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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Moda Lolita

Lolita é um estilo japonês de moda cujas primeiras manifestações apareceram em fins da década de 70 e começo da década de 80. Inspiradas em parte na cultura 'kawaii' (fofa ou adorável) japonesa e na nostalgia de outros tempos - sejam períodos históricos (vitoriano ou Rococó) ou simplesmente da própria infância - as lolitas se dividem em vários sub-estilos.

A intenção é parecer infantil, elegante ou modesta, evitando uma imagem adulta, sexualizada (independente do sub-estilo) ou vulgar. Saias rodadas no comprimento do joelho, em forma de sino e suportadas por anáguas,renda de boa qualidade (geralmente algodão), decote alto, cabelos cacheados e/ou acompanhados a uma franja reta e tecidos pouco brilhantes são comuns a todos os estilos.

Entre os tecidos mais usados, o que predomina é o algodão. Tricoline e até chiffon podem ser usados, além de outros tecidos de fibras naturais e de boa qualidade. Tecidos brilhantes como cetim são sempre evitados, pois podem dar uma aparência barata ou vulgar a uma peça Lolita.

Uma Lolita não precisa ser totalmente fiel a um único sub-estilo, a não ser que ela queira. Os mais comuns são três:

Sweet Lolita - Sweet, do inglês "doce", é o estilo dito "fofo", que usa cores como tons em rosa, tons pastel e por vezes marrom ou preto. Sempre com motivos fofos, é o estilo que mais procura a inspiração na infância, com suas estampas de doces e animais.



Classical Lolita - o estilo clássico, que remete às modas vitoriana e rococó originais. As cores utilizadas são tons envelhecidos. O marrom e rosa-velho são comuns, e os motivos mais populares são as estampas florais.



Gothic Lolita - a mistura do "gótico" com a moda lolita. As cores utilizadas são escuras e elegantes, onde obviamente o preto predomina. Cores vibrantes podem dar um ar vulgar contrastadas com preto, por isso cores pálidas e sóbrias são recomendadas. Apesar da inspiração da moda Gótica, a maquiagem deve continuar leve e natural, sem excesso de sombra preta e batons muito escuros.



Outros estilos são menos comuns, mas igualmente usados no dia-a-dia:

Country Lolita - É um estilo mais "fresco" e modesto, usado geralmente em épocas quentes como o verão, traz chapéus e bolsas de palha com rendas e laços, estampas e motivos florais, de frutas ou um xadrez delicado, como gingham.



Casual Lolita - Casual Lolita é uma forma de usar o estilo com as roupas diárias e comuns. Por exemplo: saias em formato de sino, como o estilo exige, com rendas, lacinhos e babados e uma camiseta baby look com estampa fofa. Nunca tênis, sapatos (mas não sapatilhas). Sapatos boneca simples e com saltos baixos caem bem melhor.



Hime Lolita - Estilo que mais remete à imagem de princesas europeias. Apesar de muito parecido com o Sweet Lolita, em especial pelas cores, diferencia-se pelos modelos de vestido, acessórios (coroas, tiaras, pérolas) e até mesmo pelo penteado.



Shiro Lolita - considerada por alguns subdivisão do sweet lolita, uma roupa shiro Lolita é composta apenas de branco, já que shiro, do japonês significa branco.



Kuro Lolita - também considerada subdivisão do sweet lolita por algumas pessoas, é o oposto de um outfit Shiro Lolita, simplesmente uma lolita vestida somente de preto.


Punk Lolita - a mistura da moda punk com a moda lolita. São bastante utilizadas sobreposições, xadrez e listras. Os acessórios mais comuns incluem caveiras e talvez spikes.



Os seguintes estilos são usados geralmente em photoshoots ou em encontros/eventos, o que não os impede de serem usados no dia-a-dia, mas não é comum.

Guro Lolita - as guro lolitas (termo japonês que corresponde à grotesque lolita)é uma lolita que usa bandagens, sangue falso e afins, o que pode dar um ar de boneca quebrada à lolita "comum".



Ero Lolita - Ero é a abreviação de erótico, um termo muito controverso na moda Lolita. Apesar do nome, um outfit Ero Lolita não é composto de lingerie ou saias curtíssimas, já que as regras Lolita estão acima de qualquer inspiração. Corsets podem ser usados, mas sempre com uma blusa por baixo, e também os decotes são um pouco maiores, ainda assim não chegando na linha do busto. A saia pode ser quatro ou cinco dedos acima do joelho, mas é bom balancear o tanto de pele mostrada para não parecer vulgar.



Wa Lolita e Qi Lolita - O primeiro sub-estilo é baseado na combinação entre acessórios japoneses e a roupa tradicional com a moda Lolita, onde as mangas dos vestidos e a gola transpassada lembram os quimonos e contrastam com a saia volumosa. Já a Qi Lolita tem praticamente o mesmo conceito de Wa Lolita, com a diferença de que os acessórios e vestidos são inspirados na vestimenta tradicional chinesa. Ambos são comumente usados em eventos, não diariamente.



Deco Lolita- Uma mistura do estilo Decora com o Lolita. Usa-se muitos acessórios variados e coloridos como prendedores de cabelo, laços enormes na cabeça, perucas e estampas coloridas. As cores são geralmente em tons pastel, e cores cítricas, fluorescente ou muito chamativas são usadas com extrema moderação ou evitadas.




Aqui no Brasil nos temos a Lolita Association, um grupo de âmbito nacional formado por amante dessa moda e que tem como principal objetivo promovê-la no país através de blogs, meetings. eventos, parcerias com sites nacionais e internacionais e apoio às lolitas iniciantes ou não, de todo o país via e-mail ou Facebook. Podem conhece-la através do : 

www.facebook.com/BrasilLolitaAssociation 

domingo, 4 de janeiro de 2015

Cultura Japonesa: SAMURAI


Os samurais são personagens históricos do Japão feudal que ainda hoje povoam o imaginário e as histórias de diversos filmes e animações. Surgindo principalmente no período feudal, o termo samurai significa originalmente “aquele que serve ao senhor”. Inicialmente, os samurais tinham funções relacionadas à monarquia que imperava no Japão. Instituídos no período Heian (794 – 1192) eles exerciam funções administrativas estando acima da criadagem comum dos salões imperiais.


Dessa forma, o caráter militar dos samurais foi estabelecido em outro contexto histórico e social. No século XI, as disputas políticas entre as autoridades provinciais e os proprietários de terra possibilitaram a criação de milícias que visavam defender o interesse de autoridades do governo ou dos grandes proprietários de terra. Formando uma sólida classe, os samurais organizaram formas de conhecimento e combate repassadas aos clãs guerreiros incumbidos das questões militares.

Mais do que desenvolver técnicas de combate, os samurais também se preocuparam em criar um rígido código de valores morais que deveria nortear o comportamento de um guerreiro samurai. Estabelecendo forte vínculo de fidelidade ao seu senhor, o samurai sempre fazia referência à sua linhagem e ao senhor quando entrava em combate. O forte prestígio dessa classe guerreira fez com que estes gozassem desse privilégio de forma hereditária, ou seja, somente um filho de samurai poderia se tornar um samurai.

A condição abastada dos samurais criou diversos mecanismos de distinção social que indicavam a condição de samurai. A armadura era uma vestimenta que indicava o poder e prestígio galgado por um guerreiro. Além disso, um código de princípios foi criado para se moldar o comportamento de um guerreiro samurai. No chamado Bushido, eram estipulados os valores que guiavam a vida de um samurai. Ele deveria ter uma relação de intimidade com sua espada (katana), chegando a acreditar que o armamento carregava sua alma.

Destemido, um samurai não deveria ter medo da morte e considerar o assassinato de seus inimigos uma parte normal de suas obrigações. Em combate, deveria defender o seu senhor, ou a honra própria e de seus ancestrais. Caso falhasse em uma missão ou fosse culpado pela morte de seu senhor, a desonra da derrota deveria ser punida com um ritual de suicídio conhecido como “harakiri” ou “seppuku”. Quando perdia seu senhor, o samurai se tornava um ronin, um samurai sem senhor. Caso não encontrasse um novo senhor, o ronin vendia sua espada ou praticava crimes para sobreviver.

Fora dos confrontos, o samurai deveria valorizar a prática de atividades culturais e o desenvolvimento de outras habilidades. A criação de arranjos florais, o teatro nô e a poesia estavam entre as principais atividades apreciadas por um samurai. Além disso, o samurai deveria ser um fervoroso praticante da religião budista.

O estilo de vida dos samurais influenciou fortemente a cultura japonesa. Uma extensa literatura sobe samurais ainda é consumida pelo povo japonês. Além disso, diversas lutas e esportes desenvolvidos na cultura nipônica têm inspiração nos saberes dos samurais. A esgrima, o arco e flecha e outras artes marciais são alguns dos esportes influenciados pela sabedoria dos samurais.

Por Rainer Sousa
Graduado em História



sábado, 3 de janeiro de 2015

Curiosidade sobre a Cultura Japonesa

Hey, galera! Estou montando um projeto pra trabalhar com um mês de "Cultura Japonesa" com meus alunos. Com isso tenho pesquisado muito da cultura e observado também algumas curiosidaes. Trouxe pra vocês uma pequena lista com as coisas que achei mais curiosas.



1- Em algumas boates, mulheres ocidentais tiram as roupas em cima das mesas, em outras, mulheres nuas fazem strip-tease de trás para frente (vão se vestindo a medida que a musica toca);

2- Os motoristas de táxi dirigem de luvas branca;

3- Alfabeto, eles têm três. Um mais simples, para crianças. Outro só para nomes estrangeiros. E ainda um terceiro, o principal deles, com mais de dois mil caracteres. Esse último é complicadíssimo, tanto que muitos japoneses só vão aprendê-lo com mais ou menos 15 anos de idade;

4- Eles evitam se tocar. Cumprimentam-se com reverências, não são adeptos de abraços e apertos de mão;

5- Nunca coloque as mãos nos bolsos quando conversar com um japonês. É extrema falta de educação;

6- As meninas não podem pintar o cabelo ou furar a orelha antes de entrar na universidade;

7- Meninos vão ao salão de beleza;

8- Você já reparou que os games japoneses não mostram sangue? Todos os tipos de jogos, inclusive de luta são proibidos mostrar sangue;

9- As crianças japonesas limpam as suas escolas todos os dias, por 15 minutos, juntamente com os professores;

10- Um empregado(a) de limpeza no Japão é chamado "engenheiro da saúde", pode ter salários de USD 5000-8000 por mês e está sujeito a provas escritas e oral;

11- No Japão é proibido o uso de celulares em restaurantes;

12- Enquanto no Brasil, apenas 13% da população tem acesso ao niver superior, no Japão 80% da população frequenta a universidade;

13- Em 1543 houve imigração portuguesa em Tanegashima, trazendo sua língua e culinária consigo;

14- Foi proibida a presença de estrangeiros no Japão por 250 anos, pois o crescimento do cristianismo assustou os religiosos japoneses;

15- Considera-se falta de educação abrir um presente na frente de quem deu;

Comentando: Notoriamente são apenas curiosidades, há muito mais coisas interessantes ou mesmo curiosas sobre o Japão. Alguns dos elementos citados acima podem nos causar alguma estranheza, é natural já que temos culturas diferentes. O curiosidade n° 11 é bem interessante " Proibido uso de celulares em restaurantes", tem brasileiro que daria um infarte se entrasse num lugar assim, por não conseguirem ficar cinco minutos sem mechar no telefone. A n° 8 achei perfeito e queria que no Brasil fosse assim também, já a n°4 não me agradou. Sei que tem umas pessoas aqui que adoram conversar tocando nas outras e isso é chato pra caramba mesmo, mas em termos de aperto de mãos e abraços eu gosto. Sou ultra-hiper-mega carente de abraços ( admito recebi poucos abraços sinceros, poucos, mas valiosos).  



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bunraku ( Teatro Japonês com Bonecos )

O Bunraku é uma espécie de teatro japonês caracterizado pela utilização de bonecos para a encenação. Assim como o Kubaki e o teatro Nô, o Bunraku foi originado no final do século XVI e permanece até os dias de hoje como lembrança viva do passado. Inicialmente foi criado como entretenimento para as pessoas que viviam em Osaka, província localizada na ilha de Honshu.



Para uma apresentação de Bunraku deve haver técnicas sofisticadas que associam narração, música shamisen e a manipulação dos bonecos que podem chegar até dois metros de altura. Os bonecos são feitos em madeira e possuem mecanismos que garantem boa resposta aos comandos direcionados a eles. Movimentam todo o corpo e ainda conseguem realizar expressões faciais por meio dos comandos dados pelo manipulador responsável pela face.

O narrador, peça-chave da encenação, além de descrever o cenário, a ação e a emoção dos personagens, também é responsável por falar pelos personagens e por cantar por eles. As baladas do gidayu firmam o clima dramático necessário nesse tipo de teatro. O shamisen, por sua vez, atua acompanhando o ritmo do espetáculo e ainda tem liberdade para, em alguns casos, dirigir qualquer variação rítmica. A encenação mais conhecida do Bunraku se chama “As crônicas da princesa Joruri”.

Chikamatsu Monzaemon, escritor de Kabuki, foi quem humanizou as histórias, enfatizando a vida dos comerciantes da província e ainda as condutas morais e éticas daquele tempo. No século XVIII, o Bunraku entrou em decadência por causa de novas técnicas que surgiram para o teatro com bonecos, porém no século XX voltou à tona com técnicas altamente sofisticadas e reconhecidas por todo o Japão.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola