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sábado, 26 de setembro de 2015

Até mais, e obrigado pelos peixes ( O Mochileiro das Galáxias)


Não é segredo que sou um grande fã do trabalho de Douglas Adams, reconheço nele a genialidade de brincar com as palavras e o poder para nos levar ao deslumbrante improvável. Assim sigo no caminho de sua obra O Mochileiro das Galáxias e terminei de ler o volume quatro da série. 

Propondo como uma escala diria que foi o livro mais calmo até agora, e nessa calma perdeu um pouco de pontos comigo. Gosto daquela agitação das guerras espaciais e tiro pra todo lado. Nesse volume Adams afastou-se um pouco disso, em contrapartida nos permitiu conhecer um pouco mais do nosso querido Arthur Dent e da sua vida na terra, incluindo o novo romance da história. 

Surpreendi-me inicialmente com a ideia de que a Terra estava de volta e que Arthur agora viveria nela evitando relembrar suas loucas viagens pelo tempo e espaço, felizmente ele volta ao espaço e leva junto sua nova companheira, Fenchurch. Ford Prefect e Marvin tem uma curta aparição enquanto Trillian e Zaphod apenas são mencionados ( o que me frustrou um pouco). 

No decorrer da historia algumas questões são propostas, dentre elas o resurgimento da Terra e o desaparecimento dos golfinhos e a mais importante de todas “qual é a mensagem final de Deus para sua criação?”. Claro que eu não vou contar qual é essa mensagem, só lendo mesmo pra saberem. E digo, é uma mensagem que justifica muita coisa. 

Sigo mergulhando no trabalho de Adams e vou para o quinto e ultimo volume da série “Praticamente Inofensiva”, espero encontrar muita ação no Espaço.. 

domingo, 23 de agosto de 2015

A vida, o Universo e Tudo mais ( Volume três da série Mochileiro das galáxias)

Cheguei ao fim do terceiro livro da serie com aquela mesma sensação boa de satisfação e desejo de ler mais. Douglas Adams é daqueles autores de inegável genialidade. A sua escrita flui de maneira inteligente e faz jus ao termo “envolvente”. Não é apenas uma literatura que nos puxa de um lado para o outro, vai além, é uma historia que nos faz mergulhar e também voar, nos diverte e nos deixa tensos, nos seduz e nos intriga.




Nos volumes anteriores já havia sido agraciado com as mais diversas loucuras e coisas fantásticas promovidas por Douglas Adams nos livros anteriores, nesse não foi diferente. (spoiler) Preciso avisa que nosso amigo Marvin está de volta (quase tive um ataque do coração com sua possível destruição no livro anterior). O retorno de nosso robô maníaco-depressivo traz consigo aquela pitada de humor fascinante que só o autor sabe como atingir. Temos muitos outros momentos divertidos e absurdos também. O Conflito desse volume gira em torno da chamada Guerra de Krikkit, que tem pouco a ver com o esporte críquete e muito mais a ver com massacres de povos inteiros.

Arthur, Ford e Slartibartfast (lembram-se dele?) parte em missões não muito bem sucedidas para tentar evitar que a Guerra de Krikkit destrua a vida, o universo e tudo mais. Em determinado momento da trama eles reencontram Trillian (que mostra seu potencial de raciocínio rápido e inteligência) e Zaphod que depois de uma crise existencial volta a ser o mesmo de sempre. Vamos mortes, guerras, tramas do tempo muito malucas e as aventuras ( e desventuras) que sempre envolvem nossos protagonistas.


Uma coisa que eu gostei demais é das orientações que o Guia dá sobre como voar. Ele diz o seguinte:

Há toda uma arte, ele, dia, ou melhor, um jeitinho para voar.
O jeitinho consiste em aprender como se jogar no chão e errar.
Encontre um belo dia, ele sugere. e experimente.
A primeira parte é fácil.
Ela requer apenas a habilidade de se jogar para a frente, com todo seu peso, e o desprendimento para não se preocupar com o fato de que vai doer.
Ou melhor, vai doer se você deixar de errar o chão.
Muitas pessoas deixam de errar o chão e, se estiverem praticando da forma correta, o mais provável é que vão deixar de errar com muita força.
claramente é o segundo ponto, que diz respeito a errar, que representa a maior dificuldade.
Um dos problemas é que você precisa errar o chão acidentalmente. Não adianta tentar errar o chão de forma deliberada. Porque você não irá conseguir. É preciso que sua atenção seja subitamente desviada por outra coisa quando você está a meio caminho, de forma que você não pense mais a respeito de estar caindo, ou a respeito de estar caindo, ou a respeito do chão, ou sobre o quanto isso tudo ira doer se você deixar de errar.
É reconhecidamente difícil remover sua atenção dessas três coisas durante a fração de segundo que você têm a sua disposição. O que explica por que muitas pessoas fracassam, bem como a eventual desilusão com esse esporte divertido e espetacular. 

Eu particularmente não recomendo que vocês tente voar. Dói pra caramba e é muito difícil obter sucesso. Claro que alguém na historia vai aprender bem a manha de voar, nosso amigo terráqueo Arthur Dent. Como e em que circunstancias loucas isso acontece, só lendo o livro pra vocês saberem.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Restaurante no Fim do Oniverso ( série O Mochileiro das Galaxias

Coisas estranhas e incríveis acontecem no universo literário criado por Douglas Adams. Enquanto lia sua obra “O restaurante do Fim do Universo”, livro de numero 2 da série O Mochileiro das Galáxias, lembrei-me daquele velhinho de Jurassic Park dizendo ‘não poupei despesas’. Esse é o estilo de Adams, ele não nos poupa de seu talento e inteligência. O próprio titulo do livro brinca com as palavras, quando finalizei o livro anterior imaginei que eles iriam até o ‘local’ Fim do Universo para o tal restaurante, me surpreendi com eles indo para o ‘tempo’ Fim do Universo.


Vemos nesse livro as desventuras de Arthur Dent, Ford Prefect, Zaphod, Trilliam e meu adorado robô maníaco-depressivo Marvin (Colocaria ele na mesma estante que o R2D2 e o C3PO). As coisas mais loucas acontecem nesse livro, ainda mais improváveis do que as que constam no primeiro livro. A trama joga com o humor e o suspense e a aventura no leva a dois elementos fantásticos: o encontro com o homem que rege o Universo e o ‘retorno’ de Arthur Dent para a Terra (calma, a coisa é muito mais louca do que parece, vale lembrar que a Terra foi destruída para que se construísse uma via expressa hiperespacial). 

Não da pra falar muito sem soltar mais spoiler, mas devo dizer que a obra de Adams é totalmente esplêndida e absurda. Vou apenas comentar uns trechos curiosos, alguns engraçados e outros reflexivos. Primeiro vemos o conflito linguístico que se propõe pela viagem de tempo, vejamos:
Um Dos maiores problemas encontrados em viajar no tempo não é vir a se tornar acidentalmente seu próprio pai ou mãe. Não a nenhum problema em tornar-se seu próprio pai ou mãe com que uma família mente aberta e bem ajustada não possa lidar. Também não há nenhum problema em relação a mudar o ciclo da história- o curso da história não muda porque todas as peças se juntam como num quebra-cabeças. Todas as mudanças importante já ocorreram antes das coisas que deveriam mudar e tudo se resolve no final.
O problema maior é simplesmente gramatical, e a principal obra a ser consultada sobre essa questão é o tratado do Dr. Dan Streetmentioner, o Manual das 1001 Formações de Tempos Gramaticais para Viajantes Espaço-Temporais. Nesse livro você aprende, por exemplo, como descrever algo que estava prestes a acontecer com você no passado antes que o acontecimento fosse evitado quando você pulou para frente dois dias. 

Confuso, não é mesmo? A coisa é louca e gera falas com palavras estranhas do tipo:

Foi construído a partir dos restos fragmentários de um planeta em ruínas que se encontra (teria sendo se encontraído) fechado numa vasta bolha de tempo e projetando...

Nele, os fregueses sentam-se (terseão sentaído) nas mesas e comem (terseão comeído) suntuosas refeições enquanto contemplam (estarão contemplareando) toda a criação explodir a sua volta.

Outro momento curioso é quando uma vaca se apresenta diante de nosso protagonistas dentro do Restaurante no Fim do Universo ( Milliways) e dialoga com eles sobre quais partes de seu corpo eles podem comer e em qual preparo. Explico: foram criados animais que desejam ser abatidos e comidos para evitar que se abatam e comam animais que não o desejam. Arthur Dent fica abismado com a situação e se recusa a comê-la:

_ Isso é absolutamente horrível- exclamou Arthur-, a coisa mais repugnante que eu já ouvi.
_ Qual é o problema terráqueo? – disse Zaphod, que agora observava atentamente o traseiro do animal.
_ Eu simplesmente me recuso a comer um animal que está na minha frente se oferecendo para ser morto- disse Arthur.- É cruel!
_ Melhor comer um animal que não deseja ser comido- disse Zaphod.

É um questionamento no mínimo curioso, embora imaginando a cena não fica difícil entender a repugnância de Arthur. O que acha disso? Não me tomem pro prepotente, mas é necessário dizer que para se ler os livros de Douglas Adams e compreende-los a pessoa precisa de certa 'inteligencia', não digo que toda pessoa 'inteligente' vá gostar dos livros, mas em termos de compreensão eles terão mais facilidade. Outros 'menos inteligentes' provavelmente não entenderão nem gostarão.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Quando comecei a ler o livro, ainda nas primeiras paginas meu cérebro ameaçou parar de funcionar. O autor faz, o que posteriormente descobri ser intencionalmente, repetições de palavras ou mesmo frases, que embolavam meu cérebro e eu acabava me pegando lendo a mesma linha três vezes. Tamanha era essa problemática que eu reiniciei o livro quatro vezes antes de enfim passar das primeiras sete páginas. Fui num dia qualquer, deitado em minha cama com as pernas pro alto que enfim passei pelo que seria o caminho até a “porta” da historia. Uma vez dentro eu fui-me envolvendo, me encantado e logo o livro se tornou um dos meus favoritos. Trata-se de um livro de ficção cientifica, genial e intrigante.


O autor tem certa genialidade na hora de moldar a historia, e uma inteligência que chega a ser provocativa. A forma como os eventos, os personagens e os lugares são descritos nos prende e diverte. A capa do livro, aparentemente simplória, trás elementos importantes da historia e depois de ter lido o livro acabei por acha-la divertida e convidativa. O Guia do Mochileiro das Galáxias é um livro que precisa ser lido para ser entendido e compreendido. Talvez só o próprio Douglas Adams seja capaz de fazer uma resenha para este livro que seja suficiente para declarar o quanto esse livro é fenomenal. Bom, até aqui não poupei adjetivos, não havia como poupa-los. Quem vier a ler o livro poderá entender tudo que eu disse.

O livro conta o que seguramente poderíamos definir como desventuras de Arthur Dent e seu amigo de outro mundo Ford Prefect (de um lugar chamado Betelgeuse). Tudo gira em torno da destruição da terra e da fuga de nossos protagonistas. Na trajetória deles através do universo eles encontram as mais estranhas criaturas enquanto observam algumas proposições do livro chamado “Guia Dos mochileiros das Galáxias” para tentar se orientar e sobreviver, esse Guia contem informações sobre coisas de todos os tipos ainda carrega em seu verso a melhor de todas as instruções: Não entre em pânico (o que é bem pertinente quando seu planeta acaba de ser destruído e você precisa raciocinar rápido para continuar vivo).

 Dentre os personagens que se juntam a eles na historia meu favorito é o robô maníaco depressivo chamado de Marvin (guarde esse nome e fique atento para se divertir com ele), junto com ele virão outros dois personagens importante para a trama, Zaphod e Trillian. Temos um egocêntrico de inteligência questionável que possui duas cabeças, esse sujeito é Zaphod Beebleblox, Presidente da Galáxia, foi definido como “... aventureiro, ex-hippie, bom vivant (trambiqueiro?, possivelmente) maníaco por autopromoção, péssimo em relacionamento pessoas, frequentemente considerado doido varrido”. Junto com ele encontramos Trillian, formada em matemática e astrofísica, descrita como “linda, charmosa, inteligente” tem um relacionamento com Zaphod. Vale lembrar que quando a Terra for destruída a única coisa que ele ainda terá de lá são seus ratos engaiolados ( e que esses se mostram muito importantes, e até perigosos em determinado momento da trama).

Toda narrativa trata muito dos assuntos da física e tecnologia. Vemos robôs, naves e armas diversas. Entre todas as fascinantes loucuras envolvendo as questões da física e da vida, algumas merecem ser comentadas. Tem-se no livro uma nave movida por improbabilidade infinita (e esse livro é absolutamente improvável, talvez tenha sido criado pela mesma regra). Quando a nave se move as coisas mais improváveis realmente acabam por acontecer. Pode-se, por exemplo, fazer um inocente cachalote surgir muitos quilômetros da superfície de um planeta estranho, embora ele não tenha chances de sobreviver tempo suficiente para compreender o que o levara até ali. Vê-se também um planeta cujo povo é especializado em construir outros planetas, o que gera um mercado de extremo luxo que acaba declinando quando ninguém mais pode pagar por tal. Dentro dessa perspectiva de tecnologias absurdas para nosso tempo também encontramos um ultra computador capaz de calcular até a resposta para a questão da Vida, do Universo e Tudo (a resposta está no livro e vocês precisam ler para saber).

Cada verbete do Guia é superinteressante, especialmente o que trata do peixe-babel, “se você introduz no ouvido um peixe-babel, você compreende imediatamente tudo que lhe for dito em qualquer língua. Os padrões sonoros que você ouve decodificam a matriz de energia mental que seu peixe-babel transmitiu para sua mente”. Uma das menções do Guia é muito comentada entre os Nerds, e pude vê-la em não sei quantos espaços virtuais no Dia Do Orgulho Nerd. Refere-se a “toalha”, no que havia pessoas que definiram a data divertidamente como “dia da toalha” ou algo similar. O verbete desse item segue com informações sobre as mais diversas utilidades para a toalha. E finda com a afirmativa “Daí a expressão entrou na gíria dos mochileiros, exemplificados na seguinte frase “Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Ta ai um mingo que sabe onde guarda a toalha”(Sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível).”

É como já disse um livro que trata das questões da vida e do Universo Nerd. A escrita é muito inteligente e pode confundi-lo até que você a compreenda, mas uma vez compreendido a leitura vai fluir. O final é divertido e vai te deixar ansioso para ler todos os outros. Quem gosta de alienígenas, universos criados dentro de livros, ironia e jogo de palavras, monstros, robôs e todas as loucuras da física vai amar o livro. Vai ler? Abra sua mente, dente em um lugar confortável (quando você penetrar na historia não vai mais querer parar) e aproveita a viagem pela fantástica obra do gênio Douglas Adams!


Antes da história ganhar vida nas páginas, a série era um programa da BBC Radio 4 em 1978 e até a ganhou uma série de TV em 1981. Em 2005 foi adaptado para o cinema, com Alan Rickman, Zooey Deschanel e Martin Freeman no elenco.

Adams morreu em 2001 e no dia 25 de maio (14 dias após a sua morte) é comemorado o Dia da Toalha (e do orgulho nerd também!).------

PROJETO DE 1 À 10

Lembra-se do projeto?( se ainda não conhece pode ler aqui). Então, montei um pagina no Facebook com o mesmo nome. Logo vou formalizando e adequando as ideias e estratégias para que tudo aconteça com fluência e qualidade. Fiquei ligados. Conheçam também a Pagina no Facebook aqui