terça-feira, 12 de janeiro de 2016

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O Falso direito de Opinião nas Redes (de pesca) sociais

Redes sociais assemelham-se as redes de pescas. As armadilhas pra peixes virtuais são perigosas e podem pegar o próprio pescador. A palavra publicar por si só no remete ao ato de tornar publico. Assim tudo o que você posta diz muito sobre quem você é. Vimos todo isso nos últimos anos. As questões politicas explodiram nas redes sociais. Conhecidos e amigos se afastaram depois de verem "de qual lado" o outro estava.Ao mesmo tempo que há um grito por liberdade de expressão há de se atentar para questões como:

Hitler tinha opiniões
Stalin tinha opiniões
O ditador da Coreia tem opiniões
O Estado Islâmico tem opiniões
O pedófilo tem opiniões
O estuprador tem opiniões

Pessoas perversas tem opiniões, pessoas boas e que mudarem o mundo pra melhor também, é preciso estar atento sobre de quem são "opiniões" que vamos seguir.

É como eu sempre digo: a gente boa em todas as diversidade humanas, tal qual há gente perversa. Conheço brancos e negros, religiosos e ateus. graduados e analfabetos que são pessoas incríveis. E do mesmo modo conheço brancos e negros, religiosos e ateus. graduados e analfabetos que são pessoas medíocres.

Há um perigo imenso em repetir a regra do direito de opinião como o direito de dizer e disseminar o que se queira, mesmo que seja uma ideia fascista e desumana. Eu não gosto, por exemplo de ouvir pagode, não tenho necessidade de declarar isso, e por mais estupido que fosse fazer publicações denegrindo o pagode não correria-se o risco de alguém ser agredido por isso.A menos é claro que surjam grupos que tomem essa ideia como Lei contra pagodeiros, o que não é tão impossível. Se eu fosse racista e publicasse opiniões racistas na internet seria crime, o tal "direito de opinião" e liberdade de expressão não lhe permitem ( ou não deveriam permitir) espalhar discurso de ódio.

Lembre-se de que houve um tempo em que as mulheres não tinham o direito de voto, que a Igreja queimava "bruxas", que brancos e negros não podiam se casar, que a escravidão era legalizada, etc. E tenha certeza de que muitas pessoas tinham uma opinião favorável a essas coisas. Antes de declararmos o que quer que seja é preciso humanizarmos-nos e criarmos consciência do que implica cada coisa que disseminamos.

Propague a paz, o amor, a união, a alegria, a caridade. Mas nunca se cale diante da injustiça.

Tendo familiares, amigos e colegas no Facebook e em outras armadilhas sociais a gente tem a oportunidade de saber um pouco mais sobre eles, um pouco sobre aquilo que eles não se dispõe a falar abertamente no "mundo real". E é importante saber o tipo de pessoa que te cerca.

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Oleh