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segunda-feira, 21 de março de 2016

Recomendação para sala de aula: Livros sobre negros e negritude

Recomendação para sala de aula: Livros sobre negros e negritude

Todas as cores do negro. Texto e ilustrações de Arlene Holanda. Brasília/DF: Conhecimento, 2008.

Aborda em linguagem de prosa poética o universo da cultura e herança dos povos africanos no Brasil. Passeia pelo processo histórico da escravidão, com foco na resistência e se demora no período pós-abolição: as condições de abandono a que foram submetidos os negros, as estratégias de sobrevivência, o preconceito, a segregação social.
Público: infanto-juvenil (de 8 à 12 anos, ou alunos do 3º ao 6º ano)
Número de páginas: 31 

Menina bonita do laço de fita. Texto de Ana Maria Machado e Ilustrações de Claudius. 7. ed. São Paulo: Ática, 2005. Esse é um dos livros que eu mais uso na Escola. Por dois anos seguidos montei apresentações teatrais com o livro e pretendo continuar fazendo por muitos e muitos anos. 

Traz uma linda história de valorização da beleza negra, onde um coelho branquinho queria casar-se e ter uma filha “bem pretinha”. Durante a obra, o coelho tenta descobrir o segredo para conquistar o seu tão sonhado desejo. Leia o livro e acompanhe a busca do coelhinho!
Público: infantil
Número de páginas: 24 
A Cor da vida. Texto de Semíramis Paterno. Belo Horizonte/MG: Editora Lê, 2008. 

É um livro ilustrativo que trabalha a diferença ao contar a história de duas crianças que se conhecem e ficam amigos quando passeiam com suas mães. Elas se olham e brincam, se distanciando do local onde estavam. Quando as mães percebem o desaparecimento dos filhos, ficam enraivecidas e saem correndo em busca dos dois. Mas, uma surpresa as aguarda. Por meio de um jogo poético com as cores, duas crianças mostram para suas mães que a luta pela igualdade não significa apagar as diferenças.
Público: infantil
Número de páginas: 8 
 Obax. Texto e ilustrações de André Neves. Rio de Janeiro/RJ: Brinque-Book, 2010. 

Quando o sol acorda nos céu das savanas, uma luz fina se espalha sobre a vegetação escura e rasteira. O dia aquece e é hora de descobrir muitas aventuras. OBAX percorre a savana africana com a sua imaginação. Ela conhece girafas e outros animais selvagens, mas o seu passatempo preferido é contar histórias! Algumas delas são tão incríveis que mais parecem um sonho. As ilustrações são excepcionais e o texto nos proporciona um passeio pela diversidade e pluralidade do continente africano.
Público: infantil
Número de páginas: 33 
O livro das origens. Texto de José Arrabal e ilustrações de Andréa Vilela. São Paulo: Paulinas, Coleção Mito & magia. 

Neste livro o autor apresenta uma série de mitos de algumas regiões do Brasil, África e México sobre origens. Permite-nos ver como o amazonense e o paraense, como o africano da África do Sul e de Uganda e, por fim, como os Astecas veem a vida. São várias culturas pensando o mundo de forma muito diversa.
Público: infanto-juvenil (de 6 à 10 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I).
Número de páginas: 53 

Bruna e a galinha d’Angola. Texto de Gercilga de Almeida e ilustração de Valéria Saraiva. Rio de Janeiro/RJ: Pallas, 2011. 

A obra retrata o universo mítico africano representado pela Galinha d´angola e sua relação com a criação do universo.
Público: infantil
Número de páginas: 24 
A História do Rei Galanga. Texto de Geranilde Costa e ilustrações de Claudia Sales. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2011. 

O livro trata da História do Rei Galanga, conhecido como Chico Rei, um rei africano que teve seu reinado invadido pelos portugueses e fora trazido com sua família e outras pessoas de seu grupo para o Brasil na condição de escravos. Além de contar a história do rei Galanga, o livro traz como objetivos o interesse de desmistificar a idéia da África como um continente sem história anterior à invasão portuguesa e a oportunidade de apresentar, por meio da existência dos Orixás junto ao Candomblé e a Umbanda, alguns princípios da cosmovisão africana, sendo portanto estes o grande diferencial do livro e seu caráter inédito com relação as demais publicações sobre Chico Rei.
Público: infanto-juvenil (de 6 à 10 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I)
Número de páginas: 32 
Ifá, o Adivinho. Texto de Reginaldo Prandi e ilustrações de Pedro Rafael. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002. 

O livro nos apresenta um rico conjunto de personagens, costumes e modos de agir do universo cultural africano que se tornou parte constitutiva da diversidade cultural brasileira. Conta a história de um adivinho chamado Ifá que jogava seus búzios mágicos e desvendava o destino das pessoas que o consultavam. Ele as ajudava a resolver todo tipo de problema, mas o que mais gostava de fazer era auxiliá-las a se defender da Morte. Um dia, a Morte, irritada com a intromissão de Ifá em seus negócios, decidiu acabar com ele. Ifá foi salvo da Morte pela intervenção de uma corajosa donzela chamada Euá, e pôde continuar seu trabalho de ler a sorte, predizer o futuro e proteger as pessoas da Morte. Público: infanto-juvenil (de 6 à 10 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I) Número de páginas: 63
Minha mãe é negra sim! Texto de Patrícia Santana e ilustrações de Hyvanildo Leite. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2008

O livro “Minha mãe é negra sim!”, da autora Patrícia Santana, conta a história do menino Eno, que se vê às voltas com o racismo na escola e sofre com o dilema de ter que retratar sua mãe negra, em uma atividade escolar. O garoto Eno é levado a se perguntar pela sua origem. Negro, ele percebe o preconceito da professora que sugere que Eno pinte o desenho da mãe, negra, de amarelo por ser uma cor mais bonita. Não pode haver tristeza maior para o seu coração. A mãe, que ele tanto amava e era tão linda! E a professora era professora, afinal tão difícil era contestá-la. Mesmo triste Eno procura saber no dicionário uma explicação para o preconceito. O dicionário não ajudou e ele seguia triste até que o avô tem uma conversa decisiva com ele. E mais do que conversa, aconchegou-o com todo amor.
Público: infantil
Número de páginas: 32 
Cada um com seu jeito, cada jeito é de um! Texto de Lucimar Rosa Dias e ilustrações de Sandra Beatriz Lavandeira. Editora Alvorada, 2012. 

O livro infantil conta a história de Luanda, uma menina negra muito sapeca e vaidosa, que adora o seu cabelo crespo onde envolve tod@s da família nos diversos penteados que inventa para desfilar sempre linda na escola. Foi seu pai quem escolheu esse nome para ela por acreditar que ela seria tão linda quanto à cidade africana que ele conheceu quando era jovem. A leitura promove o reconhecimento e a valorização das diferenças e das características pessoais que fazem de cada indivíduo um ser único e que deve se amar do jeitinho que é.
Público: infantil
Número de páginas: 52 
África: um breve passeio pelas riquezas e grandezas africanas. Texto de Fernando Paixão e ilustrações de Kazane. Fortaleza: Editora IMEPH, 2012. 

O texto em formato de cordel nos mostra a imensa riqueza e extraordinária beleza do continente africano, permitindo desmistificar a ideia de uma África homogênea e devastada pela miséria.
Público: infanto-juvenil (de 6 à 12 anos, ou alunos do Ensino Fundamental I)
Número de páginas: 28 
Omo-Oba-Histórias de Princesas . Texto de Kiusam de Oliveira e ilustrações de Josias Marinho. Mazza Edições, 2009. 

O livro reconta mitos africanos, divulgados nas comunidades de tradição ketu, pouco conhecidos pelo público em geral e que reforçam os diferentes modos de ser em relação ao feminino, nos permitindo trabalhar o emponderamento das meninas dos novos tempos. Dividido em seis mitos, relata as histórias de Oiá, Oxum, Iemanjá, Olocum, Ajê Xalugá e Oduduá.
Público: infantil
Número de páginas: 48

sábado, 5 de março de 2016

Postagem Especial Mês da Mulher: Cléo Busatto

O mês de março aqui no blog vai ser dedicado à mulher. Apresentaremos livros/ autoras/ pesquisadoras/ cientistas. Não há duvidas de que um mês seja pouco para fazer jus a todo o trabalho produzido por elas, mas usaremos esse tempo com um carinho especial. O Abóbora Nerd têm um ótimo histórico de postagens sobre livros escritos por mulheres. A escolhida de hoje é a Cléo Busatto, seu trabalho é incrível e casa bem com minha profissão. Como sabem eu sou professor e ela tem, entre suas diversas obras, livros infantis muito bons. 


Vou começar apresentando meu favorito: Livro dos Números, Bichos e Flores

No jardim recém-desperto, girassóis, abelhas, passarinhos, joaninhas, minhocas, jacintos, borboletas, lesmas e formigas vão se somando numa conta divertida, ensolarada. Aprenda você também a contar nesse canteiro de cores, perfumes, trinados e zumbidos.
Primeiro juvenil da escritora Cleo Busatto, autora de mais de 20 livros, a maioria infantis. A fofa do terceiro andar é a história de Ana, uma menina acima do peso, mas cheia de opinião, que se muda para uma escola nova, começa a sofrer bullying dos colegas e acaba desenvolvendo uma depressão. Quando o ano recomeça, ela muda de turma e conhece um menino que não se importa com o peso dela e eles começam a namorar. A família dele é meio hippie e ele ensina a ela que, mesmo fora dos padrões ela é bonita.
Doze histórias inspiradas pelo fogo, pela terra, pela água e pelo ar. São narrativas míticas de diversos povos, como os maori,d da Nova Zelândia; índios Kaiapó, do Brasil entre outros.

Contos populares do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O novo trabalho da escritora apresenta quatro propostas. A primeira - “Livro da Memória” – instiga os alunos a compartilharem histórias da vida real em sala de aula. O segundo projeto “Na roda com os Wapixana” está voltado à cultura do povo que habita a região Norte do Brasil. “A palavra está no centro do pensamento desse povo. Eles falam do mito da grande árvore, enquanto eixo de sustentação do mundo, onde a copa se volta ao céu e as raízes se fixam na terra”, destaca Cléo.
O “Livro-Dobradura” é inspirado no conto Mulher-Sol e Homem-Lua. Já o “Teatro de Bonecos” sugere a adaptação de um roteiro cênico, construção dos personagens e apresentação final do projeto.

Livro integrante da coleção Criança Segura na Escola, dirigido a alunos da Educação Infantil.
Tom e gato Joca também são personagens do conto Dona Cotinha, Tom e Gato Joca, publicado na revista Nova Escola,Edição Especial, agosto, 2010.

Dizer que a narração oral de histórias é uma chave, que abre a porta para o processo de alfabetização, significa mais que o simples uso de uma metáfora para ilustrar essa aquisição conquistada pela criança. Implica colocar a oralidade no seu devido lugar, ou seja, ocupar um espaço privilegiado na formação do ser humano. Sabemos que os anos iniciais são dirigidos ao letramento e à alfabetização e que o desenvolvimento da linguagem oral é etapa fundamental na aprendizagem. Por isso, é importante que se dê um espaço significativo à contação de histórias, às leituras em voz alta e às rodas de conversa, nas quais a criança exercita a criação do texto oral, ao criar e recriar histórias ouvidas e vividas.

Bernardo era chamado de Dorminhoco na escola porque adorava dormir e sonhar. Por meio de seus sonhos fantásticos, ele foi aprendendo a se conhecer melhor.
Paiquerê, o paraíso dos Kaingang é uma narrativa primordial de um povo indígena hoje espalhado em mais de 30 reservas nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Valendo-se de um narrador-xamã, Cléo Busatto alinha três histórias da mitologia kaingang que indicam suas crenças, tradições, cultura e como eles se estruturam em sociedade: a primeira fala sobre a terra prometida, o paraíso; a segunda, sobre a conquista do fogo; e a última, sobre o grande dilúvio e a origem dos kaingangs.
"Este é um livro que fala das memórias. Pedro, um menino de 9 anos, relembra as pessoas e os acontecimentos mais importantes de sua vida: um tio muito legal que morreu; as brincadeiras da avó; as assombrações da tia... Ao virar as páginas, nos lembramos também das nossas experiências e de tudo o que aprendemos. E, como Pedro, dá vontade de começar a escrever um caderno de lembranças e de novas histórias".
Você é capaz de imaginar o que pode acontecer quando uma menina bem quietinha acorda de madrugada e percebe que virou uma gata? Bem, o que fazem os gatos à noite?
Vão pra rua?
Foi exatamente isto que nossa gatinha fez, pela primeira vez saiu sozinha e na noite escura. Passou sustos, viveu aventuras, fez amigos e inimigos. Conheceu um mundo que nem sabia que estava sempre ali, todas as noites.
Segundo a autora: "Este livro, de pesquisa poética, muito ajuda a entender porque hoje, na contracorrente da aceleração tecnológica, tantas pessoas conseguem, criar espaços no cotidiano em que possam ouvir e contar histórias. Ajuda também a trazer legitimidade ao tema da narração oral no espaço da cultura urbana contemporânea".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Entre 3 mundos - um livro de Lavínia Rocha

Há algum tempo eu anuncie aqui o Projeto Plena, onde visamos apresentar aos leitores do blog aos autores e obras nacionais. Hoje trago pra vocês um livro que li dentro do projeto. Não vai ser um 'resenha', talvez um pouco mais de que isso. No meu texto hoje quero expressar o quanto me envolvi com a história e seus personagens e como a autora conseguiu me tocar. 

O obra 'Entre 3 Mundos' foi escrita por Lavínia Rocha e publicado pela D'Plácido Editora. A escrita da autora carrega uma suavidade cativante, é como se a cada paragrafo o nosso convite para leitura fosse renovado. Os personagens foram muito bem construídos, em personalidade e sentimentos. A mistura entre realidade e magia foi muito bem dosada e criativamente elaborada. Embora dentro da história encontremos um mistério a leveza de Lavínia nos nos faz sufocar, pelo contrario, é como se caminhássemos com os personagens através de suas aventuras e descobertas. 

Há algumas décadas, o Brasil vivia intensos conflitos entre pessoas normais e pessoas com dons extraordinários. Visando a paz no país, as autoridades o dividiram em dois territórios – o do Norte e o do Sul – e assinaram um contrato proibindo a migração de uma região para a outra.Alisa é de uma família do Norte, mas foi identificada como pertencente ao Sul e precisa esconder a verdade de ambos os mundos. Além de quebrar o contrato toda semana para visitar seus pais, Alisa enfrenta problemas comuns da adolescência: acha seu próprio nome bizarro, gosta do cara errado e é a única pessoa que não percebe o quanto seu melhor amigo é apaixonado por ela.A vida de Lisa (como prefere ser chamada) se transforma completamente com um grande acontecimento no colégio e, agora, ela se vê diante de um desafio envolvido pela descoberta do amor e da sua verdadeira identidade
Alisa, nossa protagonista, tem de enfrentar desde muito cedo o desafio de encarar bruscas mudanças e testes. Ela vive num mundo, que embora se parece com o nosso, tem suas especificidades. Acredita-se que existam três mundos, um magico, um meio magico e um 'normal'. O mundo mágico fica, a principio, inacessível as pessoas dos outros mundos. Houveram tempos de grandes conflitos entre o mundo dos meio mágicos e dos não mágicos que culminou num tratado, onde os países foram divididos em Norte e Sul.

Os nortistas eram os não mágicos e cultivavam a crença de que os sulistas se relacionavam com magia das trevas e que eram muito perigosos. Já os sulistas mantinham seus estudos sobre magia e a cultuavam sem interferências malignas, eram apenas pessoas com dons - e não criaturas das trevas como os vizinhos de cima pensavam. A maneira deles, Norte e Sul conseguia coexistir em paz sem que ninguém desejava desrespeitar o tratado (que me lembra o Apartheid ou o Muro de Berlim), embora que pra eles essa separação fosse talvez a maneira mais segura de seguir- no passado não mágicos chegaram a perseguir os mágicos e matar seus bebês. Alisa vivia no Sul quando recebeu, aos seis anos, a visita da diretora de um colégio Sulista que afirmava que ela possuía o dom da magia- e que assim passava a pertencer ao Sul.

Mudar toda sua vida, ser lançada em um 'mundo' novo não foi fácil. Ela teve de se afastar de sua família, mas felizmente conseguia vê-los aos fins de semana, nos demais vivia uma vida consideravelmente normal de estudante. No mundo dos meio-mágicos eles estudam numa escola e quando chegam na idade/ano escolar certo recebem um livro que conta a história de um personagem que se relaciona com seus dons. Cada aluno recebe um livro assim numa cerimonia quando chegam ao 1° ano do ensino médio. Porém mais uma grande mudança se anuncia na vida de Alisa no evento. Algo acontece ao seu livro e ele precisa partir em busca de resposta- e no descobrimento de seu dom.

Na escola de Alisa ela tem bons amigos que a ajudaram na missão de descobrir-se. Eles são: Dan, Sol, Marco e Nina. Gostei muito de todos eles, especialmente da Sol (ela é perfeita). Cada um deles tem um dom especial- que conhecem na cerimônia- Dan tem uma mente habilidosa, é como se ele pensasse com seis cérebros, é interessante porque ele já era um Nerd antes. Sol cria ilusões, ideais pra confundir o inimigo durante uma luta- ou fugir de uma pessoa inconveniente.Marco enxerga as ondas de som, assim pode perceber situações que ocorrem a distancia e evitar se meter em problemas. Nina manipula a água e o fogo. Já a Alisa... vocês vão ter de ler pra descobrir. Tem uma postagem aqui no blog sobre cada personagem da história, podem acessá-la clicando aqui.

Dan e Alisa são melhores amigos, e têm uma brincadeira muito boba (e fofa) que fazia com que jorrassem arcoíres dos meus olhos, por isso não posso deixar de comentar.
"_ A gente se vê no almoço, tá?_ ele disse, e eu concordei, fingindo estar brava. _ Não fica com raiva!- Dan riu, apertando minhas bochechas em um biquinho._Fala!_ mandou. Tínhamos várias bobagens, e essa talvez fosse a maior e a mais antiga delas. Não me lembro de quando havia começado, mas Dan adorava me ver falando "peixinho marrom" com as bochechas apertadas._ Alisa Febrero, fala logo."
Tendo-se um minimo de sensibilidade, pelo menos, é impossível não achar a cena fofa no livro. Mais dificil ainda e não shippar (torcer pros dois ficarem juntos). Mais ai é que tá, dentro dessa perspectiva há também reflexões sobre relacionamentos e amizades bem interessantes. Foi por esse ponto que mais me identifiquei com a obra, eu considera a amizade uma das coisas mais importantes que existem. Pude assim compreender um pouco mais dos pensamentos dos personagens e desenvolver empatia e muito carinho por eles. 

Embora eu não goste de histórias de amor, a presença das situações de conflito, duvidas e descobertas relacionadas a esse sentimento que me envolveram, me fizeram gostar ainda mais do livro- e ele vai além, não apresenta só o amor romântico, mas nos fala do amor da família e dos amigos. O amor não seria o foco da história, mas a descoberta de si próprio é algo fortemente presente. Enquanto Alisa tenta compreender sua história e seus poderes ela aprende muito sobre a vida, a amizade e a perseverança e essas são lições valiosas que ficam para o leitor. Tudo isso além de ser uma leitura que flui bem, que nos abraça em palavras e nos conduz com leveza e encantamento.

Indico "Entre 3 Mundos' pra todas as pessoas, sejam jovens ou senhores e senhoras, sejam apaixonados ou retraídos, graduados ou estudantes. Todos precisam conhecer a obra e sua autora. O livro esta absolutamente recomendado, inclusive para os professores de Português é literatura do fundamental 2 e do ensino médio. A leitura do livro pode acrescentar muito em ensinamentos de vida aos alunos, além de ser uma ótima maneira de trabalhar o gosto pela leitura- o livro é excelente.



Confira também a entrevista com a autora clicando aqui.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Meu Amiguinho do Espaço (Quotes)

Os quotes, esse trechos de livros que postamos, são uma ótima maneira de possibilitar ao leitor uma experiência sobre o que a obra tem a oferecer. Resolvi trazer pra vocês hoje uma pouquinho do livro Meu Amiguinho do Espaço, só pra vocês terem ideia das coisas maravilhosas as quais são apresentadas nele.
Livro: Meu Amiguinho do Espaço
Autor: Alan Borges
Editora: Chiado Editora
Gênero: Ficção/juvenil
Recomendação: Pode ser lido por crianças e adultos; serve como uma excelente ferramenta para os professores em sala de aula. Podem acessar a resenha do livro clicando: aqui. E a entrevista com o autor: aqui.











domingo, 14 de fevereiro de 2016

Recomendação literária: Meu Amiguinho do Espaço (Alan Borges)

Já há algum tempo venho falando aos leitores do blog da importância de valorizar a literatura nacional. É preciso reconhecer os bons livros e as boas obras. Como sou professor sempre busco livros assim e tento encaixa-los no contexto da sala de aula. Faço isso por dois motivos, primeiro porque livros importantes ferramentas de aprendizagem, segundo que ao apresentar aos alunos autores nacionais mostramos à eles que se eles quiserem e se esforçarem também poderão se tornar grandes escritores. Assim criei o Projeto Plena, onde transmito à vocês o que de melhor temos em literatura nacional.

Recentemente o blog firmou parceria com o autor Alan Borges, publicado pela Chiado Editora. Foi uma parceria bem pensada e acrescentará muito ao blog e possibilitará aos nossos leitores boas aprendizagens. Vou apresentar à vocês hoje um dos livros do autor, que se enquadra perfeitamente ao meu padrão de literatura. Como professor eu sempre busco bons livros de literatura infanto-juvenil. Livros que possam favorecer a aprendizagem dos meus alunos, bem como trazer-lhes momentos de agradável leitura. Encontrei em Meu Amiguinho do Espaço uma obra que atende aos meus gostos e necessidades. Escrita com uma suavidade poética ele nos apresenta os conflitos da infância e nos oferta uma imensidão de saberes. É impossível terminar o livro e não se sentir agradavelmente envolvido por suas palavras e ensinamentos de bem viver.

Ah, ainda lembro-me dele.
Já se passaram tantos anos, mas parece que foram apenas alguns dias.
Lembro-me dele, como se o tivesse visto há poucos instantes.
Mesmo depois de crescido e envelhecido, ainda sinto a sua falta.
E não há nada que possa amenizar minha saudade, a não ser...
O sorriso das estrelas. Elas ainda me confortam...
Te contarei um pouco desta história, que faz parte da minha.
O descreverei aqui, para vocês...
Não posso falar-te muito a respeito.
Precisaria de um livro de um milhão de páginas.
Irei resumir, mas não te preocupes: revelarei momentos extraordinários e falarei de algo incrível que nunca esqueci.
Alguns livros são escritos com tanta poética e suavidade de palavras que é impossível não se encantar por eles. Em “Meu Amiguinho do Espaço” temos dois personagens centrais que em seus diálogos refletem e nos ensinam sobre a vida e o bem viver. De um lado temos o narrador-personagem contando sua infância, com seus pais trabalhadores, seus coleguinhas de escola, e as dificuldades sociais que encontrava por ser de uma família financeiramente pobre. Do outro lado do dialogo temos um ser acinzentado de grandes olhos que dizia ter vindo do espaço especialmente para ensinar ao garoto coisas sobre a vida para que ele se tornasse uma pessoa cada vez melhor em sentimentos e conhecimento. 

Era nos sonhos do pequeno garoto que ele podia se encontrar com seu amigo acinzentado. Antes, porém ele teve de passar por alguns testes onde sua determinação e coragem o provou digno dos ensinamentos. Em cada encontro eles conversavam muito sobre diversos assuntos, o menino apresentava suas duvidas, seus medos e anseios enquanto o amigo vindo do espaço lhe explicava coisas sobre todo o Universo e a vida. Todo conhecimento que o amigo vindo do espaço traz ao personagem também se direciona ao leitor. E é escrito com tanta emotividade que é como se as palavras abraçassem que as lê.

Há uma relação curiosa entre os conceitos da física e o livro- uma vez que ele é de ficção, isso é importante-, mas o que me impressiona é justamente a faixa etária que o livro atende. Embora possa ser lido e apreciado por pessoas de qualquer idade, ainda é um livro infanto-juvenil. Ele torna-se muito útil por ensinar de maneira divertida sobre elementos da física, da construção e representação do Universo. Assim esse livro é uma grande ferramenta de aprendizagem, ensina sobre uma vida correta e justa e também oferta diversos conhecimentos didáticos ao leitor. 

Dirigi minha atenção ao livro inicialmente por ser ficção, um tipo que eu aprecio muito, e por ser infanto-juvenil- tenho buscado livros que sejam bons para usar em sala de aula. Honestamente não tenho encontrado muitos livros infanto-juvenis bons. Busquei alguns estrangeiros que até receberam certo renome, mas analisando a minúcia das palavras encontrei falhas que não deixaria passar. Muitos livros infanto-juvenis abominavelmente criadores de preconceitos entre os jovens. O livro “Meu amiguinho do Espaço” passou no teste. Tal qual o personagem central era desafiado no seu processo de aprendizagem eu desafiei o livro no decorrer da trama. 

Dentro da minha perspectiva de professor posso fazer, e farei, diversas recomendações sobre o uso do livro em sala de aula. Podem ficar atentos as postagens do blog que vou compartilhar com vocês as estratégias de uso. E pretendo também adaptar uma parte do livro para uma apresentação de teatro infantil no colégio onde eu trabalho. 

É importante observar também que o livro contém algumas palavras mais rebuscadas. Alguns que eu mesmo precisei recorrer ao dicionário pra entender, mas no geral ele é escrito numa linguagem simples e passa bem ao leitor suas intenções. Para mim o uso dessas palavras é interessante porque pode ser usado para afiar em ampliar o conhecimento e vocábulo dos leitores.

Para os professores que desejarem fazer uso do livro eu indicio-o a partir do 5°/9, sempre de acordo com a capacidade do professor de orientar a turma na leitura- aproveitem-se das palavras que os alunos não conhecem e cultive o uso do dicionário como ferramenta de aprendizagem. Como eu já tenho certa prática em transportar para qualquer etapa do ano escolar elementos literários eu pretendo desenvolver uma encenação teatral tanto com alunos do segundo quanto do quarto ano. 

Separei alguns trechinhos do livro para que vocês possam desfrutar um pouco da sabedoria contida nele:





terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Entrevista com o Autor: Cavalheiro Verardo



Trago para vocês mais um talentoso autor nacional que convidei para participar do Projeto Plena. Cavalheiro Verardo é um autor que domina bem as palavras e constrói com elas livros cheios de inspiração. Já consta com 12 livros publicados e vem mais livros por ai! Ele nos surpreende porque é um autor autopublicado e tem tantas obras. Lembrei-me durante a entrevista de minhas antigas maquinas de escrever, ainda guardo duas no meu quarto. Escrever nelas é uma coisa mágica. Conheçam e apreciem um pouco do trabalho e vida desse nobre autor:



1- Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte? Qual sua formação?

Meu nome é Cavalheiro Verardo Neto, sou mineiro de São Vicente de Minas, formado cirurgião-dentista. Minha inspiração é na maioria das vezes o sentimento: saudade, amor, esperança, paixão...

2- Como se da à relação entre você e a literatura?

Descobri-me amante da poesia por volta dos 16, 17 anos. Ganhei uma daquelas máquinas de escrever, onde comecei meus primeiros versos.

3- Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos compra-los.

Tenho 12 livros publicados e estou publicando mais. Os atuais são: “Um poeta e sua poesia”, “Um poeta e sua poesia II”, “Um poeta e sua poesia III”, “Gostoso de ler”, “O amor transformando a vida”, “Leitura para crianças”, “O repórter esportivo e o técnico de futebol”, “Atrás das grades, tem gente”, “74 Trovas”, “Duas adolescentes”, “O abecedário”, “A revolta dos cachorros”. Somente eu tenho para vender. São livros do tipo acabamento econômico. São bem diagramados. Tenho meu próprio ISBN e todo o meu trabalho é registrado na Biblioteca Nacional.


4- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?

Descobri naturalmente que tinha dom para escrever. Mas escrever é algo que precisamos estar sempre aprimorando. Encontrei muitos desafios, tanto na questão de preços, quanto no que diz respeitos às pessoas adquirirem. Porém depois encontrei um jeito razoável, arrumando alguns patrocinadores, e também fazendo livros finos e mais baratos. Hoje consigo rodar quantos livros quiser, pois também os vendo baratos. Foi uma solução simples, mas que resolveu meu problema. Também, meus livros não são rodados em editoras, mas em gráfica. 

5- Que elementos você considera importante na construção de um personagem? 

Dos meus livros, tenho alguns de histórias fictícias e um de tendência verídica. O personagem surge naturalmente, dentro da escrita, pois esta nunca é totalmente previsível.

6- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum.

Quando era jovem, li muito os poetas românticos, depois passei para Drummond, Vinícius, Manuel bandeira..., todos são ótimos.

7- Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho?

Tenho mais uns dez livros escritos e prontos para serem publicados, mas aguardo sempre um melhor momento.

9- O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores?

O primeiro a gostar e a se encantar com o que escrevo e publico, sou eu mesmo. Quanto aos leitores têm aqueles que gostam e os que não admiram tanto, mas isso faz parte. Quando, no meio de dez pessoas, uma gosta, já fico feliz.

10- Escolha uma frase ou parágrafo de um de seus livros para nos inspirar. 

Se eu tivesse que escolher, entre a minha felicidade ou a dos outros, escolheria a de todos nós.. Do livro “O amor transformando a vida”.

Em breve trarei pra vocês resenhas sobre cada livro desse autor, fiquem ligados no Projeto Plena.