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segunda-feira, 7 de março de 2016

Surdez [Material disponibilizado pelo MEC]

Venho trazer para vocês hoje um material disponibilizado pelo MEC abordando o tema Surdez. É um material muito bom para auxiliar o trabalho dos professores.

O texto de apresentação é esse:
A educação escolar do aluno com surdez é um desafio que estamos demonstrando, por meio do trabalho de uma escola que abraçou a inclusão, sem restrições e incondicionalmente. O que transparece na sua apresentação são as possibilidades de os alunos com surdez aprenderem nas turmas comuns de ensino regular, tendo a retaguarda do Atendimento Educacional Especializado – AEE. Esse atendimento é explicitado detalhadamente e nos faz conhecer o que se propõe para quebrar barreiras lingüísticas e pedagógicas que interferem na inclusão escolar dos alunos com surdez.
Para acessar o arquivo basta clica no link abaixo, assim será aberta uma guia no navegador com o arquivo, basta clicar na figura de disquete no canto para salva-lo como PDF.



Deficiência Intelectual [material do MEC]

Venho trazer para vocês hoje um material disponibilizado pelo MEC abordando o tema da deficiência intelectual. Os documento foi publicado em 2007 e constava com a nomenclatura 'deficiência mental', tirando isso é um material muito bom para auxiliar o trabalho dos professores.

O texto de apresentação é esse:
Para entender a deficiência mental, temos de puxar diferentes fios e cruzá-los entre si, buscando respostas e esclarecimentos que permitam compreendê-la. Os textos que aqui apresentamos abordam essa limitação humana nessa tessitura, com o cuidado de não reduzi-la em seu entendimento. Quanto ao Atendimento Educacional Especializado – AEE – para esses alunos, estamos trazendo experiências interessantes, que envolvem níveis os mais diferentes de comprometimento mental e atividades pedagógicas as mais variadas, tecendo a teoria com a prática.
Para acessar o arquivo basta clica no link abaixo, assim será aberta uma guia no navegador com o arquivo, basta clicar na figura de disquete no canto para salva-lo como PDF.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A cela como ferramenta da alfabetização em braille




Esta ferramenta foi feita com material reciclado. Na primeira parte temos duas colunas, feitas com tampinhas vermelhas, responsáveis por indicar que trabalharemos com números, assim configura-se o código referente a número ( uma letra L invertida), acrescentando na segunda parte as duas colunas com tampinhas brancas. as tampinhas vermelhas estão coladas, de modo a permaneceram na ideia de números. Enquanto a segunda parte temos a base de encaixe das tampinhas fixas e as tampinhas são encaixadas de acordo com o que se deseja indicar ( configurando o simbolo das letras de a até j que correspondem aos números a-1,b-2,c-3, d-4, e-5, f-6, g-7, h-8, i-9, j-0 ). A marcação nessa cela se faz indicando os pontos como a parte sem a tampinha, assim em A onde o primeiro ponto é marcado, deixamos a primeira base sem a tampinha. 

Fazendo a atividade podemos pedir a criança que indique determinados números encaixando e desencaixando as tampinhas.

O alfabeto Braille usa para representar os algarismos, as próprias letras:

a - para representar o 1

b - para representar o 2

c - para representar o 3,

Assim por diante, até que se chega:

j - para representar o 0

Exemplos:

O número 78 fica gh.
O número 127 fica abg.

Para se distinguir um número de um conjunto de letras, sempre se usa um símbolo inicializador. Tal símbolo é um L invertido.


Alfabeto Braille:

domingo, 21 de junho de 2015

Milly, Molly e Papais Diferentes


Milly, Molly e Papais Diferentes

Por Gill Pittar; Ilustrador por Cris Morrell; Tradução: Tatiana Belinky e Ricardo Gouveia

A série de Livros Milly, Molly foi escrita para promover a aceitação da diversidade e valores sadios para a educação do caráter.

Milly e Molly aprendem como os papais podem ser diferentes.

Valor: aceitação da Diversidade familiar.

Aditora Geração Editorial; 24 paginas





O livro é singular! Apresenta-nos a diversidades das famílias e nos abre espaço para o dialogo com as crianças. Quando comprei o livro imaginei que poderia se tratar apenas de uma historia sobre família homoafetiva, mas ele foi ainda melhor, pontuou tantas outras configurações e ainda se encerou com uma sugestão de trabalho para o professor. Ele compre com maestria uma função social de maneira inteligente e respeitosa. 

Inicialmente uma das personagens chaga à escola chorando e ao ser questionada pela professora então conta que seu Pai fez a mala e saiu de casa. A partir disso a professora chama os alunos para uma roda da conversa sobre os pais de todos. A partir daí os alunos vão falando sobre seus pais. O pai de um está no hospital, outro tem DOIS pais, o pai de um está longe no exercito, o de outro está sempre em casa, um pai tem duas famílias, o outro está numa cadeira de rodas, um pai adotou o filho, um tio cuida da criança como se fosse pai, o pai de outro e cego, o pai de um já faleceu, e o pai de Sophie é Surdo! 

Assim as crianças têm através da historia uma visão ampla dos tipos de famílias. E entendem que todas as famílias são preciosas. Eu tenho muitos alunos filhos de paios separados e com isso vou pegar um gancho nessa historia para usa-la em sala de aula. Quando o livro termina encontramos um “Guia do Professor”, com uma proposta para o uso do livro que conta com apresentação do livro, identificação dos personagens, leitura do livro, reconto feito pela criança e atividade para escrever, contar, fazer e praticar. Vou seguir essa linha dialogando com meus alunos, discutindo sobre a diversidade das famílias de maneira positiva e concluindo as propostas que o livro indicou.

Acredito que esse livro deveria estar em todas as bibliotecas escolares e que ainda deveria constar que os professores deveriam utilizar dele. É importante construir diálogos assim com os alunos, mostrar a eles as possibilidades, diversidades e as coisas boas de cada família. Muitas crianças sofrem, por exemplo, com a separação dos pais como se isso “quebrasse” suas famílias. O livro aqui seria uma maneira de introduzir, preparar espaço, para o dialogo. O melhor é que ele se expande, vai até a questão da homoafetividade, passa pela questão do falecimento, fala de distanciamento, adoção, trabalho e por fim chega aos pais que são pessoas com deficiência. A obra está encantadora e digna de prêmios. 

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Sugestão de Atividade com folha:
Imprimir e trabalhar com os alunos.


sábado, 20 de junho de 2015

Dora Roda

Esta bela historia infantil nos apresenta uma protagonista inspiradora e divertida. Dora é uma menina como as outras têm sonhos e pesadelos, vontades, alegrias, medos, certezas e duvidas. Ela brinca, ela corre, ela ajuda, ela estuda, ela chora, ela ora, ela adora. A menina é cadeirante e seu jeito de ser e de enxergar o mundo revela detalhes preciosos da vida bem vivida. 


A historia coloca o leitor na posição de observador e cúmplice. Embora seja fictícia apresenta informações reais e questionamentos validos. Dora estuda numa escola que é adaptada para recebê-la. Lá ela é amada e respeitada na sua diversidade. Um ambiente com estrutura adequada e pessoas preparadas.

No decorrer da historia Dora nos mostra as dificuldades que afetam a vida das pessoas com deficiência e que são advindas de cidades e sociedades despreparadas. Não são as limitações da pessoa com deficiência que prejudicam sua vida social e sim as dificuldades que os espaços lhes oferecem. As cidades tem se mostrado ineficientes e excludentes, e Dora nos dá exemplos de algumas situações: calçadas esburacadas ou estreitas, orelhões públicos em mal posicionado, falta de respeito e adequação da frota de ônibus coletivo entre outras coisas. 

Dora segue sua vida alegremente até que algo ruim aconteça a sua cadeira de rodas, mas a força da amizade a ajudará a superar esse incidente. 

A escrita e simples e inteligente com uma historia atraente para o publico infantil. Consideraria um livro que já nasceu com uma função social além do “ser livro”, ele trás reflexões e oportunizam às nossas crianças o pensar sobre a diversidade das pessoas ainda em idade tenra. As ilustrações são encantadoras e muito bem colocadas, casando perfeitamente com o texto. 

Uso pedagógico:

Eu decidi usar esse livro em sala de aula. Meus alunos são do segundo ano e estão em processo de alfabetização. Assim meu olhar para o livro teve intenção de buscar neles maneiras de melhor usa-lo no contexto escolar. 

A principio o uso do livro pode seguir um roteiro de acordo com o nível de aprendizagem dos alunos. Se os meus soubessem ler eu pediria que cada um lesse uma parte, como não vou fazer dessa maneira:

- Leitura do livro ( Pelo Professor) 

- Identificação do Nome do livro e do Autor

- Nomes e características dos personagens 

- Quais são as coisas que acontecem na historia?

Há algumas paginas onde aparece apenas a ilustração preenchendo a página e em cima desta uma frase de duas palavras onde uma delas é o nome da protagonista. A escolha das palavras, feita de uma maneira inteligente, contribui para o aprendizado em alfabetização. Vejamos :


DORA RODA/ DORA FORA/ DORA ORA/ DORA CHORA/ DORA ADORA


Dentro dessas palavras posso trabalhar as palavras dentro de palavras ( Dora  > adora> chora> todas tem dentro a palavra Ora). Também se percebe a questão da rima e o uso do erre com diferentes sons. faremos também uma roda da conversa sobre as pessoas com deficiência e o respeito à diversidade humana.