domingo, 4 de janeiro de 2015

Artigos Relacionados × +

Tecendo comentários sobre Amor



Quando eu nasci essa pergunta já esta i, solta no ar: O que é o amor? Por algum tempo, eu especulei mil e uma coisas sobre o amor. Considerando apenas que essa pergunta se resumisse a amor de casal. O erro certamente estaria nessa redução da minha visão. Não foram poucas vezes que eu cheguei a duvidar que o amor existisse, quando, no entanto eu apenas poderia duvidar da existência desse. Ouvi falar de Romeu e Julieta, Tristão e Isolda, Merlin e Viviane. Tantas estórias dos mais loucos amores, a mais encantadora com certeza não foi de Romeu e Julieta, não me agrada nada à ideia de morrer, entretanto entendo bem o que é sua família ir contra seu ideal de amor. A estória de Merlin e Viviane trazem-me  fantasiosos pensamentos sobre o amor, vale lembrar que existem varias versões do conto, umas com muita perversidade e outras com pureza, me atento à um especifico onde Viviane realmente amava Merlin.




( Resuminho do conto: Merlin, a figura do sábio e barbudo mago, que possivelmente já passou dos cem anos de idade, fui de encontro ao amor jovem de Viviane ( abre parênteses ( sempre lembro do Haymitch quando falo “amor jovem”) Fecha parênteses) . A moça com jeito de fada, que poderíamos nomear Viviane Le Fey, foi a pessoa que Merlin mais amou romanticamente. Ele seria capaz de fazer tudo e qualquer coisa por ela. Em certo momento do conto, Viviane pede ao mago que lhe ensine um poderosíssimo feitiço, que nem ele pudesse quebrar. E Merlin não se nega, mesmo sabendo das intenções de Viviane. Por fim ela, que desejava o amor eterno e fiel de Merlin apenas para si, utilizando-se desse feitiço, os aprisionou juntos além do tempo e do espaço. Foi por amor que Merlin aceitou ensinar e por amor Viviane os manteve eternamente juntos. Em outras versões da estória Viviane é uma mulher perversa e cruel que enganou o mago para aprisiona-lo)

Não que eu goste da ideia de amor que aprisiona. Acho que o amor romântico é condenado a esvair com o tempo, a menos que seja mágico como o do conto. O que é amor? Talvez uma infinidade de coisas e misturas de sentimentos entre pessoas, mas amor não é uma coisa simples. Existe carinho, fidelidade, zelo, sede de presença, calor de corpos e muitas outras coisas dentro do amor, dos amores. Foi somente quando encontrei essa importante pista na explicação do amor que chegue mais perto de entendê-lo. Passei então a denominar o amor de casal como “amor romântico” e fui buscando compreender mais das outras formas de amor. Nem é algo difícil de imaginar, existe o amor dos pais com os filhos, dos filhos com os pais, dos irmãos, dos amigos, das pessoas com os animais, dos animais com as pessoas. Quando uma pessoa fala “o amor não existe”, ela está cometendo um pecado, não no sentido religioso da palavra, mas numa perspectiva de falhar grave e rudemente contra algo.

Sobre todas essas outras formas de amor não me restam muitas duvidas, o “romântico”, sim. Dentre os que citei muitos são amores familiares, e devo acrescentar minha visão nisso. A quem diga coisas que poderiam nos fazer presumir que esse amor é tão natural quanto obrigatório, e não é. Não acredito que os filhos simplesmente amem os pais por um laço de sangue, nem mesmo pelo simples fato de serem criados como pais e filhos. Fosse assim, não haveria filhos que odeiam pais e nem pais que odeiam filhos, ou irmãos que se odeiam. E deixo mais um observação do obvio: se laços de sangue fossem o único pilar do amor, filhos adotivos não amariam seus pais adotivos ( outra hora eu falo de adoção).


O amor é uma construção, poder-se-ia acreditar que os filhos crescem amando absolutamente os pais, mas não é algo tão simples, é como Saint-Exupery nos transmite através do pequeno príncipe “Foi o tempo que você dedicou a sua rosa que a fez tão importante...”. Essa afirmativas contêm, talvez, a maior observação que já encontrei sobre o amor: é preciso dedicação para cria-lo e mantê-lo. É vital entender isso. Vou dar um exemplo: um pai é distante, não dá carinho aos filhos e sempre joga na cara deles que trabalha muito para comprar-lhes tudo que tem, por vezes afirma ir embora se os filhos lhe desobedecessem e os espanta com ameaça da fome e miséria. Não é, absolutamente não, o dinheiro do pai que vai fazer os filhos ama-los, não há dinheiro que compre amor verdadeiro, assim como não poderá haver feitiço algum que crie um amor assim. Acreditem, alguns filhos odeiam seus pais.

Ainda pensando no que é o amor, essencialmente ele é uma construção e o resultado da mesma. São nossas ações, nossos gestos e cuidados que vão fazer com que alguém nos ame e os cuidados com esse amor o manterão vivo. Assim como numa construção o amor pode ser mais ou menos resistente, de acordo com o tratamento que damos a ele.

O amor “romântico” não é meu ponto forte, mas em contraponto sei muito dos outros tipos de amor. Um deles está relacionado à minha profissão, eu amo imensamente meu trabalho. No ano de 2014 exerci função de Coordenador no projeto Escola Cidadã em uma escola da minha cidade. Antes mesmo de ir pra Escola eu já tinha um sentimento por lá, é a escola que eu escolhi, anos atrás fiz meu primeiro estagio nela, reconhecia o perfil dos alunos e da comunidade, e sabia que meu lugar era ali. Antes desse cargo eu só havia trabalhado com alunos com necessidades educacionais especiais, e mantinha meu foco profissional e de estudos nisso, mas meus alunos do projeto eram os alunos típicos das escolas regulares ( escolas comuns, alunos “comuns”). E eu me apaixonei por eles de cara. Com o tempo e meu trabalho com eles passei a ter um carinho e um amor, me sinto um pouco pai de cada um deles, e se vocês procurarem saber, vão ver que fui mesmo um pai pra eles. Adotei-os com todo meu carinho e amor e fiz do nosso tempo juntos uma oportunidade de grandes aprendizagens.

Outra hora venho falar de obsessão e amor platônico ( são temas que eu gosto).


Findando, o amor é e sempre vai ser o resultado da mistura dos sentimentos e cuidados que temos por algo e alguém. AME MAIS! (não é  a propagando do Boston Medical group, okay?). 




Você irá gostar

Tecendo comentários sobre Amor
4/ 5
Oleh

6 comentários

Escrever comentários
avatar
4 de janeiro de 2015 12:56

Olá :) Primeiramente agradeço pela sua visitinha lá no meu blog literário. ;) *-*
Amei essa sua postagem! *-* Ficou perfeita!!! <3 :') Sou muito romântica e gosto muito de coisas e textos apaixonantes, sem dúvida, esse texto ficou ótimo e muito bem feito, pois, nos mostra algumas formas de "amor", o mesmo é o maior sentimento que existe. *-* :) Estou seguindo o seu blog! ;) Sinta-se a vontade para visitar o meu blog quando puder e quiser. ;D *-*
Blog: http://my-stories-wonderful-books.blogspot.com.br/
Página:https://www.facebook.com/BlogWonderfulBooks

Responder
avatar
4 de janeiro de 2015 13:03

Sou blog é encantador. Vou amar ainda mais se você fizer Fanfics do Maze Runner rsrs

Responder
avatar
4 de janeiro de 2015 13:45

Boas atitudes não podem fazer o amor florescer. Não se pode "comprar" o amor com boa educação ou refinamento. Apesar de ter gostado do texto, não posso deixar de manifestar minha opinião.

Acho que a melhor forma de viver é aceitar a verdade de que às vezes, o amor pode doer.

Responder
avatar
4 de janeiro de 2015 13:48

Não esqueça de comentar em

http://futuroerealidade.blogspot.com.br/…/capitulo-3-parte-…

Responder
avatar
4 de janeiro de 2015 17:26

Felipe, não entendi seu comentário ( mesmo depois de reler meu texto), mas agradeço a visita. Vou visitar seu blog também. Abraços. " Ainda pensando no que é o amor, essencialmente ele é uma construção e o resultado da mesma. São nossas ações, nossos gestos e cuidados que vão fazer com que alguém nos ame e os cuidados com esse amor o manterão vivo. Assim como numa construção o amor pode ser mais ou menos resistente, de acordo com o tratamento que damos a ele."

Responder
avatar
4 de janeiro de 2015 19:23

Olá Augusto!

Sou a Gabi do G-GlamZ e nos conhecemos pela comunidade dos bloggers no facebook!

Eu amei o conteudo do seu blog, sou uma menina das letras.. então você já pode imaginar né! Eu concordo muito com a visão de Saint-Exupery, porém também acredito que amor tem muito a ver com aceitar as diferenças! =D

Estou passando por aqui para deixar um recadinho e divulgar o meu também, depois passa lá e faz uma visita!

www.g-glamz.com
@g.glamz

Responder