Mostrando postagens com marcador livro infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livro infantil. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2016

Postagem Especial Mês da Mulher: Cléo Busatto

O mês de março aqui no blog vai ser dedicado à mulher. Apresentaremos livros/ autoras/ pesquisadoras/ cientistas. Não há duvidas de que um mês seja pouco para fazer jus a todo o trabalho produzido por elas, mas usaremos esse tempo com um carinho especial. O Abóbora Nerd têm um ótimo histórico de postagens sobre livros escritos por mulheres. A escolhida de hoje é a Cléo Busatto, seu trabalho é incrível e casa bem com minha profissão. Como sabem eu sou professor e ela tem, entre suas diversas obras, livros infantis muito bons. 


Vou começar apresentando meu favorito: Livro dos Números, Bichos e Flores

No jardim recém-desperto, girassóis, abelhas, passarinhos, joaninhas, minhocas, jacintos, borboletas, lesmas e formigas vão se somando numa conta divertida, ensolarada. Aprenda você também a contar nesse canteiro de cores, perfumes, trinados e zumbidos.
Primeiro juvenil da escritora Cleo Busatto, autora de mais de 20 livros, a maioria infantis. A fofa do terceiro andar é a história de Ana, uma menina acima do peso, mas cheia de opinião, que se muda para uma escola nova, começa a sofrer bullying dos colegas e acaba desenvolvendo uma depressão. Quando o ano recomeça, ela muda de turma e conhece um menino que não se importa com o peso dela e eles começam a namorar. A família dele é meio hippie e ele ensina a ela que, mesmo fora dos padrões ela é bonita.
Doze histórias inspiradas pelo fogo, pela terra, pela água e pelo ar. São narrativas míticas de diversos povos, como os maori,d da Nova Zelândia; índios Kaiapó, do Brasil entre outros.

Contos populares do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O novo trabalho da escritora apresenta quatro propostas. A primeira - “Livro da Memória” – instiga os alunos a compartilharem histórias da vida real em sala de aula. O segundo projeto “Na roda com os Wapixana” está voltado à cultura do povo que habita a região Norte do Brasil. “A palavra está no centro do pensamento desse povo. Eles falam do mito da grande árvore, enquanto eixo de sustentação do mundo, onde a copa se volta ao céu e as raízes se fixam na terra”, destaca Cléo.
O “Livro-Dobradura” é inspirado no conto Mulher-Sol e Homem-Lua. Já o “Teatro de Bonecos” sugere a adaptação de um roteiro cênico, construção dos personagens e apresentação final do projeto.

Livro integrante da coleção Criança Segura na Escola, dirigido a alunos da Educação Infantil.
Tom e gato Joca também são personagens do conto Dona Cotinha, Tom e Gato Joca, publicado na revista Nova Escola,Edição Especial, agosto, 2010.

Dizer que a narração oral de histórias é uma chave, que abre a porta para o processo de alfabetização, significa mais que o simples uso de uma metáfora para ilustrar essa aquisição conquistada pela criança. Implica colocar a oralidade no seu devido lugar, ou seja, ocupar um espaço privilegiado na formação do ser humano. Sabemos que os anos iniciais são dirigidos ao letramento e à alfabetização e que o desenvolvimento da linguagem oral é etapa fundamental na aprendizagem. Por isso, é importante que se dê um espaço significativo à contação de histórias, às leituras em voz alta e às rodas de conversa, nas quais a criança exercita a criação do texto oral, ao criar e recriar histórias ouvidas e vividas.

Bernardo era chamado de Dorminhoco na escola porque adorava dormir e sonhar. Por meio de seus sonhos fantásticos, ele foi aprendendo a se conhecer melhor.
Paiquerê, o paraíso dos Kaingang é uma narrativa primordial de um povo indígena hoje espalhado em mais de 30 reservas nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Valendo-se de um narrador-xamã, Cléo Busatto alinha três histórias da mitologia kaingang que indicam suas crenças, tradições, cultura e como eles se estruturam em sociedade: a primeira fala sobre a terra prometida, o paraíso; a segunda, sobre a conquista do fogo; e a última, sobre o grande dilúvio e a origem dos kaingangs.
"Este é um livro que fala das memórias. Pedro, um menino de 9 anos, relembra as pessoas e os acontecimentos mais importantes de sua vida: um tio muito legal que morreu; as brincadeiras da avó; as assombrações da tia... Ao virar as páginas, nos lembramos também das nossas experiências e de tudo o que aprendemos. E, como Pedro, dá vontade de começar a escrever um caderno de lembranças e de novas histórias".
Você é capaz de imaginar o que pode acontecer quando uma menina bem quietinha acorda de madrugada e percebe que virou uma gata? Bem, o que fazem os gatos à noite?
Vão pra rua?
Foi exatamente isto que nossa gatinha fez, pela primeira vez saiu sozinha e na noite escura. Passou sustos, viveu aventuras, fez amigos e inimigos. Conheceu um mundo que nem sabia que estava sempre ali, todas as noites.
Segundo a autora: "Este livro, de pesquisa poética, muito ajuda a entender porque hoje, na contracorrente da aceleração tecnológica, tantas pessoas conseguem, criar espaços no cotidiano em que possam ouvir e contar histórias. Ajuda também a trazer legitimidade ao tema da narração oral no espaço da cultura urbana contemporânea".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Milly, Molly e Melasno

A Geração Editorial publica a série de Milly, Molly de Gill Pittar. Em cada história as crianças são chamadas a uma reflexão sobre a vida. Dentre todos os livros infantis que conheço e que uso em sala de aula essa coleção é a que melhor me serve e permite um uso produtivo e diversificado. Em ocasião anterior comentei aqui no blog sobre minha aula usando o livro Milly,Molly e Papais Diferentes, podem conferir a postagem clicando aqui.  Hoje lhes falarei sobre Milly,Molly e Melasno.

Milly, Molly e Melasno
Coleção: Milly e Molly
Autora: Gill Pittar
Ilustrador: Cris Morrel
Tradutores: Tatiana Belinky e Ricardo Gouveia
Gênero: Infantil
Formato: 17 x 24cm
Págs: 24


A historia se inicia com Milly e Molly questionando Melasno, um burrinho aparentemente melancólico, se ele é feliz.  Melasno devolve o questionamento perguntando às crianças o que é a felicidade. Assim elas iniciam uma busca pelo significado da palavra. A cada pessoa que encontram no caminho lançam a pergunta “o que é felicidade?”, cada pessoa responde de acordo com aquilo que lhe trás esse sentimento. Tão diversas foram as respostas que Milly e Molly fizeram uma lista e levaram para o burrinho. Ao retornar para o amigo com a lista ele lhes informou que já havia encontrado a felicidade. Elas não entenderam bem, porque visivelmente ele não parecia estar contente, ele estava cabisbaixo e as orelhas quase tocavam o chão. Eis que o burrinho lhes conta que afinal estava feliz dividindo o capim com uma lagarta. Milly e Molly ficam surpresas, pois compartilhar não estava na lista delas. O Burrinho então as pede para acrescentar na lista e faz uma observação “Nem todos os burros são melancólicos, eles apenas parecem ser”.


Assim como os demais livros da série esse no traz algumas reflexões muito importantes em seu conteúdo e em sua última página apresenta uma proposta de uso em sala de aula. A busca do entendimento de felicidade feita pelas crianças nos possibilita enxergar a diversidade que há dentro desse assunto. Cada um de nós sabe o que nos trás felicidade, o que pode ser uma coisa diferente para cada pessoa. Vemos também diante do julgamento de aparência, Melasno nos convida a essa reflexão, não podemos julgar as pessoas pelo que parecem cada um sabe o que se passa em seu coração. Eu, como professor, considero que todas as escolas deveriam ter a série de livros Milly,Molly.

Para saber mais sobre a série podem acessar o site da Geração Editorial.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tatu-Bolão ( Livro Infantil)

O Banco Itaú desenvolve um trabalho muito importante com distribuição de livros infantis. O projeto segue a ideia “Leia para uma criança #issomudaomundo”. As pessoas fazem a inscrição pela internet e recebem os livros em casa, sem nenhum gasto. O material enviado é de muito boa qualidade e bom gosto.



Recebi os meus livros esses dias, já estão lidos e aproveitei para montar minhas aulas da semana em cima de um deles. O livro escolhido é Tatu-Bolão, da autora Sônia Barros e com as inspiradoras ilustrações de Simone Matias.

A história fala de um Tatu-Bola em sua busca pela realização do sonho de ser não mais bola, e sim balão. Entre tentativas e quedas ele encontra um amigo, o menino Damião e com a ajuda dele realizará seu sonho de uma maneira muito divertida. É uma narrativa simples, com algumas boas rimas, bem fluida e envolvente. O livro pode ser entregue para as crianças ou lido para elas. Inicialmente irei lê-lo para toda minha turma de alunos e depois ele se somará aos livros do cantinho da leitura da sala.

Preparei algumas propostas para minha sala de aula, deem uma olhada talvez lhes seja útil. Gosto muito de trabalhar com os trechos de livro após tê-los lido. Alguns vezes tiro cópias daqueles livros infantis de poucas paginas e trabalhamos com eles de “cabo a rabo”. Neste caso são 36 páginas, uma quantidade grande para tirar copias e não ficariam tão bonitas no Xerox quando estão no livro. Lembrando de que fiz as propostas baseadas na minha turma de 2°/9 e para as propostas curriculares do 4° bimestre, diversas outras atividades podem ser desenvolvidas com os alunos em outras etapas e períodos, deixo hoje pra vocês apenas algumas sugestões. Então vamos às atividades:

SEQUÊNCIA: português/história/geografia/ciências

- Português: Leitura do livro para á turma;
Discussão e preenchimento da ficha do livro:
TITULO:___________ AUTOR:_________ ILUSTRADOR:_____________
EDITORA:___________ PERSONAGENS:__________________
- Nomeie e ilustre os personagens da história.

- História: Relembrar o conceito de linha do tempo.
Os alunos são convocados a relembrar a história e a pontuar quais os acontecimentos importantes de cada trecho do livro. Devem por fim criar uma linha to tempo marcando os três tempos: começo, meio e fim.

- Geografia: Deslocamento.
Na história o personagem Tatu-Bola se move de diferentes maneiras. Quais são? Escreva-as e ilustre cada uma delas (andando, rolando e voando).

-Ciências: Preencher a ficha do animal: tatu-bola
NOME:______________
QUANTIDADE DE PATAS:___________
ALIMENTAÇÃO:______________________________________
REPRODUÇÃO:_______________________________________
COMPORTAMENTO DE DEFESA:_________________________
AMBIENTE EM QUE VIVE:______________________________

ATIVIDADES COM TRECHOS DO LIVRO:

TRECHO:
CONHECI UM TATU-BOLA
QUE NÃO ELA FELIZ, NÃO
TINHA UM SONHO NA CACHOLA
NÃO SER BOLA, SER BALÃO!

TODOS OS DIAS FAZIA
A CAMINHADA COMPRIDA
DO PÉ DO MORRO PARTIA
E SEGUIA NA SUBIDA.

1-      Marque com o lápis de cor amarelo as palavras com a letra H e as copie. Recorte e cole de revistas outras palavrinhas com NH e CH.
2-      Marque com o lápis de cor azul as palavras acentuadas.
3-      Crie outras frases para as palavras: Tatu, sonho e Pé.

TRECHO:
LÁ EM CIMA SENTIA O VENTO
BATENDO FORTE NO ROSTO
SEU SONHO NO PENSAMENTO
LHE CAUSAVA UM ALVOROÇO

ORA CALOR. ORA FRIO
E TAMBÉM DOR DE BARRIGA
UM COMPRIDO ARREPIO
E ALEGRIA EM SEGUIDA.

1-      Algumas palavras do texto se referem a coisas que são sentidas. Quais são essas palavras?
2-      Representem em desenhos as seguintes sensações e sentimentos:
_ Alegria, preguiça, dor, amor, calor, frio, medo, raiva, saudade, tristeza.

TRECHO:
TATU-BOLA SUSPIRAVA
OLHANDO A IMENSIDÃO,
CORAJOSO, SE JOGAVA
PARA SER TATU-BOLÃO.

1-      No texto a palavra ‘corajoso’ se refere a uma qualidade do tatu. Algumas palavras servem para falar de qualidades e defeitos, elas são chamadas de adjetivos. Vejo alguns outros adjetivos: bondoso, inteligente, simpático. Escreva outros adjetivos.
2-      Represente com ilustração:
3-      _ Bonito, valente, carinhoso, honesto.





quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Busca de Aninha

A Busca de Aninha é um livro infantil com uma suavidade poética. Encontramos nele uma menina estudiosa e de bom coração. Ela anseia ajudar a Professora nunca tarefa, embora tenha se confundido um pouco com a “literalidade” das coisas. Aninha fala para os pais que deseja ser detetive, para assim ajudar a professora. Tudo isso se deu através de uma ala, onde a professora questionou os alunos sobre “o seu próximo”. Aninha entende que Seu Próximo é o nome de uma pessoa como o “Seu Manoel” da padaria, assim, com a ajuda de seu pai, parte na busca pelo seu próximo. Pelo caminho ela encontra e ajuda varias pessoas. Quando por fim, pensa que não conseguiria sucesso na sua busca seu pai lhe explica que “seu próximo” diz respeito as outras pessoas, neste caso exemplificou com as pessoas que eles ajudaram. 

O ‘próximo’, meu benzinho, é qualquer ser humano, não importando a cor, raça, o sexo, a idade, a nacionalidade, a religião, o time de futebol, o partido político, a classe social, entre outras coisas. Entendeu?

O livro é muito bonito, feito com ilustrações adoráveis e texto simples. Deixa na penúltima pagina a mensagem do Pai da aninha “ _ Isso mesmo, querida. Parabéns! Agora você sabe que é seu próximo. Isso que o papai está lhe ensinando, ele aprendeu com Jesus Cristo, que disse: ame o seu próximo como você ama a si mesmo; faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você, e não faça com eles o que você não gostaria que fizessem com você.



Na minha leitura em sala de aula eu suprimiria o “Jesus Cristo” simplesmente porque não gosto de ligações, mesmo que mínimas, entre Escola e Religião (seja qual for). Colocaria “... Isso que o papai está lhe ensinando, ele aprendeu com o Vovô, que me disse: ame o seu próximo como você ama a si mesmo; faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você, e não faça com eles o que você não gostaria que fizessem com você”. Para trabalhar em sala de aula com o livro pode se seguir o roteiro:

- Leitura do livro ( Pelo Professor) 

- Identificação do Nome do livro e do Autor

- Nomes e características dos personagens 

- Quais são as coisas que acontecem na historia? Qual o motivo para aninha querer virar detetive?

- Quem foram as pessoas que Aninha ajudou?

- Que é o “seu próximo”? 

- O que podemos fazer para ajudar nosso próximo?




domingo, 21 de junho de 2015

Milly, Molly e Papais Diferentes


Milly, Molly e Papais Diferentes

Por Gill Pittar; Ilustrador por Cris Morrell; Tradução: Tatiana Belinky e Ricardo Gouveia

A série de Livros Milly, Molly foi escrita para promover a aceitação da diversidade e valores sadios para a educação do caráter.

Milly e Molly aprendem como os papais podem ser diferentes.

Valor: aceitação da Diversidade familiar.

Aditora Geração Editorial; 24 paginas





O livro é singular! Apresenta-nos a diversidades das famílias e nos abre espaço para o dialogo com as crianças. Quando comprei o livro imaginei que poderia se tratar apenas de uma historia sobre família homoafetiva, mas ele foi ainda melhor, pontuou tantas outras configurações e ainda se encerou com uma sugestão de trabalho para o professor. Ele compre com maestria uma função social de maneira inteligente e respeitosa. 

Inicialmente uma das personagens chaga à escola chorando e ao ser questionada pela professora então conta que seu Pai fez a mala e saiu de casa. A partir disso a professora chama os alunos para uma roda da conversa sobre os pais de todos. A partir daí os alunos vão falando sobre seus pais. O pai de um está no hospital, outro tem DOIS pais, o pai de um está longe no exercito, o de outro está sempre em casa, um pai tem duas famílias, o outro está numa cadeira de rodas, um pai adotou o filho, um tio cuida da criança como se fosse pai, o pai de outro e cego, o pai de um já faleceu, e o pai de Sophie é Surdo! 

Assim as crianças têm através da historia uma visão ampla dos tipos de famílias. E entendem que todas as famílias são preciosas. Eu tenho muitos alunos filhos de paios separados e com isso vou pegar um gancho nessa historia para usa-la em sala de aula. Quando o livro termina encontramos um “Guia do Professor”, com uma proposta para o uso do livro que conta com apresentação do livro, identificação dos personagens, leitura do livro, reconto feito pela criança e atividade para escrever, contar, fazer e praticar. Vou seguir essa linha dialogando com meus alunos, discutindo sobre a diversidade das famílias de maneira positiva e concluindo as propostas que o livro indicou.

Acredito que esse livro deveria estar em todas as bibliotecas escolares e que ainda deveria constar que os professores deveriam utilizar dele. É importante construir diálogos assim com os alunos, mostrar a eles as possibilidades, diversidades e as coisas boas de cada família. Muitas crianças sofrem, por exemplo, com a separação dos pais como se isso “quebrasse” suas famílias. O livro aqui seria uma maneira de introduzir, preparar espaço, para o dialogo. O melhor é que ele se expande, vai até a questão da homoafetividade, passa pela questão do falecimento, fala de distanciamento, adoção, trabalho e por fim chega aos pais que são pessoas com deficiência. A obra está encantadora e digna de prêmios. 

---
Sugestão de Atividade com folha:
Imprimir e trabalhar com os alunos.