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domingo, 20 de dezembro de 2015

Entrevista com o autor: Leonardo Nóbrega

Leonardo de Nóbrega
Está postagem é parte do Projeto P.LE.NA. Intenciona trazer para o leitor uma momento para conhecer um pouco mais sobre talentosos autores nacionais. 

Hoje, um dia antes do meu aniversario de 26 anos, tive a honra de entrevistar o autor Leonardo Nóbrega. Conforme vocês lerem a entrevista entenderão bem o porque de ser um tão grande honra. Já realizei varias entrevistas aqui no blog, vocês podem conferir por outras postagens, mas essa de hoje é  foi como um presente de aniversario antecipado. Cada pergunta foi respondida com notável carinho e entusiasmo. Apreciem a entrevista...

1 - Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte?
Sou brasileiro, cearense e fortalezense. Já vi e vivi um bocado, tenho bem contados cinquenta e cinco anos. Filho de um viúvo com três filhos e da minha mãe, segunda esposa dele com quem teve outros três, sou o segundo da segunda aventura matrimonial do meu pai, paraibano, com quem comecei a gostar dos livros e de quem lembro sempre com um livro nas mãos. Já minha mãe, professora de história, completou o gosto doce pelas leituras. Os meus irmãos mais velhos lotavam todos os cantos da casa com livros de todos os tipos, tamanhos, gostos e cheiros, que me deram diversidade e substância. Sou filho, marido, pai, professor, psicanalista, curioso e, hoje eu sei, escritor. O que me move, inspira e diverte? A resposta padrão seria escrever e ler, e é claro que essas são atividades prazerosas, mas o que eu mais gosto é de viajar, dirigir por duas ou três horas e ver o dia raiar em cima de uma serra, por exemplo, e, é claro, aproveitar o frio da manhã e o silêncio das pequenas cidades para escrever (e voltamos ao início -risos-)
2- Qual sua formação?
Muitos leitores e colegas escritores muitas vezes acham que sou formado, academicamente, nas Letras, mas não. Na verdade, sou geógrafo, com graduação pela Universidade Estadual do Ceará e especialista em Nordeste pela Universidade Federal do Ceará. Também tenho formação em psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientae. Porém a minha formação como escritor foi a vida. Família grande, muitos amigos dos irmãos, amigos dos amigos, escotismo, viagens pelo Brasil, participação de eventos culturais de toda ordem. Usando uma frase do compositor e cantor Ednardo: “Está escrito, no grande livro da sabedoria popular, que primeiro se deve viver, que é pra depois poetar”
3- Como se da à relação entre você e a literatura?
Acredito que escritores são todos esCrizofrênicos -risos-. Todo o tempo estou pensando em algo que pode virar um livro, mas o processo é lento. É como quem faz pão, a massa precisa ficar descansando até que fermente e esteja no ponto de assar (não sei por que gordo só usa exemplos com comidas -risos-). O filósofo Nietzsche dizia que ficava grávido de um livro para depois de meses dá a luz, é mais ou menos isso, só que durante a gestação tem muita pesquisa, conversa, escrever e reescrever até nunca mais querer ler de novo o que foi escrito -risos-.
4- Quais são suas obras publicadas?
Sou um escritor tardio, mesmo que na adolescência estivesse sempre produzindo algum tipo de escrito, fossem algumas pequenas poesias ou umas peças para teatro que pareciam com tudo, menos com peças teatrais -risos- , mas a verdade é que elas acabavam sendo encenadas nos acampamentos escoteiros e até faziam algum sucesso, pelo menos entre os camaradas. Livros só resolvi escrever após os trinta e cinco anos. Porém o primeiro escrito nunca foi publicado e jamais será, está enterrado no meio do meu quintal debaixo de sete palmos de terra e de uma pedra de quinhentos quilos -risos-, ficou muito ruim. Depois desse veio a ideia de escrever o Outros Tempos que uniu a questão, que de tão comum já virou cliché, sobre se o passado seria melhor que o momento atual e uma homenagem a cidade de Fortaleza, principalmente o Centro onde nasci e cresci. Já o Crimes do Tarô foi inspirado em uma notícia que li em um jornal de 1928 que falava de uma bela ladra que atuava em uma cidade da Espanha, entretanto não envolvia o Tarô. Então, publicados, são dois: Outros Tempos e Crimes do Tarô.
5- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?
Eu sou um autor autopublicado e não me arrependo. O meu primeiro livro (publicado) estava pronto e engavetado, eu não pensava muito nele, em publicar. Aí tive um golpe de sorte: fui demitido. Isso mesmo, fui demitido de uma das escolas em que ensinava há aproximadamente vinte e cinco anos, e com parte do dinheiro da rescisão contratei uma editora para publicar o Outros Tempos. Com a venda dele publiquei o Crimes do Tarô. A grande desvantagem de ser autopublicado é a falta de distribuição e divulgação, o autor acaba precisando se desdobrar para fazer todos os papeis da cadeia produtiva do livro. Mas, em compensação, o autor é realmente dono do seu trabalho: vende para quem quiser, pelo preço que achar justo e pode até distribuir em bibliotecas e escolas, se essa for sua vontade. Eu não tive a experiência de enviar originais para editoras e esperar a aprovação ou não de um editor, na verdade a aprovação dos meus livros vem dos leitores. E, até agora, tem sido positiva. Ainda bem!
6- Que elementos você considera importante na construção de um personagem?
Meus personagens surgem de várias maneiras. Eu escrevo a partir de um tema para o qual imagino o final, embora ele possa ser alterado vai manter o básico inalterado, a partir daí construo a trama para chegar a esse final. Os personagens vão sendo criados à medida que o desenrolar da história exige, apenas os protagonistas são determinados antes. Por exemplo, no Crimes do Tarô existe um Bairro Cigano que foi construído para atender a necessidade que Tomás (protagonista) tinha de informações sobre as cartas do Tarô de Marselha. E dentro desse bairro apareceram personagens que cresceram até o final do romance. Acho que o mais importante é a personalidade de cada um deles. Já li alguns textos em que os personagens mudam de comportamento várias vezes durante a história, o que torna a trama confusa para o leitor.
7- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum.
Essa pergunta sempre é difícil. Mas, vamos lá. Falar sobre autores que inspiram não é fácil, mas eu citarei alguns na ordem em que apareceram em minha vida. Julio Verne; John Fowle (Livro O Colecionador); Agatha Christie; Edgar Allan Poe; José Saramago; Aravind Adiga; Mia Couto; Chimamanda Ngozi Adichie; e, o que está no topo da lista atualmente: Albert Cossery. Quanto aos livros, Além de Outros Tempos e Crimes do Tarô rsrsrs, de autores nacionais eu recomendo O Farol do Porto da Paz, da Kelly Cortez e Os Dias Roubados, do Carlos Vazconcelos (Com Z mesmo) e estrangeiro Mendigos e Altivos, e As Cores da Infâmia, do Albert Cossery.

sábado, 19 de dezembro de 2015

(P.LE.NA) Projeto de Leitura Nacional

Eu tenho um grande interesse pela literatura nacional. O Fato de eu ser professor influencia nisso. Preciso acreditar que se meus alunos quiserem eles poderão crescer e publicar seus próprios livros. É preciso criar uma consciência favorável a literatura nacional para que nossos escritores ganhem o devido espaço. Sabemos que não é a nacionalidade que definirá o zelo e o potencia pelas letras. Teremos sempre grandes obras nacionais e internacionais. O que ocorre muitas vezes é uma supervalorização do que vem de fora, como se houvesse em todos um desejo de fuga ou uma ideia equivocada de que aqui não se produzem bons livros. Há também o embate financeiro que aflige nossos novos autores nacionais. O custo que gira em torno da produção dos livro comumente os coloca no mercado com preço altos, muitas vezes superiores a livros internacionais que já vem pra cá com uma ótima publicidade. Está na hora de nós, brasileiros, nos unirmos em função dessa divulgação solidaria. De ajudarmos a mostrar que os escritores daqui tem potencia para grandes obras. 


Dito tudo isso inauguro hoje o P.LE.NA, A proposta gira em torno dos trabalhos de autores nacionais. Irei desenvolver ações de divulgação de seus trabalhos. Postarei durante o mês entrevistas com vários autores nacionais. Fiquem ligados para as muitas sugestões de leitura que serão apresentadas. faremos um evento no Facebook relacionado ao projeto onde poderemos trocar informações e dialogar com os esses autores. 


Clique aqui para visualizar o evento no Facebook.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tatu-Bolão ( Livro Infantil)

O Banco Itaú desenvolve um trabalho muito importante com distribuição de livros infantis. O projeto segue a ideia “Leia para uma criança #issomudaomundo”. As pessoas fazem a inscrição pela internet e recebem os livros em casa, sem nenhum gasto. O material enviado é de muito boa qualidade e bom gosto.



Recebi os meus livros esses dias, já estão lidos e aproveitei para montar minhas aulas da semana em cima de um deles. O livro escolhido é Tatu-Bolão, da autora Sônia Barros e com as inspiradoras ilustrações de Simone Matias.

A história fala de um Tatu-Bola em sua busca pela realização do sonho de ser não mais bola, e sim balão. Entre tentativas e quedas ele encontra um amigo, o menino Damião e com a ajuda dele realizará seu sonho de uma maneira muito divertida. É uma narrativa simples, com algumas boas rimas, bem fluida e envolvente. O livro pode ser entregue para as crianças ou lido para elas. Inicialmente irei lê-lo para toda minha turma de alunos e depois ele se somará aos livros do cantinho da leitura da sala.

Preparei algumas propostas para minha sala de aula, deem uma olhada talvez lhes seja útil. Gosto muito de trabalhar com os trechos de livro após tê-los lido. Alguns vezes tiro cópias daqueles livros infantis de poucas paginas e trabalhamos com eles de “cabo a rabo”. Neste caso são 36 páginas, uma quantidade grande para tirar copias e não ficariam tão bonitas no Xerox quando estão no livro. Lembrando de que fiz as propostas baseadas na minha turma de 2°/9 e para as propostas curriculares do 4° bimestre, diversas outras atividades podem ser desenvolvidas com os alunos em outras etapas e períodos, deixo hoje pra vocês apenas algumas sugestões. Então vamos às atividades:

SEQUÊNCIA: português/história/geografia/ciências

- Português: Leitura do livro para á turma;
Discussão e preenchimento da ficha do livro:
TITULO:___________ AUTOR:_________ ILUSTRADOR:_____________
EDITORA:___________ PERSONAGENS:__________________
- Nomeie e ilustre os personagens da história.

- História: Relembrar o conceito de linha do tempo.
Os alunos são convocados a relembrar a história e a pontuar quais os acontecimentos importantes de cada trecho do livro. Devem por fim criar uma linha to tempo marcando os três tempos: começo, meio e fim.

- Geografia: Deslocamento.
Na história o personagem Tatu-Bola se move de diferentes maneiras. Quais são? Escreva-as e ilustre cada uma delas (andando, rolando e voando).

-Ciências: Preencher a ficha do animal: tatu-bola
NOME:______________
QUANTIDADE DE PATAS:___________
ALIMENTAÇÃO:______________________________________
REPRODUÇÃO:_______________________________________
COMPORTAMENTO DE DEFESA:_________________________
AMBIENTE EM QUE VIVE:______________________________

ATIVIDADES COM TRECHOS DO LIVRO:

TRECHO:
CONHECI UM TATU-BOLA
QUE NÃO ELA FELIZ, NÃO
TINHA UM SONHO NA CACHOLA
NÃO SER BOLA, SER BALÃO!

TODOS OS DIAS FAZIA
A CAMINHADA COMPRIDA
DO PÉ DO MORRO PARTIA
E SEGUIA NA SUBIDA.

1-      Marque com o lápis de cor amarelo as palavras com a letra H e as copie. Recorte e cole de revistas outras palavrinhas com NH e CH.
2-      Marque com o lápis de cor azul as palavras acentuadas.
3-      Crie outras frases para as palavras: Tatu, sonho e Pé.

TRECHO:
LÁ EM CIMA SENTIA O VENTO
BATENDO FORTE NO ROSTO
SEU SONHO NO PENSAMENTO
LHE CAUSAVA UM ALVOROÇO

ORA CALOR. ORA FRIO
E TAMBÉM DOR DE BARRIGA
UM COMPRIDO ARREPIO
E ALEGRIA EM SEGUIDA.

1-      Algumas palavras do texto se referem a coisas que são sentidas. Quais são essas palavras?
2-      Representem em desenhos as seguintes sensações e sentimentos:
_ Alegria, preguiça, dor, amor, calor, frio, medo, raiva, saudade, tristeza.

TRECHO:
TATU-BOLA SUSPIRAVA
OLHANDO A IMENSIDÃO,
CORAJOSO, SE JOGAVA
PARA SER TATU-BOLÃO.

1-      No texto a palavra ‘corajoso’ se refere a uma qualidade do tatu. Algumas palavras servem para falar de qualidades e defeitos, elas são chamadas de adjetivos. Vejo alguns outros adjetivos: bondoso, inteligente, simpático. Escreva outros adjetivos.
2-      Represente com ilustração:
3-      _ Bonito, valente, carinhoso, honesto.





domingo, 30 de agosto de 2015

[Projeto] Eu leio Mulheres

O Blog Borboletas no Papel trouxe para nós uma proposta incrível num projeto que busca valorizar o trabalho das mulheres na literatura. Dentro dessa ideia vejo um resgate das grandes escritoras e a abertura de um espaço para que conheçamos o trabalho de tantas outras mulheres. Sejam elas escritoras nacionais ou internacionais, papulares ou não, nos foi oportunizado mergulhar nessa dimensão literária.

Observei que o Borboletas no Papel cuidou muito bem dos detalhes trazendo sugestões e apresentando autoras. Dentro desse projeto há a proposta de lermos durante o mês de setembro apenas livros escritos por mulheres. 

Eu poderia escolher escritoras super conhecidas como J.K Rowling e Suzanne Collins ( das quais sou fã), mas escolhi um livro que tem um imenso valor sentimental para mim, este livro é "Muncle Trogg- O menor Gigante do Mundo", da escritora Janet Foxley. Escolhi-o porque ele é uma das minhas ferramentas de trabalho na alfabetização, eu venho fazendo uso dele com um dos meus alunos que tem dificuldade para aprender ler. Meu trabalho com ele consiste eu eu ler para o aluno, dai trabalhamos com a trama e os personagens. Em breve tratei para vocês a resenha do livro.





terça-feira, 7 de julho de 2015

Nossa Nave de Assistência Social

Já há algum tempo eu venho movendo ações em prol de ajudar ao próximo. Já falei sobre isso aqui no blog, coisas dentro do Projeto " De 1 à 10" que inclui ajuda aos abrigos de crianças e doações de roupas e alimentos para famílias carentes. Antes eu buscava pessoas que desejavam doar e as direcionava aos locais que necessitavam de ajuda. Segui algum tempo assim, como buscador e direcionador. Agora, no intento de expandir as ações firmei parceria com o Fã Clube de Estar Trek e com a Nippon AnimaRangers e vamos manter praticas de assistência aos necessitados.


“Uma vez que tenha eliminado o impossível, o que restar, mesmo improvável, deve ser a verdade”.


Montarei assim um "nave" dentro do fã clube de Star Trek e minha tripulação, juntamente comigo, se dedicará a missão de arrecadar e encaminhar doações. Buscarei para isso amigos responsáveis e dedicados para que tenhamos um grupo fixo. Teremos reuniões, desenvolveremos ideias, buscaremos parceiros, estaremos sempre nos eventos cuidando das doações. 

vejo em tudo isso que a ideia simplória que eu tive de "ajudar ao próximo" tem se expandido e que com isso poderemos ajudar cada vez mais pessoas. Nosso trabalho exigirá muita responsabilidade e atenção, assim nem sempre poderei estar por aqui ou nas redes sociais, mas sempre que puder trarei pra vocês novidades sobre nosso trabalho e sobre tudo do universo nerd e ficcional.

“Live long and prosper” – Vida longa e próspera.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

De 1 à 10 _ Doações para Ygor

Falar sobre doações em dinheiro é polêmico, não por estarmos passando por um período em que a “crise” é noticiada o tempo todo, mas porque exige certo grau de confiabilidade. Eu não acreditava muito em doar, nem mesmo que seria possível arrecadar doações em dinheiro até o ano passado. Eu era coordenador do Projeto Escola Cidadã (mais educação) numa escola da minha cidade, fiz uma campanha tentando arrecadar um caixa de bombom para cada um dos alunos do projeto, em vista da situação social deles um coias simples como uma caixa de bombons tem um valor imensamente significativo. Divulguei a campanha nas redes sociais e me surpreendi sendo respondo, algumas pessoas doaram caixas de bombons, outras me pediram minha conta e depositaram dinheiro (o que eu achava inimaginável), então por fim todos os alunos receberam suas caixas de bombom). Para se doar é preciso existir confiabilidade. 

Dessa vez o assunto não é caixa de bombons, mas latas de leite. Queridos leitores, o garoto na imagem é o Ygor, que entrou num hospital para fazer uma cirurgia simples e saiu de lá com paralisia cerebral irreversível. Ele está precisando de um leite que custa R$83,00 a lata. Se vocês quiserem saber um pouco mais podem add Tissiane Ygor no Facebook. 


Vocês já sabem do meu projeto “ de 1 à 10”, esse mês então vou acolher essa ideia e ajudar como posso o Ygor. Também tenho outros compromissos e infelizmente não poderia ajudar tanto quanto gostaria. Quem puder ajudar será muito bem vindo. Na imagem vocês encontraram o numero da cona de responsabilidade da família dele onde podem fazer o deposito. 

Deixo uma frase pra vocês :

A grama mais verde é sempre aquela que você rega ( Neil Barrigham)
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Para saber mais sobre o Projeto:

O projeto tem o intuito não só arrecadar doações, mas despertar as pessoas para essa ideia. Muitos querem ajudar, mas não sabem como, então vamos direciona-los as ações possíveis. Saiba mais no Blog pelo link: