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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Entrevista com o Autor: Alan Borges


Anteriormente eu trouxe para vocês a recomendação literária do livro meu Amiguinho do Espaço, uma brilhante obra do autor Alan Borges, publicada pela Chiado Editora, que está repleta de ensinamento sobre a vida e o Universo numa abordagem propicia para o publico juvenil. O Alan é parceiro do Blog e agora ingressa no meu Projeto Plena, assim teremos muitas postagens sobre ele e suas obras por aqui, fiquem atentos. Como de costume, a porta de entrada do Projeto é essa entrevista. Aproveitem-a para conhecer um pouco mais desse autor talentoso que veio para ficar:
1- Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte? Qual sua formação?

Bom, primeiramente eu gostaria de agradecer a você (Augusto Oliver) pelo espaço, pela oportunidade de estar aqui em seu blog sendo entrevistado. 

Na verdade eu venho de um mundo totalmente diferente (digo isso porque sempre trabalhei em indústrias e os meus contatos com livros literários eram zero). Sempre trabalhei com manutenções, planejamentos, programações e afins... Agora é como se fosse tudo novo para mim. Eu possuo duas formações técnicas em mecânica de manutenção industrial, uma de eletromecânica e uma de automação industrial, fiz língua Inglesa durante cinco anos e meio e possuo mais outros cursos extra curriculares. Tranquei a faculdade de engenharia de controle e automação depois de completar seis semestres e também tranquei um curso técnico de mecatrônica já no final para poder ter um pouco de tempo para escrever (sou chamado de louco por isso, (risos)) Há algum tempo atrás eu resolvi mergulhar neste mundo literário, já era para ter o feito antes, mas o trabalho, a faculdade, os cursos, enfim... Eu não tinha tempo. 

2- Como se da à relação entre você e a literatura? 

Bem, agora, eu possuo algumas regrinhas impostas por mim mesmo, já que estou neste ramo. Eu costumo a separar uma parte do tempo para ler, e outra parte para escrever. Preciso ler muito, muito mesmo, porque estou ainda muito verde neste ramo até o momento.

3- Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos comprá-los 

Existe “Minha prima chata” que é um romance narrado aos olhos de um menino de nove anos. A história é narrada em primeira pessoa e se passa em Salvador – Ba. Marcelo é um garoto incrível e possui grandes amigos, no decorrer da estória eles vivem muitos bons momentos juntos. Marcelo também tem pais adoráveis, eles levam uma vida simples e tranquila. O único problema para Marcelo é quando sua prima vem de Recife passar uma semana inteirinha em sua casa. Eles possuem muitas diferenças na maneira de pensar e agir, e essas diferenças os levam a constantes discussões. Só que nessa visita de Cristina (a prima chata) à sua casa, Marcelo passara por algo que nunca imaginara passar em sua vida. 

Já o: “Meu amiguinho do espaço” é um livro voltado para o público mais juvenil (as crianças). No entanto, ele não deixa de poder ser lido por adultos. As obras podem ser compradas no site da: “Chiado editora”, “livraria da travessa” e “livraria da cultura” aqui no Brasil, e em Portugal, as obras podem ser compradas na: “Bertrand” e na “Wook”.

4- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou? 

Para ser bem franco, eu não tive tantos problemas com a publicação, e sim com o “Marketing” Na minha opinião, o mas difícil para o autor é conseguir conquistar leitores, divulgar o projeto com contundência, promover bem a obra, e sem um marketing agressivo por detrás de tudo isso, fica realmente muito complicado.

5- Que elementos você considera importante na construção de um personagem? 

Bem, geralmente as características físicas e emocionais. Estes, na minha opinião, são os primeiros passos. Depois vem a coerência em relação aos seus atos e falas durante o desfecho da estória.

6- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum. 

Eu gosto muito de: “O pequeno príncipe” (Antoine), “O caçador de pipas” (Khaled Hosseini), “o menino do pijama listrado” (John Boyne), “A menina que roubava livros” (Markus Zusak), “Nárnia” (Lewis), “Meu pé de laranja lima” (José Mauro de Vasconcelos). De todos os supracitados, o que mais gosto é o do Antoine. Então se for para eu recomendar algum, eu recomendo o dele (risos). Eu fico imaginando sobre como uma pessoa podia escrever uma obra tão brilhante como essa em um momento tão conturbado como aquele.

7- Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho? 

Sim, tem mais livros (risos). Tem um romance que se passa no estado do Texas, nos Estados Unidos, que se chama: “Luke Miller”, ele está passando por uma revisão pela editora, presumo que em breve esteja nas lojas. Tenho um conto também: “O País de Nala” que está com outra editora em processo de edição e também estou trabalhando em mais três projetos: Um sobre o Holocausto (este só ficará pronto em 2017), um sobre inteligência artificial (também é um romance) e mais outro romance que se passa no Brasil.

8- O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores? 

Bem, é um efeito extraordinário (risos). Enquanto os livros nos causarem este efeito mágico e nos levarem a lugares incríveis e nos fazer refletir (acima de tudo), e também nos fazer imaginar e enxergar a história que lemos, é sinal de que o mundo literário está sendo muito bem executado, tanto da parte do autor, quanto da parte do leitor.

9- Escolha uma frase ou parágrafo de um de seus livros para nos inspirar. 

A não desistência é a variável principal para o caminho do sucesso na equação da vida.- Minha Prima Chata

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Entrevista com a autora: M. Demeter

Viajem na arte da capa desse livro! Pois é, hoje vou deixar pra colocar o Selo do Projeto Plena la no finalzinho da postagem porque essa capa merece destaque. 


A autora nacional do Plena que apresentarei hoje é a Mara Deméter. Em seu primeiro livro publicado ela encanta o leitor e o convida para adentrar no universo fantástico e emocionante de sua literatura. Adorei entrevista-la e saber um pouco mais de seu trabalho, inspirações (têm Harry Potter <3) e projetos. Apreciem a leitura:

1- Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte? Qual sua formação?

Livros, filmes, séries, músicas, amigos, namorado e família, não nessa ordem, me inspiram e divertem. O mundo é um tanto quanto inspirador, na verdade, é tanta coisa absurda que acontece que sinto que posso torná-lo um pouquinho mais bonito com histórias, influenciar positivamente a vida dos leitores é o que me move na escrita.

Minha formação é em comunicação social, me formei em 2014 e mesmo não exercendo a profissão aprendi muito com o curso. Atualmente estou fazendo outra faculdade, Sistemas de Informação (e trabalhar na área).

2- Como se da à relação entre você e a literatura?

Acho que sem querer acabei deixando uma pontinha de resposta na pergunta anterior. Os livros são pra mim uma forma de tornar a vida das pessoas um pouco melhor, mesmo que não carreguem nenhuma mensagem moral, ao menos daqueles momentos que você está preso às páginas, sua vida é deixada de lado e você viaja para um mundo que não é seu, mas que ao mesmo tempo você acaba fazendo parte.

3- Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos compra-los.

Por enquanto tenho apenas O Nome do Sonho publicado. É possível adquiri-lo no site da editora (www.editoragarcia.com.br/o-nome-do-sonho), no site ou nas lojas da Livraria Cultura (sob encomenda), na livraria Leitura de Campinas/SP (Shopping D. Pedro) ou comigo (só me procurar no facebook, pode ser no perfil pessoal ou na fanpage).
O que você faria se descobrisse que toda a sua realidade não passa de uma fantasia e tudo se baseasse na existência de uma única pessoa?
Pode parecer ilusão, mas essa é a realidade de O Nome do Sonho. Anne já se acostumou com ela, mas Vivian não a aceita com tanta facilidade.
Em um mundo onde todos os sonhos são possíveis, talvez o amor possa transformar os conceitos de realidade e ficção, mas nunca sem sacrifícios.

4- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?

Comecei a ler quando era criança e escrever também, mas apenas esporadicamente. Peguei gosto pela escrita quando comecei com fanfics de Harry Potter em 2010. A maior dificuldade não foi encontrar uma editora, mas sim trabalhar na divulgação do livro, é difícil conseguir espaço em livrarias e editoras menores não tem um poder de divulgação tão forte quanto as grandes. É um desafio que ainda estou enfrentando a cada dia, as redes sociais ajudam bastante.

5- Que elementos você considera importante na construção de um personagem?

Lembro de ler ou ouvir alguma vez uma pessoa falando como os defeitos eram importantes, depois disso comecei a prestar atenção em como aquilo era verdade. Personagens sem defeitos se tornam um pouco cansativos, irreais – com raras exceções. Emoções também são essenciais pra mim, sempre gostei de histórias dramáticas, carregadas de emoções. (não que meu livro seja uma fonte sem fim de lágrimas, longe disso - risos)

6- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum.

Harry Potter foi o livro que me fez leitora e escritora e acompanhou minha infância. Recomendo sempre. Carlos Ruiz Zafón é um escritor que me inspira e que também recomendo pra todo mundo, amo todos os livros dele.

7- Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho?

Claro! Tenho várias ideias no papel (ou melhor, no computador - risos). Atualmente estou escrevendo uma distopia, o título (ao menos até o momento) é O Livro das Descrições, mas ainda vai demorar um pouco pra terminar.

8- O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores?

Livros nos fazem viajar. Abandonar nossas vidas e embarcar em outras, que não são nossas, mas ao mesmo tempo parecem ter pedaços de nós, que nos levam junto com elas e nos apresentam novos cenários.

9- Escolha uma frase ou parágrafo de um de seus livros para nos inspirar.

Vou deixar a frase da capa de ONdS. 

“A vida pode ser como nos sonhos, basta acreditar.”

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Entrevista com o Autor: Rafael Buarque Montenegro


O autor de hoje do Projeto Plena tem uma história até curiosa dentro do seu desenvolvimento na literatura. Sua construção literária é inteligente e suas inspiração são fenomenais. Apresento pra vocês hoje o autor Rafael Buarque Montenegro ( gente, a pessoa ter Buarque e Montenegro no nome é tipo uma sentença, tem que ter talento). A entrevista, pra mim, foi bem interessante e até divertida. É muito bom que tenhamos a oportunidade de saber um pouco da vida dos loucos (autores) que escrevem as obras que tanto amamos.



1. Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte? Qual sua formação?

R. Meu nome é Rafael Buarque Montenegro, tenho 24 anos, nasci em João Pessoa, Paraíba, e atualmente vivo em Campina Grande, PB, onde tento terminar minha graduação em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba. Por muito tempo perguntei o que me movia, e sempre achei (sempre quis acreditar) que havia um grande propósito por trás da minha existência. Que eu fazia parte de um todo maior, que eu era uma engrenagem fundamental no funcionamento de alguma grande máquina. Porra nenhuma. Ops, não sei se pode falar palavrão. Enfim, sem sarcasmos ou ironia, o que me move é meu corpo, meu coração, músculos, essas coisas. Se você me perguntar qual é o meu grande objetivo de vida a resposta será curta e direta: Não sei, não faço ideia. Sei que pessoas e situações me inspiram a ser melhor, pois tenho como mantra que devemos procurar sermos melhores a cada dia, sempre com o intuito de influenciar e inspirar nosso próximo. Sei que ler me diverte, ver filmes e séries me diverte, ouvir música me diverte, escrever me diverte pra caralho! Ou pra caramba, se preferir. Não gosto de rotina, não gosto do comum. O diferente me atrai, o inovador. Sempre.

2. Como se da a relação entre você e a literatura?

R. Minha relação com a literatura é engraçada, porque eu sempre gostei de ler, desde os meus 5 anos de idade. Mas, só vim começar a escrever qualquer coisa (sem ser os textos e redações de escola) aos dezoito anos. Comecei tardiamente, e não sei dizer se isso foi bom ou ruim para minha formação de escritor. Tem gente que escreve desde pequeno e não consegue contar uma boa história. Tem gente que começa depois dos trinta e arrasa no primeiro romance. Então, é relativo. Além disso, a literatura sempre fez parte da minha vida através da leitura, mesmo nas épocas que esse hábito estava dormente, eu ainda mantinha um livro na mochila. 

3. Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos comprá-los.

R. Publiquei três livros de maneira independente. Dois quando eu ainda era um escritor amador. Comecei a escrever em 2009 e publiquei meu primeiro livro em 2011. Era um romance, ficção, porém de cunho totalmente religioso. Chamava-se "Segundo a Sua boa vontade" (esgotado), contava a história de um ateu que se convertia. É até engraçado dizer que escrevi esse livro, pois hoje o ateu sou eu. (risos). Vendemos 3 mil exemplares desse livro na Paraíba e em Pernambuco. No primeiro semestre de 2013 saiu o segundo romance cristão, "O Pescador de Homens" (esgotado). Vendemos 1 mil exemplares na Paraíba. Nesse meio tempo eu já tinha escrito muita poesia e outros romances, numa pegada estilo Nicholas Sparks (putz, vergonha alheia. Perdão aos fãs). Foi só em dezembro de 2013, janeiro de 2014 que decidi que levaria a sério a escrita. Como uma profissão, como algo que seria minha principal fonte de renda. Mudei completamente os gêneros literários que escrevia, e passei a me dedicar a literatura fantástica e a ficção científica ( -entrevistador batendo palmas aqui). Publiquei As Crônicas de Pindorama - Piná e o Despertar da Escuridão em setembro de 2015 e desde então meu trabalho é divulgar esse livro Brasil afora. Quem quiser conhecer mais sobre essa saga de fantasia é só visitar o blog:http://pindoramageek.com.br/, tem uma parte específica falando sobre o livro:http://pindoramageek.com.br/as-cronicas-de-pindorama/

4. Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?

R. Considero que houveram alguns momentos fundamentais para minha inserção no universo literário. Primeiro, em 2009, comecei a escrever um livro de meditações devocionais para jovens. Imprimi, tirei xerox e distribui para o grupo da minha igreja. Foi minha primeira experiência como autor, foi quando recebi os primeiros feedbacks, e como fui elogiado, decidi levar isso adiante. Foi um momento fundamental na minha formação de escritor. Depois, quando publiquei o primeiro livro, em 2011, mesmo de maneira amadora, e recebi os primeiros elogios e mensagens de apoio. Por fim, quando decidi que levaria a sério a carreira, profissionalmente, em 2014, foi o terceiro momento fundamental e quando publiquei As Crônicas de Pindorama em 2015 me senti completamente inserido no universo literário. Sobre as dificuldades, posso resumir todas elas em uma só: falta de grana. Não vou nem falar das editoras que COMPLETAMENTE IGNORAM autores iniciantes, mas a falta de dinheiro é o principal problema de quem tenta autopublicação. Como superei? Com a ajuda dos meus pais. Eles venderam a casa deles para publicar meu livro, e agora estamos todos juntos nessa luta. 

5. Que elementos você considera importante na construção de um personagem?

R. Gosto de personagens bem descritos, então procuro fazer isso ao construir os meus. Gosto de personagens humanos, palpáveis para o leitor, então procuro passar aos meus personagens essas características. Não gosto de idealizações, esteriótipos, embora nem sempre seja possível fugir deles. Gosto de personagens fortes, especialmente mulheres, então faço isso em meus livros. Não tem muito segredo. É tentativa e erro. As vezes o autor acha que está arrasando ao criar um personagem e o público lê e acha aquele personagem horrível. Outras vezes ocorre o contrário, é a vida. 

6. Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum. 

R. Tolkien me inspira pela genialidade e pela grandiosidade de sua obra. Nenhum outro autor de fantasia foi/será como ele. Nenhuma outra obra de fantasia foi/será como a obra do Professor. Os Miseráveis, de Victor Hugo foi o primeiro livro que abriu meus olhos para os problemas sociais do mundo. Perseguição Implacável, do Peter Carter, foi o primeiro livro que me mostrou a irracionalidade da guerra. O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, trouxe-me o amor pela filosofia. Mas se tiver que recomendar um único livro, vou recomendar dentro da literatura fantástica. "O Nome do Vento", de Patrick Rothfuss, que é, para mim, o melhor livro de fantasia que eu já li. (não é maior ou mais importante que a obra de Tolkien, mas é mais gostoso de ler. O livro canta pra você. Vai por mim, leia O Nome do Vento. Sério. Leia.)

7. Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho?

R. Nossa, tem muita coisa vindo. Sou inquieto, bastante inquieto. Tem os livros sequenciais dAs Crônicas de Pindorama. Quero lançar o segundo volume, intitulado Nhanderuvuçu e a Grande Noite ainda este ano. Estou trabalhando também nuns roteiros pra cinema (outra área que tenho interesse), e num livro de ficção cientíica ainda sem nome e num roteiro de uma hq de suspense/terror. Enfim, muitas cosias, espero dar conta de tudo!

8. O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores?

R. Como leitor, é uma sensação única. O livro mexe com nossa imaginação, com nossos sentimentos, expectativas. É incrível. Não é algo fácil de descrever. Como autor, é uma puta responsabilidade, mas é também uma puta alegria quando alguém chega pra você e fala o quanto a leitura do seu livro marcou a vida dela. É algo que não dá pra expressar em palavras, é sublime. É o que faz valer a pena sentar e escrever. Escrevo porque gosto, porque me divirto, e a recompensa é essa, a alegria no rosto dos leitores.

9. Escolha uma frase ou parágrafo do seu livro para nos inspirar. 

É uma frase dAs Crônicas de Pindorama - Piná e o Despertar da Escuridão.

"O medo que vocês sentem é apenas uma ilusão e se vocês permitirem, ele se tornará tão grande que vai devorá-los por inteiro. Mas, se vocês se impuserem, se deixarem a coragem tomar conta de sues corações e mentes, não há limites para a vitória! A liberdade de vocês está ao alcance de suas mãos, vão pegá-la!"
Quem quiser, pode falar com o autor  através dos contatos:

Blog Pindorama Geek: http://pindoramageek.com.br/


E-mail: pindoramageek@gmail.com


Confira a sinopse:
Annabel acordou assustada e tremendo. Por dois segundos teve paz para organizar seus pensamentos, mas apenas esses segundos não foram suficientes. Embora sua mente lutasse para afirmar que tudo não passara de um sonho, as mãos do atacante misterioso apertando-se em volta do seu pescoço diziam-lhe o contrário. Tudo aquilo era bem real. Lutou e lutou sem obter qualquer êxito, até que finalmente ouviu a assombrosa voz do seu agressor que cortou-lhe a alma como uma afiada lâmina: “Piná, eu sei quem você é”. Então, tal como misteriosamente começara, o ataque cessou. Ela levou as mãos a garganta, puxando o ar como uma louca, e pensando nas palavras que ouvira. Não tinha a menor ideia do que significavam, mas estava disposta a descobrir. Annabel parte assim em uma grande jornada, onde irá descobrir quem é de verdade, e se está realmente preparada para enfrentar o grande mal que paira sobre as terras de Pindorama, a fantástica terra das palmeiras, também conhecida como Brasil.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Entrevista com o Autor: Estevan Lutz


Hoje no nosso Projeto Plena, o autor convidado à entrevista foi o gênio da ficção Estevan Lutz. Sua construção literária na ficção tem uma genialidade prima, e se seu fascínio pela tecnologia (que pode ser observado também em sua formação acadêmica) fazem dele um exímio construtor de ficção! Trago pra vocês hoje um autor de escrita inteligente e inspirada/inspiradora:


1- Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte? Qual sua formação?

Desde criança, sou um entusiasta da tecnologia do amanhã. Gosto muito de ficção científica, principalmente da categoria hard, isto é, aquela ficção que realmente é embuída de muita ciência e especulação científica baseada em audaciosas teorias da física. Sou movido pela razão; apesar de também ser um fã de Arquivo X, tento evitar aquela filosofia do Fox Mulder de “eu quero acreditar”, pois isso remete um pouco à fé. Apesar da fé ser benéfica para a liberação de alguns neurotransmissores responsáveis pela felicidade, ela também causa uma certa miopia que pode levar a limitações de compreensão sobre “a vida, o universo e tudo mais”. Sou formado em Eletrotécnica, também já cursei Automação Industrial e hoje curso Engenharia Eletrônica. Trabalho com projetos industriais dessas mesmas áreas. O fascínio pela tecnologia também não é de hoje.

2- Como se da à relação entre você e a literatura?

Atualmente leio uma gama variada de assuntos, da FC à política, passando por temas como segunda guerra, livros dissertativos sobre o cérebro humano, mitologia nórdica e filosofia. No entanto, quando escrevo, meu foco ainda é a ficção científica, apesar de já ter alguns contos publicados que tem o sobrenatural como base.

3- Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos compra-los.

Romance: O Voo de Icarus, publicado pela Editora Novo Século em 2010. Uma ficção científica estilo cyberpunk e também psychopunk (esse último termo, acho que eu mesmo cunhei). A edição está praticamente esgotada nas livrarias, porém, tenho ainda exemplares para venda direta por um preço bem convidativo.

Livro: O voo de Icarus
Antologias: Organizei a antologia “Impérios do Pós-Apocalipse”, publicada ano passado pela Editora Estronho. Foi muito bem acolhida pelos leitores. Exemplares podem ser adquriridas nas grandes livrarias ou na loja virtual da editora.

Também, como co-autor, participei das antologias Draculea, Invasão, Time Out, Autores Fantásticos, A Batalha dos Deuses, Passado Imperfeito e Erótica Fantástica. Algumas delas ainda podem ser adquiridas em livrarias virtuais e físicas.

4- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?

Estreiei na literatura participando de duas antologias, Dracula e Invasão, ambas organizadas pelo escritor Ademir Pascale. Isso foi em 2008. Um ano depois, estava com meu romance de FC, O Voo de Icarus, concluído, então comecei a procurar editoras. Não havia muitas opções na época para publicação do gênero fantástico nacional. Enviei para a Novo Século e, em pouco tempo, recebi uma proposta para publicação. Em 2010 o livro saiu. As vendas foram satisfatórias e, logo, fui convidado por vários escritores para participar de antologias e e-zines.

5- Que elementos você considera importante na construção de um personagem? 

Prezo pela construção de um perfil enigmático. Gosto daqueles personagem que causam surpresas no leitor ao longo da trama. Muitos escritores apresentam todo o lado psicológico de um protagonista já nas primeiras páginas. Eu prefiro desvendar elementos importantes nas últimas páginas.

6- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum.

Sim, muitos. De ficção científica, eu recomento A Cidade e as Estrelas de Arthur C. Clarke e, para descontrair um pouco, toda a série de “O Guia do Mochileiro das Galaxias”, de Douglas Adams. Mas o livro que mais me impactou não foi um romance, foi o livro de ideias racionais de Carl Sagan intitulado “O Mundo Assombrado pelos Demônios” que li quando tinha 18 ou 19 anos de idade. Foi como um balde de água fria. Até então, eu era bastante entusiasta de temas como ufulogia, antigos astronautas e paranormalidade. Carl Sagan me deu um soco na boca do estomago e esfregou minha cara no chão frio do pensamento cético. Os ditos “mistérios do mundo” passaram a ser não tão misteriosos e sim fenômenos de natureza mais simples. Minha visão mudou. Foi como ganhar óculos novos.

7- Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho?

Livros, por enquanto, não. Mas voltarei a publicar alguns romances daqui uns 4 ou 5 anos, até eu me libertar um pouco do mundo acadêmico e ter mais tempo. Mas tenho mais antologias que devem sair ainda em 2016. Tenho também um roteiro de HQ que está para ser negociado com uma editora. A literatura não pode parar.

8- O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores?

Enquanto a literatura causar esse efeito mágico, teremos pessoas com imaginação ativa. Esse mundo não é só do autor, mas também do leitor, pois ele que construirá os cenários em sua mente através de sua interpretação daquilo que lê. 

9- Escolha uma frase ou parágrafo de um de seus livros para nos inspirar. 

Não existem assombrações, mas sim mentes assombradas. (O Voo de Icarus).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Entrevista com o Autor: Luiz Henrique Batista

Eu falando dele é até sacanagem, o cara escreve exatamente o que eu gosto ler! Ele tem entre as inspirações que compuseram seu estilo de escrita o meu autor favorito, Bernard Cornwell. Sou apaixonado pela maneira como o Luiz Henrique constrói seus personagens e já estou preparando minha documentação pra fazer carteirinha de fã. Com uma escrita envolvente e personagens cativantes, O autor conquista seus leitores com um forte abraço de palavras e os leva por caminhos emocionantes dentro da literatura fantástica. Então hoje a entrevista do Projeto Plena é com ele:



1- Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte? Qual sua formação?

Sou formado em jornalismo e minha maior motivação é compartilhar da minha imaginação com os leitores. Com "Os Doze Guardiões da Luz" eu escrevi o livro que gostaria de ler, então é incrível para mim receber um feedback positivo de um leitor. Sabe quando você encontra alguém que também leu e adorou um de seus livros favoritos? É algo assim, só que muito, muito mais intenso. 

2- Como se da à relação entre você e a literatura?

Eu demorei um bocado para descobrir a literatura. Fui um daqueles jovens que acaba se afastando dos livros por não ter sido apresentado às obras corretas. Sempre apresentei facilidade para escrever (costumava tirar 10 nas redações da escola, mesmo antes de me tornar leitor), mas só lá pelos 17 anos de idade comecei a escrever histórias com maior frequência e mostrá-las aos meus amigos. Esse foi o primeiro passo para me tornar escritor.

3- Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos compra-los.

Meu primeiro livro é "Os Doze Guardiões da Luz", a história de doze heróis imortais que encarnam os signos do zodíaco. O livro pode ser encontrado em várias lojas online (Submarino, Saraiva, etc) e no site da Editora Novo Século.
Ambientado num mundo de fantasia, "Os Doze Guardiões da Luz" narra as histórias de heróis imortais que encarnam os doze signos do Zodíaco. Séculos após a grande guerra, que expulsou a Escuridão dos reinos do oeste, o povo e os heróis parecem ter se esquecido da ameaça que reside lá fora, além da fronteira das terras da Luz com os países da neblina. Alheios ao alcance dos tentáculos do inimigo, os Guardiões são pegos de surpresa quando a ameaça vem não de fora, mas de dentro do reino, justamente daqueles em quem mais confiavam: eles próprios.

4- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?

Como disse, eu costumava escrever descompromissadamente antes de sequer pensar em publicar. O maior desafio foi minha própria falta de conhecimento e contatos: tive que pesquisar muito e correr alguns riscos que, felizmente, repercutiram da maneira esperada. 

5- Que elementos você considera importante na construção de um personagem? 

Na minha opinião, um personagem não é composto apenas de suas características (aparência, personalidade, etc), mas também da maneira como é ele apresentado ao leitor. O mesmo personagem pode ser raso ou profundo, amado ou odiado dependendo da maneira como o autor o apresenta. Quando atende a ambos esses requisitos (características interessantes + apresentação adequada), o personagem inevitavelmente entra na cabeça do leitor. 

6- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum.

O livro que me inspirou a escrever foi "O Inimigo do Mundo", do brasileiro Leonel Caldela. Os que mais influenciaram minha maneira de escrever (em outras palavras: me fizeram descobrir meu estilo e desenvolvê-lo a partir dali) foram "Inês da Minha Alma", da chilena Isabel Allende, e a trilogia "A Busca do Graal", do inglês Bernard Cornwell.

7- Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho?

A continuação de "Os Doze Guardiões da Luz" já está saindo do forno!

8- O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores?

Provocar esse encanto pela leitura em outra pessoa é a maior realização de um escritor (na minha opinião, é claro). Ouvir sobre como ele ou ela se envolveu e viveu ao lado dos personagens até a última página... é uma sensação indescritível. 

9- Escolha uma frase ou parágrafo de um de seus livros para nos inspirar. 

Uma frase bem popular do livro:
Não acredito em almas gêmeas. Acredito em pessoas que se sentem atraídas umas pelas outras e que, com o tempo, encontram semelhanças, superam diferenças e transformam essa atração em amor verdadeiro.



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Entrevista com a Autora: Maya Falks



Bom dia leitores, hoje dentro do Projeto Plena vou apresentar pra vocês uma autora pela qual eu tenho um grande carinho. Maya é uma mulher que inspira, tem uma capacidade de produzir palavras de encanto e textos de grande inteligencia. Dentre todas as entrevistas que fez vou dizer que essa foi a que mais me tocou, mais adentrou minha alma com poesia e fascínio. Espero que vocês mergulhem nessa entrevista e se deixem envolver pelas palavras de Maya:



1- Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte? Qual sua formação?

Eu sou escritora até os ossos. Eu sou a garotinha que era chamada de louca na escola porque escrevia poesia na aula de química. Será certamente um grande clichê dizer que a literatura me move, mas não há outra forma melhor de dizer que literatura não é somente o que eu faço, mas o que eu sou. Eu sou um conjunto de histórias, e elas me movem. Minha diversão é criar histórias. 100% do tempo. 90% delas se perdem na minha imaginação e nunca são escritas.

Sou publicitária – redatora – especialista em marketing com formação em storytelling (nenhuma novidade que isso signifique “contar histórias, certo?) e atualmente estou estudando direito.

2- Como se da à relação entre você e a literatura?

Digamos que seja uma relação afetivo-amorosa-erótica como qualquer história de amor que eu venha a escrever. Freud defende que sexo não é somente o encaixe genital, mas tudo aquilo que te proporcionar um prazer real, orgástico. Nesse ponto de vista não soa estranho dizer que minha relação com a literatura é sexual. Erótica até o último fio de cabelo. Ela me dá prazer intenso, eu a dou à luz. Ela me insemina, e do meu corpo – minha mente e minhas mãos – nascem os frutos, num ciclo constante de amor, prazer e vida.

3- Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos compra-los.

Depois de Tudo, um romance que... bom... ele é classificado como romântico, mas não é tão simples assim. Não é sobre amor, é sobre escolhas e consequências. É sobre viver em sociedade cujas nossas decisões influem muito sobre a vida e o destino de outras pessoas. É sobre encontros e desencontros. É sobre encontrar o grande amor na pessoa errada. Júlia é uma menina que tinha tudo para viver uma vida feliz e plena, mas que vê sua vida desmoronar diante de seus olhos. Toni um homem maduro, casado, pai de um casal que descobre o amor fora do casamento visto por todos como ideal. Depois de Tudo foi publicado pela editora Autografia e tem à venda na loja virtual da Livraria Cultura.


Essa é uma história que podia ser a sua. Nem todos os amores acontecem de forma romântica e tranquila. Júlia sabe bem disso e sente na pele quando os problemas com o pai perturbado arrancam de sua vida aquele que acreditava ser seu grande amor. Toni, casado e pai de família, se sente incompleto, não encontra em sua esposa aquele amor que desejava para sua vida. É nesse contexto que a vida de Toni e Júlia se cruzam mais uma vez. E dessa vez muita coisa pode mudar, não apenas para eles, mas para todos ao seu redor. Toni e Júlia não vivem somente uma história de amor, mas de escolhas, desafios e a busca pelo sonhado final feliz.
4- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?

A lembrança mais antiga que tenho na vida é datada de um tempo em que me nasciam os primeiros dentes – eu tinha um livro chamado “Batalhão das Letras” (ainda o tenho, como recordação) de Mario Quintana. Cada página é dedicada a uma letra do alfabeto e conta com uma ilustração cheia de personagens. Eu não tinha condições de ler, era apenas um bebê, mas isso não importava, eu ficava horas olhando a mesma página e inventando histórias com o cenário e os personagens da mesma. Aos 3 anos passei a ditar as histórias para minha mãe; eu desenhava histórias em quadrinhos e ditava os diálogos, e as histórias já tinham coerência e sequência lógica dos fatos.

Tão logo fui alfabetizada (aos 7 anos), escrevi minha primeira narrativa longa, Amor Eterno, a história de um casal de vizinhos separados na pré-adolescência que se reencontra anos depois para viver sua história de amor. Aos 11 escrevi “A vingança”, um romance policial sobre um grupo de detetives particulares ameaçados por um serial killer que eles haviam ajudado a prender e que tinha fugido da prisão. Aos 12 embarquei na poesia e juntei, no mesmo ano, mais de 100 poesias em uma obra chamada “Magia”. Ainda nos 12 anos comecei a esboçar os primeiros contos.

Embora chamasse a atenção de professores e amigos da família, eu era de uma classe média em decadência, filha de uma dona de casa e um representante comercial em uma cidade provinciana onde se destaca quem tem “pedigree”. E foi assim que, apesar desse histórico, me mantive anônima e não publicada por muitos dos anos seguintes.

Segui escrevendo contos e poesias, arrisquei mais uma narrativa longa aos 20 anos cuja ideia ainda me tortura porque quer nascer e eu ainda não deixei. Aos 24 arrisquei um concurso literário, em que saí vitoriosa e, com a mesma idade, escrevi o Depois de Tudo.

Na época não existiam plataformas online de autopublicação e eu não tinha dinheiro para pagar uma publicação do meu bolso, mas de qualquer forma, eu não aprecio esse formato. Acredito que cada um deve realizar seu sonho como lhe convier, mas eu realmente não gosto da autopublicação, por isso foi uma batalha de 8 anos entre portas na cara e revisões do livro até que ele, enfim, fosse publicado. Não me arrependo, sei que o livro que está no mercado é imensamente melhor do que aquele que escrevi em 2007. Não vou dizer que não foi doloroso, cogitei desistir muitas vezes, passei muita noite em claro chorando de dor e frustração, mas a necessidade de revisar e aprimorar meu filhote gerou uma maturidade literária gigante em mim, fazendo com que meus textos hoje sequer lembrem quem eu era 5 anos atrás.
Hoje, além do Depois de Tudo, somo 14 prêmios entre contos, crônicas e poesias, 8 deles conquistados somente no ano de 2015.
5- Que elementos você considera importante na construção de um personagem? 

Verossimilhança e humanidade. Claro que me refiro às histórias que escrevo, que são realistas. No segmento de fantasia construir personagens fieis à realidade não devem ser exigidos, mas no caso do segmento que eu atuo, acho importante que os personagens respeitem a inteligência do leitor. Meus personagens são tridimensionais. Não existem vilões malvadões nem mocinhos que chegam a ser idiotas de tão bons. Todos possuem aspectos psicológicos que os levam a determinadas ações, todas as suas ações interferem no universo alheio, como na vida real. No Depois de Tudo, por exemplo, a protagonista é a Júlia, ela é seguidamente vitimada pelas decisões alheias, mas ela é um ser humano e parte do livro se passa na sua adolescência, então ela tem suas birras adolescentes, e, embora ela se fortaleça na passagem do tempo, ela ainda é o resultado de uma família desestruturada. O universo que a cerca é respeitado na construção de sua personalidade, eu não poderia construir uma estrutura psicológica nela que se assemelhasse à minha, por exemplo, que tenho uma família estruturada e estável.

Também considero importante que o autor se distancie o máximo possível de seus personagens. Claro que todo personagem leva um pouco do autor, mas deve ser, preferencialmente, o mínimo possível, para que o autor não esteja limitado a construir histórias autobiográficas onde se mudam nomes e cenários, mas os personagens são praticamente iguais. 

6- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum.

Gonçalves Dias pra mim é o mestre supremo. Sou perdidamente apaixonada pelo romantismo brasileiro, das três fases, mas considero Gonçalves Dias o grande nome de todos os tempos.

Fora ele, autores que moldaram muito do que sou hoje são Letícia Wierzschowski, Jodi Picoult e Nora Roberts – a qual já fui comparada. Também já me compararam com Danielle Steel, mas considero Danielle excessivamente dramática; embora o drama esteja em minhas veias, também gosto de rechear minhas histórias de sarcasmo e diálogos ácidos, vez ou outra consigo arrancar riso do leitor mesmo em um momento tenso da história. Mas minha especialidade é mesmo fazer chorar. 

7- Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho?

Vivo um momento de congestionamento criativo. Tenho produzido intensamente, estou com sete projetos me dando dor de cabeça porque querem sair todos ao mesmo tempo, mas na prática estou trabalhando em cima de uma história real com alguns bons toques de ficção, sobre os anos que fui groupie de uma banda de rock. Tive a ideia no meu último encontro com a banda e o líder da banda adorou, deu o maior apoio. Espero que fique tão bom quanto tem potencial. Neste o drama fica em segundo plano, estou pegando pesado no humor.

9- O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores?

Eu chamo de diesel, o combustível pra esse caminhão de ideias que é minha cabeça. Sem a magia que os livros provocam, a literatura simplesmente não faz sentido. Por mais prazer que criar e escrever me proporcionem, minha vida não alcançaria nenhum nível de completude se eu não estivesse usando esse poder criativo que ganhei e soube desenvolver para proporcionar coisas boas às pessoas. Eu quero mudar a maneira como as pessoas enxergam a vida, mesmo que seja por um segundo, eu sei que vim ao mundo pra isso, e saber que existem pessoas que se emocionam com o que eu produzo é a segurança de que chegarei ao meu túmulo pronta pra partir em paz.

10- Escolha uma frase ou parágrafo de um de seus livros para nos inspirar. 

Opto por escrever uma nova, especialmente feita para esse questionário:
Se fosse tão simples trocar um disco, não existiriam os indecisos que passam horas e horas escolhendo entre as capas e os nomes enigmáticos aquele que possivelmente será sua trilha sonora. Existem mil fatores que fazem com que nenhuma escolha seja fácil, nem a mais banal, porque todas elas mexem com aquele cantinho do cérebro que nos diz tagarela: “podia ter sido melhor com a outra opção”. As roupas, calçados, o corte de cabelo, a nova leitura. Tudo podia ser melhor com a outra opção. Talvez seja por isso que existem vozes específicas que nos gritam aos ouvidos o tempo todo para que sejamos responsáveis, para que não nos deixemos levar por emoções tão rasas. Mas o que são as experiências senão um apanhado gigante de escolhas erradas?