOR) E Doroth concluiu.

(DOROTH) Ele mora no final da estrada de tijolos amarelos.

(NARRADOR) E os três amigos seguiram o caminho até o final da estrada de tijolos amarelos. Lá encontraram Papai Noel rodeado de todos os tipos de criaturas mágicas que também vinham fazer seus pedidos ou agradecer. Eles chegaram perto do Papai Noel e cada um falou o que queria. Primeiro o Espantalho.

(ESPANTALHO) Quero sabedoria!

(NARRADOR) E então o Leão.

(LEÃO) Quero ser valente!

(NARRADOR) E por fim o Homem de Lata.

(HOMEM DE LATA) Quero mais amor! 

(NARRADOR) E papai Noel respondeu.

(PAPAI NOEL) Coloquem a mão no coração e repitam comigo.

(TODOS OS PERSONAGENS) Patata, petete, pititi, pototo, pututu....

(NARRADOR) E a magia aconteceu, cada um tirou a mão do coração e se viu segurando aquilo que mais queria. 

(PAPAI NOEL) As vezes as coisas que mais queremos já estão dentro de nós!

Considerações & Elaboração:

O trabalho com o teatro infantil é indescritivelmente mágico. Eleva-se a ideia de dicada a um meio onde verdadeiramente podemos ver a clareza de aprendizagens prazerosas. Cada aluno meu pode vivenciar em diversos momentos durante o ano grandes momentos em adaptações teatrais, eles se viram brilhar. De alguma forma isso passa a ideia de que eles podem se destacar diante das adversidades da vida. E a vida nunca é fácil. Tenho um apreço especial pelo teatro que realizo nas escolas públicas porque indiretamente ele se sobrepõe a ideia que os jornais exploram todos os dias: de que preto e pobre só aparece nas mídias em noticiário de trafico e crimes.  Acredito que minhas crianças são estrelas e assim são destinados a brilhar. Na cena final da peça, assim como no conto original cada personagem encontra em si aquilo que mais queria. Na peça vesti os personagens com aventais onde na frente havia um bolso em formado de coração. Os personagens enfiaram um das mãos no bolso e retirou um objeto para representar aquele desejo. Respectivamente sabedoria ( um livro), coragem ( uma pequena espada) e amor ( vários corações unidos). Cada um que desejar desenvolver a peça pode colocar os objetos que considerar adequados. 

Todos meus alunos sempre participam das peças. Nem todos tem fala, mas sempre encaixo a turma toda. Gosto de dar papeis com fala para alunos que tem muita dificuldade de aprendizagem, assim a uma oportunidade do aluno brilhar ( e gosto ainda mais quando os pais são convidados a assistir) mesmo que não tenham os melhores resultados quantitativos em outras atividades. Há uma qualidade e uma preciosidade no trabalho do teatro que deve ser pontuada e observada. Fala muito em adequar as maneiras de avaliar os alunos, e fazemos muito isso quando falamos de alunos com deficiências, mas quase sempre os alunos que tem dificuldade de aprendizagem são prejudicados por avaliações estereis. Cada aluno-ator é um sujeito que se reconhece diante dos outros, que tem sua identidade valorizada quando vê que pode brilhar no palco ( e na vida). 

Adaptei esse ano o Mágico de Óz e Macbeth do Shakespeare para poderem ser interpretadas por crianças de 2°/9 que tem dificuldades de aprendizagem. Isso mostra que podemos sonhar alto com nossos alunos se estivermos dispostos a seguir esse caminho com eles. Podemos fazer coisas grandes e viver momentos magicos de aprendizagem e diversão. 

Apresentei O Natal de Óz na Escola Municipal Hugo Augusto Guimarães; no bairro Jardim Colonial em Ribeirão das Neves/MG. Uma escola que carrego no coração e que frequento há anos  com carinho e paixão. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Apresentação de Teatro infantil: O Rei Tirano

APRESENTAÇÃO TEATRAL:
O REI TIRANO
(INSPIRADO NA OBRA MACBETH DE WILLIAM SHAKESPEARE)


(NARRADOR) ERA UMA VEZ UM REI TIRANO, MALVADO, CHAMADO DUNCAN!  E UM POVO ALEGRE QUE DE SOFRER JÁ ESTAVA CANSADO! O REI TIRANO SABIA QUE SEU POVO QUERIA TOMAR SUA COROA. ENTÃO ELE PROCUROU AS TRÊS BRUXAS MAIS JOVENS E PERVERSAS E PERGUNTOU:

(REI) Ó BRUXAS, Ó BRUXAS, COMO ME FARÃO UM REI AINDA MAIS PODEROSO?

(NARRADOR) AS BRUXAS PERSÉFONE, MORGANA E ÁRTEMIS RESPONDERAM:

(BRUXAS) FAREMOS UM FEITIÇO, UM FEITIÇO DE PODER. E LANÇAREMOS SOBRE O SENHOR!

(NARRADOR) ENTÃO AS BRUXAS FALARAM AO MESMO TEMPO QUASE CANTANDO:
(BRUXAS) AGORA COMO ELFOS E FADAS CANTAI À VOLTA, DE MÃOS DADAS, PARA QUE O ENCANTO SE COMPLETE.

(BRUXAS) GATO MALHADO JÁ MIOU TRÊS VEZES. 

(FANTASMAS): MIOU, MIOU!

(BRUXAS) TRÊS E MAIS UMA JÁ GUINCHOU O OURIÇO.

(FANTASMAS): GUINCHOU GINCHOU!

(BRUXAS) A HARPIA JÁ GRITOU: “É HORA! É HORA!” 

(FANTASMAS) É HORA, É HORA!

(BRUXAS) ATIRAI NO CALDEIRÃO TUDO QUE FOR PODRE. JOGUE NO CALDEIRÃO SAPOS FRIOS E REMELA AMARELA. VENENO DE COBRA E PELO DE NARIZ!  COCÔ DE MORCEGO E PENA DE PERDIZ! PELE DE COBRA E SANGUE DE BARATA! PLIM, PLIM, PLIM!

(NARRADOR) AS BRUXAS DERAM UMA ULTIMA MEXIDA NO CALDEIRÃO, COM A CONCHA COLOCARAM UM POUCO DA MISTURA NO COPO MAIS SUJO QUE ENCONTRARAM E DERAM PRO REI BEBER. 

(GATA) MIAUUUUUUUUUU ( ENQUANTO O REI BEBE)

(NARRADOR)  E A BRUXA PERSÉFONE DEU SUA ULTIMA SENTENÇA.

(PERSÉFONE) FEITO NOSSO FEITO, NÃO PODERÁ MAIS SER DESFEITO! VOCÊ SÓ SERÁ DERROTADO O DIA QUE A FLORESTA MARCHAR CONTRA SEU CASTELO.

(NARRADOR) O REI FOI PARA O REINO RINDO E AINDA MAIS TIRANO!  PENSOU, JAMAIS, JAMAIS A FLORESTA IRIA MARCHAR, AS ARVORES NÃO ANDAM. O POVO SOUBE DA TRAMA, E FORAM CONSULTAR UMA OUTRA BRUXA, A MAIS ANTIGA DE TODAS QUE VIVIA NUM CAVERNA NO MEIO DA FLORESTA, O NOME DELA É YUUBYEOL.

(POVO) O BRUXA, A SENHORA MAIS SÁBIA E PODEROSA DE TODO REINO! NOS AJUDE, NOS AJUDE!

 (NARRADOR) ELA MUITO SÁBIA LHES ENSINOU O QUE FAZER.

YUUBYEOL: AMARREM FOLHAS E GALHOS EM BAMBUS COMPRIDOS, COLEM FOLHAS NAS ROUPAS E MARCHEM FLORESTA ADENTRO. QUEM DE LONGE OS VIR DIRÁ QUE REALMENTE PARECE QUE A FLORESTA ESTÁ MARCHANDO CONTRA O CASTELO. SÓ PEÇO UMA COISA, DE LORDE MACBETH SEJA FEITO O NOVO REI!
(NARRADOR) (ELA NÃO CONTOU, MAS O CAVALEIRO É FILHO DELA, TEM PLANOS FUTUROS PRA ISSO...)

(NARRADOR) REI TIRANO QUE SE ACHAVA O MAIOR E MAIS PODEROSO NEM SE DEU AO TRABALHO DE SAIR DO TRONO PARA VER O QUE ACONTECIA, ELE ACREDITAVA QUE NINGUÉM JAMAIS O DERROTARIA. ENTÃO ACONTECEU: DE REPENTE O POVO CHEGOU, PELA PORTA DO CASTELO PASSOU E TOMARAM A COROA DO REI. A COROA FOI ENTREGUE AO CAVALEIRO DE ARMADURA AZUL CELESTE QUE A PARTIR DE ENTÃO O REINO GOVERNOU!


ELENCO:
REI DUNCAN: PABLO ERICK
BRUXAS:
·         PERSÉFONE: THAYNARA/ MORGANA: KETELEN;/ARTEMIS: GLAYCE/ YUUBYEOL: EMILIY

FANTASMAS: MIGUEL / THAUAN
GATA: EVELLYN
LORDE MACBETH: GIOVANE

POVO: ANA LUISA, ERICA, GABRIEL, JOICE, KETLYEN, MARIANY,  MATHEUS, MIQUÉIAS, NICOLE, VITOR, YTALO. 

FOTOGRAFIAS:  

CENÁRIO:

Caverna da bruxa Yuubyeol

Floresta

Torre do castelo


ELENCO

Rei Duncan, Ártemis, Morgana, Perséfone, Macbeth e Yuubyeol

Rei Duncan ( Pablo)

Bruxa Ártemis ( Glayce)

Bruxa Morgana ( Ketelen)

Bruxa Perséfone ( Thaynara)

Lorde Macbeth ( Giovane)

Bruxa Yuubyeol ( Emiliy)

--------



A peça foi desenvolvida pelo professor Augusto Junior Oliveira, sendo um texto deste professor e inspirado na obra Macbeth, de Willian Shakespeare ( diga-se a obra favorita do professor). A peça foi preparada para ser apresentada no contexto do mês do Halloween seguindo ainda a proposta curricular do quarto bimestre em artes para alunos do 2°/9: teatro. Realizou-se a apresentação na Escola Municipal Hugo Augusto Guimarães/ Ribeirão das Neves.
Aproveito para lembrar que nossa cidade tem beleza, cultura e amor. Não somos o resumo malfeito o que os jornais costumam apresentar. 

sábado, 15 de agosto de 2015

A rainha Érica e o reino sem papel

A rainha Érica e o reino sem papel

Num reino encantado havia uma rainha negra muito inteligente e sábia chamada Érica. Um dia todo o papel em branco do reino acabou. Os súditos vieram até a rainha e perguntaram:
_ Rainha, e agora o que faremos sem papel?
A rainha, tão inteligente como era logo teve uma ideia. Pegou uma bacia e colocou sobre a mesa. Então disse “piquem o papel usado e coloquem aqui”. Dois súditos se levantaram e picaram o papel. Então terminaram e se sentaram.
A rainha disse: “agora coloquem água”. Duas súditas se levantaram e colocaram água na bacia e voltaram a se sentar.
A rainha tornou a falar: “agora precisamos mexer”. Então um súdito pegou uma concha e mexeu o papel ate ele derreter. Terminou e se sentou.
A rainha disse “está quase pronto, só falta amassar”. Uma súdita veio e amassou, amassou, amassou. Terminou e sentou.
A rainha então pegou uma peneira. Pegou a massinha de papel e espalhou na peneira apertando pra sair à água. Então se sentou também.
O sol fez seu caminho e o tempo passou( aluna vestida de Sol atravessa o palco). Logo a massinha tinha secado. Então a rainha foi até a peneira e pegou o que havia lá. Ela estendeu diante do seu povo um papel branquinho, pronto pra se escrever nele.
Nossa rainha Érica, tão inteligente que era, acabou de ensinar as pessoas do reino como fazer papel reciclado.

Peça de teatro escrita pelo Professor Augusto Junior de Oliveira, em agosto de 2015 para ser desenvolvido para alunos do 2°/9, na Escola Municipal Hugo Augusto Guimarães- Em Ribeirão das Neves, MG.


A peça de Teatro desempenho ação educacional em pelo menos três campos: o do entendimento da questão ecológica, a dinâmica da atuação e do estilo literário teatral e a autoestima do aluno.
A proposta de reciclagem apresentada através da personagem rainha Érica é real, assim aproxima-se das possibilidades dos alunos e pode ser desenvolvida de forma prática com os alunos. A consciência ecológica é despertada levantando questionamentos como “porque será que acabou todo o papel em branco do reino?”, “ o que as pessoas poderiam ter feito para evitar isso?”, “ como nós podemos fazer pra cuidar do nosso papel?”, entre outros.
Na dinâmica de atuação trabalhamos com os alunos a dramatização, o que tem significativo efeito sobre o extravasamento das emoções e da capacidade do expressar-se. Além disso, temos a apresentação da estrutura do estilo literário que compõe a peça de teatro. Não necessariamente pontuando detalhes técnicos, mas de forma sutil apresentando características como as marcações que indicam fala (aspas, travessão). A relação de comando das ações feita pelo narrador, as características dos personagens.
Por fim, e não menos importante, coloco a questão da autoestima. E explico: muitos alunos não conseguem se destacar pelo desempenho escolar relativo a fazer as atividades propostas com excelência e isso machuca suas personalidades. Muitos carregam desde casa os estigmas de serem chamados de “burros, lerdos, incapazes” e muitas vezes o professor reproduz esses mesmos insultos que tanto maltratam o “eu” do aluno. Eu sempre mantenho em minha sala de aula atividades práticas, de manipulação de material concreto, de ir ao quadro, de falar, sugerir, contar coisas e através disso todos os alunos podem se destacar. No campo do teatro isso é ainda mais especial quando podemos trazer os pais para assistir, podemos imaginar aquele pai ou mãe que chama o filho de incapaz, mas que ao ir a escola vê seu filho atuando de maneira brilhante na peça de teatro. Esses pais vão ver o filho de uma maneira positiva, e o filho vai sentir-se orgulhoso de si mesmo. Também já tive a desagradável experiência do filho se apresentar e os pais não aparecerem na escola, isso é devastador pra criança e cabe ao professor também saber lidar com essa situação. Uma sugestão é o próprio professor deixar claro pro aluno que está orgulhoso dele e de que ele é muito capaz. Sempre que possível frise para os pais a importância da presença deles na vida escolar dos filhos.


---O aluno como é ele---

Tenho aluno que corre, que anda, que fica quieto, que tem alma de roda gigante. Lidar com a diversidade de uma sala de aula não é tarefa tão fácil, mas precisa ser feito. Há quem tente a qualquer custo podar crianças, amassa-las até enquadra-las uniformemente num padrão. Isso não funciona, é como se você tentasse enfiar o mundo numa caixinha, uma hora a caixa ia se rasgar.
Uma maneira eficaz para iniciar o processo de organização de uma turma, isto é, de organizar-se na regência que tornará o espaço agradável ao ensino, é o aceitar. Quando o professor aceita que os alunos são todos diferentes, que a heterogeneidade é inevitável e que nem sempre os alunos corresponderão à sua ideia de “aluno modelo” o trabalho é facilitado, mais do que isso, o trabalho se torna possível. Sabe aquele aluno que na para sentado? Então, isso é característico dele, a mesma coisa acontece com o aluno quietinho e assim por diante. Dentro do entendimento do “eu” de cada um deve desenvolver estratégias para que todos possam conviver e aprender.
Falando da minha própria sala de aula eu posso dizer, há ali uma diversidade imensa que eu recebo, hoje, como um presente. Cada qual com sua característica e preciosidade. Eu tenho aqueles que estão aprendendo rápido, os que aprendem devagar, os que aprendem de um jeito, os que aprendem com estratégias e adaptações, tenho um que precisa da língua de sinais, tenho os outros que mesmo sem ser surdos já aprenderam muitos sinais. E eu aceito todos eles.
A dica para qualquer professor recém-chegado na sala de aula é essa: conheça e aceite seus alunos. Tudo o que eu mencionei na proposta do teatro é valido aqui, precisamos fazer com que os alunos se destaquem para se mesmos e para os pais nas potencialidades que tem e ajuda- los nas dificuldades. 



FOTOS DA APRESENTAÇÃO DO TEATRO: