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domingo, 25 de janeiro de 2015

Animais fantásticos e onde habitam : Kappa

Kappa desenhado por Katsushika Hokusai.

O Kappa é um demônio aquático do japão que habita lagos e rios rasos. Com Fama de parecer um macaco com escamas de peixe no lugar de pelos, esse animal tem um oco no cocuruto da cabeça no qual ele carrega água.

O kappa se alimenta de sangue humano, mas é possível convencê-lo de não fazer mal à algum, atirando-lhe um pepino com o nome da pessoa gravado à faca. Ao enfrentar esse animal o bruxo deve engana-lo obrigando-o a se curvar porque, se ele fizer isso, a água guardada no oco de sua cabeça escorrerá, drenando-o de toda sua força.


 Rowling, J.K ( Joanne K.) Animais fantásticos & onde Habitam/ Newt Scamander; edição especial com prefácio de Alvo Dumbledore ; traduçãode Lya Wyler-- Rio de Janeiro: Rocco, 2001,   p. 44 

sábado, 3 de janeiro de 2015

Curiosidade sobre a Cultura Japonesa

Hey, galera! Estou montando um projeto pra trabalhar com um mês de "Cultura Japonesa" com meus alunos. Com isso tenho pesquisado muito da cultura e observado também algumas curiosidaes. Trouxe pra vocês uma pequena lista com as coisas que achei mais curiosas.



1- Em algumas boates, mulheres ocidentais tiram as roupas em cima das mesas, em outras, mulheres nuas fazem strip-tease de trás para frente (vão se vestindo a medida que a musica toca);

2- Os motoristas de táxi dirigem de luvas branca;

3- Alfabeto, eles têm três. Um mais simples, para crianças. Outro só para nomes estrangeiros. E ainda um terceiro, o principal deles, com mais de dois mil caracteres. Esse último é complicadíssimo, tanto que muitos japoneses só vão aprendê-lo com mais ou menos 15 anos de idade;

4- Eles evitam se tocar. Cumprimentam-se com reverências, não são adeptos de abraços e apertos de mão;

5- Nunca coloque as mãos nos bolsos quando conversar com um japonês. É extrema falta de educação;

6- As meninas não podem pintar o cabelo ou furar a orelha antes de entrar na universidade;

7- Meninos vão ao salão de beleza;

8- Você já reparou que os games japoneses não mostram sangue? Todos os tipos de jogos, inclusive de luta são proibidos mostrar sangue;

9- As crianças japonesas limpam as suas escolas todos os dias, por 15 minutos, juntamente com os professores;

10- Um empregado(a) de limpeza no Japão é chamado "engenheiro da saúde", pode ter salários de USD 5000-8000 por mês e está sujeito a provas escritas e oral;

11- No Japão é proibido o uso de celulares em restaurantes;

12- Enquanto no Brasil, apenas 13% da população tem acesso ao niver superior, no Japão 80% da população frequenta a universidade;

13- Em 1543 houve imigração portuguesa em Tanegashima, trazendo sua língua e culinária consigo;

14- Foi proibida a presença de estrangeiros no Japão por 250 anos, pois o crescimento do cristianismo assustou os religiosos japoneses;

15- Considera-se falta de educação abrir um presente na frente de quem deu;

Comentando: Notoriamente são apenas curiosidades, há muito mais coisas interessantes ou mesmo curiosas sobre o Japão. Alguns dos elementos citados acima podem nos causar alguma estranheza, é natural já que temos culturas diferentes. O curiosidade n° 11 é bem interessante " Proibido uso de celulares em restaurantes", tem brasileiro que daria um infarte se entrasse num lugar assim, por não conseguirem ficar cinco minutos sem mechar no telefone. A n° 8 achei perfeito e queria que no Brasil fosse assim também, já a n°4 não me agradou. Sei que tem umas pessoas aqui que adoram conversar tocando nas outras e isso é chato pra caramba mesmo, mas em termos de aperto de mãos e abraços eu gosto. Sou ultra-hiper-mega carente de abraços ( admito recebi poucos abraços sinceros, poucos, mas valiosos).  



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

NIHONGO: CARACTERÍSTICAS DO IDIOMA DOS JAPONESES

Watashi wa nihon-go ga hanase masen.

Não entendeu nada, né? A frase acima está escrita em japonês e quer dizer: “Eu não falo japonês”, de uma forma mais formal. Este é um idioma bem diferente do nosso português, especialmente porque tem origem na mistura de linguagens antigas russas e de outras regiões da Ásia central. Por isso causa tanto estranhamento, por parecer incompreensível.



Mas a língua dos japoneses não é tão misteriosa assim. No ano em que comemoramos 100 anos de imigração japonesa no Brasil, que tal conhecer melhor a língua desse povo? Afinal, a colônia japonesa no Brasil é a maior do mundo (fora do Japão). Por isso, é comum encontrar em supermercados, filas de bancos ou salas de espera de consultórios pessoas de olhos puxados e traços nipônicos. Sem falar nos sobrenomes com os quais já nos acostumamos a conviver: Sato, Tanaka, Ota, e por aí vai. Então, porque não estender seu vocabulário para além do “arigato” (obrigado)?

Frases

Assim como o português ou o inglês, o nihongo, nome que os japoneses deram ao seu próprio idioma, também tem suas peculiaridades gramaticais. A forma como se constrói uma frase por exemplo, é na seguinte ordem:

SUJEITO – OBJETO – VERBO

Ex.: Anata wa kawaii desu. ( “Você gracinha é”, ou Você é uma gracinha.)
Onde: “Anata wa” = pronome sujeito “Você”
“kawaii” = adjetivo “gracinha”
“desu” = verbo “é”

Pronomes

Para cada tipo de pronome, seja para designar sujeito, objeto ou posse, acrescentam-se pequenas partículas depois da palavra. Cada tipo de pronome tem uma partícula específica (wa/ga, o, no e ni).
Ex: “Kanojo wa/ga” = Pronome sujeito “Ela”
“Kanojo no” = Pronome possessivo “Seu/Sua; Seus/Suas”

Verbos

Os verbos no nihongo não flexionam em número, grau ou gênero. Eles podem ser conjugados em apenas dois tempos: presente e passado, onde um verbo no presente pode indicar uma ação habitual ou no futuro e um verbo no passado corresponde ao nosso pretérito perfeito.

Substantivos

Também não flexionam em número, grau ou gênero. O plural de certas palavras é feito acrescentando-se sufixos. Exemplo: “Watashitachi” (nós). Como “Watashi” significa “Eu”, acrescentando o sufixo “tachi”, a palavra vai para o plural “Nós”.
Os adjetivos também não flexionam para gênero e número, o que significa que não muda a forma de qualificar alguém de sexo feminino ou masculino.

Pronúncia

A maioria das palavras em japonês é lida como está escrito. Mas algumas letras e sílabas têm uma maneira diferente de ser pronunciada. Letras dobradas no meio de uma palavra podem ser lidas com uma pausa, como em “matte”, lê-se “ma-te”.
Outros exemplos de pronúncia:
Chi: ti
Chu: tchu
Wa: ua
Ja: jya
Ju: jyu
Ge: gue
Ha: rra
Ri: ri
Zu: dzu
N: m, quase "um".

Linguagem

O sufixo “chan”, muito comum na língua japonesa, pode ser utilizado para designar carinho ou mesmo um diminutivo, mas de forma afetuosa, como “obaa-chan” (vovozinha). Já o sufixo “san” é utilizado como tratamento na linguagem falada (nome da pessoa + san) e o “sama”, para linguagem escrita, como em cartas (nome da pessoa + sama).

Uma curiosidade: no Japão as pessoas são comumente chamadas pelo sobrenome (o nome da família) e não pelo primeiro nome. É comum até mesmo nas escolas os alunos serem chamados pelo sobrenome mais o sufixo “san”.

Vocabulário
Atualmente, muitas palavras do vocabulário japonês (principalmente as utilizadas pelos jovens) foram “orientalizadas”, ou seja, adaptadas de línguas ocidentais (especialmente o inglês) para o nihongo. Exemplos: “Biru” (cerveja) vem do inglês “Beer” (cerveja); “Toire” (banheiro) vem do francês “Toilette” (banheiro) ou do inglês “Toilet” (banheiro ou papel higiênico).

Algumas palavras do vocabulário japonês:

Familiares:
Avó: obaasan ou sobo
Avô: ojiisan ou sofu
Filha: musume san
Filho: musuko san
Filhos: kodomo san
Irmã: ane ou oneesan
Irmão: ani ou oniisan
Mãe: okaasan ou haha
Pai: otoosan ou chichi

Veja como dizer algumas saudações:
Oi: Doomo.
Tudo bem?: Ogenki?/Do sesu ka?
Qual é o seu nome?: Onamae wa?
Oi, eu sou João: Hai, watashi wa João desu.
Alô?: Moshi moshi?
Tchau: Shitsurei shimasu.
Parabéns!: Omedetoo gozaimasu!
Feliz Aniversário!: Tanjoobi omedetoo!
Feliz Natal!: Christmas omedetoo!

Alguns ditados populares (comuns tanto no Japão quanto no Brasil):
Ver para crer: Hyakubun wa ikken ni shikazu.
É melhor prevenir do que remediar: Korobanu saki no tsue.
Quem espera sempre alcança: Ishi no ue nimo san nen.
O amor é cego: Ai wa moomoku.
Não faça tempestade em um copo d’água: Shin shoo boo dai.
Longe dos olhos, perto do coração: Toozaru hodo, omoi ga tsunoru.

Essas são apenas algumas noções dessa língua tão diferente. É claro que, para se aprender a falar (e compreender) japonês são necessários anos de estudos. Mas entender um pouco de como funciona esse idioma pode ser uma forma de mostrar respeito aos japoneses e aos “nikkei” (descendentes), que a 100 anos contribuem para o crescimento do Brasil.

Por Camila Mitye
Equipe Brasil Escola

Bunraku ( Teatro Japonês com Bonecos )

O Bunraku é uma espécie de teatro japonês caracterizado pela utilização de bonecos para a encenação. Assim como o Kubaki e o teatro Nô, o Bunraku foi originado no final do século XVI e permanece até os dias de hoje como lembrança viva do passado. Inicialmente foi criado como entretenimento para as pessoas que viviam em Osaka, província localizada na ilha de Honshu.



Para uma apresentação de Bunraku deve haver técnicas sofisticadas que associam narração, música shamisen e a manipulação dos bonecos que podem chegar até dois metros de altura. Os bonecos são feitos em madeira e possuem mecanismos que garantem boa resposta aos comandos direcionados a eles. Movimentam todo o corpo e ainda conseguem realizar expressões faciais por meio dos comandos dados pelo manipulador responsável pela face.

O narrador, peça-chave da encenação, além de descrever o cenário, a ação e a emoção dos personagens, também é responsável por falar pelos personagens e por cantar por eles. As baladas do gidayu firmam o clima dramático necessário nesse tipo de teatro. O shamisen, por sua vez, atua acompanhando o ritmo do espetáculo e ainda tem liberdade para, em alguns casos, dirigir qualquer variação rítmica. A encenação mais conhecida do Bunraku se chama “As crônicas da princesa Joruri”.

Chikamatsu Monzaemon, escritor de Kabuki, foi quem humanizou as histórias, enfatizando a vida dos comerciantes da província e ainda as condutas morais e éticas daquele tempo. No século XVIII, o Bunraku entrou em decadência por causa de novas técnicas que surgiram para o teatro com bonecos, porém no século XX voltou à tona com técnicas altamente sofisticadas e reconhecidas por todo o Japão.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola