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sábado, 16 de janeiro de 2016

Projeto P.LE.NA/ Autores Nacionais em Cena!

O P.LE.NA (P-projeto/LE-literatura/NA-nacional) é uma iniciativa do Blog Cabeças de Abóbora que visa a ampla divulgação do trabalho de autores nacionais. Tenho notado que já há um crescente interesse do publico quanto a essa literatura, especialmente beneficiado com o uso das redes sociais/blogs. Dentro dessa dinâmica vamos apresentar aos leitores dos blogs alguns autores nacionais talentosos e com obras nos diversos estilos. Haverão momentos de entrevistas, resenhas, diálogos e outras que serão anunciadas no decorrer do ano. Cada leitor do Blog pode também nos indicar novos bons autores para inseri-los nesse projeto.Veja alguns autores que já estão participando:


Maya Falks:
Eu sou escritora até os ossos. Eu sou a garotinha que era chamada de louca na escola porque escrevia poesia na aula de química. Será certamente um grande clichê dizer que a literatura me move, mas não há outra forma melhor de dizer que literatura não é somente o que eu faço, mas o que eu sou. Eu sou um conjunto de histórias, e elas me movem. Minha diversão é criar histórias. 100% do tempo. 90% delas se perdem na minha imaginação e nunca são escritas.
Sou publicitária – redatora – especialista em marketing com formação em storytelling (nenhuma novidade que isso signifique “contar histórias, certo?) e atualmente estou estudando direito.

Maya
Leonardo Nóbrega:
Sou brasileiro, cearense e fortalezense. Já vi e vivi um bocado, tenho bem contados cinquenta e cinco anos. Filho de um viúvo com três filhos e da minha mãe, segunda esposa dele com quem teve outros três, sou o segundo da segunda aventura matrimonial do meu pai, paraibano, com quem comecei a gostar dos livros e de quem lembro sempre com um livro nas mãos. Já minha mãe, professora de história, completou o gosto doce pelas leituras. Os meus irmãos mais velhos lotavam todos os cantos da casa com livros de todos os tipos, tamanhos, gostos e cheiros, que me deram diversidade e substância. Sou filho, marido, pai, professor, psicanalista, curioso e, hoje eu sei, escritor. O que me move, inspira e diverte? A resposta padrão seria escrever e ler, e é claro que essas são atividades prazerosas, mas o que eu mais gosto é de viajar, dirigir por duas ou três horas e ver o dia raiar em cima de uma serra, por exemplo, e, é claro, aproveitar o frio da manhã e o silêncio das pequenas cidades para escrever (e voltamos ao início -risos-).

Leonardo
Sergio Viula:
Meu nome é Sergio Viula, sou blogueiro, escritor e professor. O que me move é o fascínio pela vida e o desejo de ver a sociedade brasileira mais livre, amadurecida e igualitária. Muitas pessoas me inspiram, algumas vivas, outras mortas. Propositadamente, cito dois lesgiladores que foram pioneiros no sentido de serem os primeiros gays assumidos e defensores dos direitos LGBT em suas esferas de ação. Um é brasileiro e contemporâneo nosso, o outro era a americano e teve a vida interrompida por um colega de ofício dominado por ódio homofóbico. Refiro-me a Jean Wyllys e Harvey Milk, respectivamente. Posso incluir aqui nomes a perder de vista, tanto de gays (Toni Reis, Luiz Mott, Claudio Nascimento, Carlos Tufvesson) como de lésbicas (Lea Carvalho e Malu Santos), de pessoas transgênero (Indianara Rodrigues e João Nery) e de pessoas queer (Pri Bertucci e Magô Tohon). Se eu fosse dar exemplos a partir de cada letrinha da sigla LGBTQIA (lésbica, gay, bissexual, transgênero, queer, intersexual e assexual), seriam algumas dezenas de nomes de pessoas que admiro ou com quem já estabeleci parcerias para a expansão da consciência no que tange à sexodiversidade e às identidades e performances de gênero. Sobre o que me diverte, posso dizer que uma descontraída conversa com amigos, um bom livro ou uma simples caminhada sem destino certo num dia de folga são sempre bem-vindos.
Sergio
Gabriel Cunha:
Eu sou Gabriel Cunha (risos), sou um garoto que gosta de ler e contar histórias. Que passa a maior a parte de sua vida dentro dos livros, tanto dentro dos que escreve tanto dos que lê. Que deseja que as pessoas pessoas também leiam e que conheçam a magia que há por trás de cada livro. O que me move são os meus sonhos, acho que o mesmo acontece com todo mundo. Sonhar e ver seu sonho se realizando é o que dá sentido à vida. Musicas são minha maior inspiração, a maior delas são Louisa Wendorff e Davin Dawson, são dois cantores incríveis, a maior parte das cenas que escrevi para o meu livro novo, "Vida", foram inspiradas por eles

Gabriel
Thaís Silveira Venzel:
Quem eu sou muda a cada dia com as minhas experiências e meu conhecimento do mundo. Mas hoje, eu sou uma pessoa cheia de sonhos e com muita energia e disposição para realizá-los. O amor, acima de tudo é o que me inspira e me move. Estou constantemente apaixonada, e apesar do mundo em que vivemos estar longe do ideal, tento sempre olhar as coisas pelo seu lado bom e produtivo.

Thaís

Cavalheiro Verardo Neto:
Sou mineiro de São Vicente de Minas, formado cirurgião-dentista. Minha inspiração é na maioria das vezes o sentimento: saudade, amor, esperança, paixão... Descobri-me amante da poesia por volta dos 16, 17 anos. Ganhei uma daquelas máquinas de escrever, onde comecei meus primeiros versos.

Cavalheiro
Luiz Henrique Batista:
Sou formado em jornalismo e minha maior motivação é compartilhar da minha imaginação com os leitores. Com "Os Doze Guardiões da Luz" eu escrevi o livro que gostaria de ler, então é incrível para mim receber um feedback positivo de um leitor. Sabe quando você encontra alguém que também leu e adorou um de seus livros favoritos? É algo assim, só que muito, muito mais intenso. Eu demorei um bocado para descobrir a literatura. Fui um daqueles jovens que acaba se afastando dos livros por não ter sido apresentado às obras corretas. Sempre apresentei facilidade para escrever (costumava tirar 10 nas redações da escola, mesmo antes de me tornar leitor), mas só lá pelos 17 anos de idade comecei a escrever histórias com maior frequência e mostrá-las aos meus amigos. Esse foi o primeiro passo para me tornar escritor.

Luiz
Estevan Lutz:
Desde criança, sou um entusiasta da tecnologia do amanhã. Gosto muito de ficção científica, principalmente da categoria hard, isto é, aquela ficção que realmente é embuída de muita ciência e especulação científica baseada em audaciosas teorias da física. Sou movido pela razão; apesar de também ser um fã de Arquivo X, tento evitar aquela filosofia do Fox Mulder de “eu quero acreditar”, pois isso remete um pouco à fé. Apesar da fé ser benéfica para a liberação de alguns neurotransmissores responsáveis pela felicidade, ela também causa uma certa miopia que pode levar a limitações de compreensão sobre “a vida, o universo e tudo mais”. Sou formado em Eletrotécnica, também já cursei Automação Industrial e hoje curso Engenharia Eletrônica. Trabalho com projetos industriais dessas mesmas áreas. O fascínio pela tecnologia também não é de hoje.
Estevan
Ademir Barbosa:
Autor com mais de 60 títulos (04 deles em Portugal, onde presidiu, em 2014, o Fórum Europeu de Umbanda) e 37 revistas especializadas publicados, sou umbandista, escritor, pesquisador e Pai Pequeno da Tenda de Umbanda Iansã Matamba e Caboclo Jiboia, dirigida por minha esposa, a escritora e blogueira Mãe Karol Souza Barbosa. Mestre em Literatura Brasileira pela USP, onde também me graduei em Letras, sou professor, tradutor, revisor, terapeuta holístico, trabalhando principalmente com Reiki (do qual é Mestre), Tarô de Marselha, Baralho Cigano e Numerologia. Apresento o programa “Deixa a gira girar! Umbanda em foco” na rádio Sensorial FM (www.sensorialfm.com.br), onde sua esposa também apresenta o programa “Tem Fundamento”. Juntos, apresentamos o programa de TV “Umbanda pé no chão” (www.fuca.org.br) . Já produzi diversos curtas-metragens com a temática dos Orixás e coordenou fóruns, eventos, festas públicas e outros, congregando Umbanda, Candomblé, Pastoral Afro (Igreja Católica), MPB, Ioga, Dança do Ventre e outros segmentos. Sou presidente da Associação Brasileira de Escritores Afro-religiosos (Abeafro). Nasci em Piracicaba – SP, no dia 02 de agosto de 1972. Tenho percorrido terreiros, instituições e participado de fóruns, inclusive virtuais, gratuitamente, com as palestras “A Umbanda e a Espiritualidade no Terceiro Milênio” e “Teologia de Umbanda e suas dimensões”, em companhia de Mãe Karol, que ministra, também gratuitamente, dentre outras, a palestra “Exus e Pombogiras – Agentes de Luz nas Trevas”
Ademir
Rafael Buarque Montenegro:Minha relação com a literatura é engraçada, porque eu sempre gostei de ler, desde os meus 5 anos de idade. Mas, só vim começar a escrever qualquer coisa (sem ser os textos e redações de escola) aos dezoito anos. Comecei tardiamente, e não sei dizer se isso foi bom ou ruim para minha formação de escritor. Tem gente que escreve desde pequeno e não consegue contar uma boa história. Tem gente que começa depois dos trinta e arrasa no primeiro romance. Então, é relativo. Além disso, a literatura sempre fez parte da minha vida através da leitura, mesmo nas épocas que esse hábito estava dormente, eu ainda mantinha um livro na mochila. 

Rafael
Lavínia Rocha:
Eu sou uma pessoa bastante espontânea, comunicativa e risonha. Gosto muito de me envolver em lutas de minorias (especialmente a luta negra e a feminista), seja lendo, debatendo ou atuando. Sou movida pelos meus sonhos, inspirada por situações a minha volta e praticamente tudo me diverte; sair e viajar com amigos, dançar, ler, assistir a séries e filmes... Minha relação com a literatura tem dois lados: quando eu aprecio palavras já escritas ou quando crio novas. Minha vida está cercada de livros e minha cabeça de ideias. O que é ótimo, pois adoro usar a literatura para sair da minha realidade e mergulhar em uma nova!
Lavínia
Alan Borges:
Enquanto os livros nos causarem este efeito mágico e nos levarem a lugares incríveis e nos fazer refletir (acima de tudo), e também nos fazer imaginar e enxergar a história que lemos, é sinal de que o mundo literário está sendo muito bem executado, tanto da parte do autor, quanto da parte do leitor.

Alan
Jéssica Figueiredo:
A relação que eu tenho com a literatura existe desde que eu era pequena. Ainda lembro dos meus pais lendo algum livro antes que eu fosse dormir, ou então quando eu pegava um livro e lia em dois três dias -risos- cresci cercada por livros por conta de minha mãe que sempre amou ler. A literatura para mim é mais do que um hobby. Acredito que posso colocar meus sentimentos em meus livros, e é isso que eu procuro em minhas leituras. Livros que me façam sentir todo tipo de sentimento.

Jéssica

M. Demeter:
Os livros são pra mim uma forma de tornar a vida das pessoas um pouco melhor, mesmo que não carreguem nenhuma mensagem moral, ao menos daqueles momentos que você está preso às páginas, sua vida é deixada de lado e você viaja para um mundo que não é seu, mas que ao mesmo tempo você acaba fazendo parte.
M. Demeter
PARA LEREM AS ENTREVISTAS COM OS AUTORES, BASTA CLICAREM NO NOMES DELES ABAIXO:

Quem acompanha o Blog há mais tempo sabe o quanto gosto e apoio a literatura nacional. Alguns outros autores talentosos já passarem por aqui. É uma oportunidade também para relembrar a passagem deles aqui no blog. Clique sobre o nome dos autores para verificar as entrevistas:

Entrevista com Samuel Medina
Entrevista com Claudia Pacce
Entrevista com Carlos Patricio



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Recomendação Literária para Sala de Aula

Quando se pretende trabalhar com livros em sala de aula é importante que o professor tenha pleno conhecimento das obras, a fim de evitar qualquer desconforto e para que possa desenvolver e conduzir as aulas da melhor maneira possível. Para turmas de 2° e 3° ano vou recomendar hoje dois livros livros da autora Cláudia Pacce, ela já é conhecida do nosso blog e muito bem recomendada. Podem conferir também nossa entrevista com ela clicando aqui.Também trouxe dois livro da Eva Furnari para as mesmas séries/anos. Já para as turmas de 5° ano recomendamos um livro da Márcia Abreu.


Com Vontade de Voar
Editora: Moderna Literatura
Autor: Cláudia F. Pacce
Ilustração: Osnei
Faixa etária: A partir de 07 anos
Indicação: 2º Ano (EF1), 3º Ano (EF1)
Área: Ficção
Assunto: Medo, Respeito à natureza
Tema transversal: Pluralidade Cultural, Ética, Meio Ambiente

Sobre o livro:
A menina pula pra lá e pra cá no seu quintal cheio de árvores. É uma menina "livre como um passarinho", como diz a vizinha-de-cá. E é essa frase que lhe desperta a consciência de que Chico, o passarinho preso na gaiola, não pode ser feliz. A menina abre a gaiola e o deixa fugir. Depois a saudade do passarinho a faz chorar, mas em sonho ela recebe uma carta do pássaro amigo, que lhe agradece a liberdade e exalta a coragem de sua decisão. A menina acorda com o coração leve, cantando. Feliz como um passarinho. Por meio de uma história simples, conduzida com muita leveza, a autora fala de valores como a liberdade e a coragem. A linguagem combina expressões do cotidiano e gírias com passagens quase poéticas, com muitas metáforas que podem ser, sem dificuldade, discutidas e interpretadas pelos leitores.Pode ser comprado no site da Submarino clicando aqui.





     

   Varre, Vento!
Autora: Claudia F. Pacce
Páginas23
Editora: Quinteto Editorial
Sobre o Livro:
Este livro é um poema no texto e na ilustração, é um alerta para os perigos da civilização. O rio, antes de chegar à cidade, é bonito e cheio de vida, mas daí em diante ele fica doente de tanto lixo e sujeira que recebe. Pode ser comprado no site da Submarino clicando aqui.

Além desses da Cláudia  dois livros que são fáceis de comprar tem um terceiro livro da autora que eu já utilizei diversas vezes na sala de aula, entretanto ele não é mais publicado por ser de uma antiga editora, eu consegui dois exemplares na Bienal do Livro que aconteceu em Belo Horizonte-MG em 2014. Podem ver outros comentários sobre o livro clicando aqui. Ainda é possível encontrá-lo em sebos físicos ou virtuais.
Sobre o Livro: Titulo: Tatu/  Autora: Claudia F. Pacce/Ilustrações: Leninha Lacerda/ Editora: Augustus [Coleção Faz-de-Conta; v.2 ] 24 páginas.

Não Confunda
Autora: Eva Furnari
editora: Moderna Editora
páginas: 32

Na linha dos textos curtos, complementados pelas imagens, Eva Furnari propõe várias confusões, baseadas na semelhança de sons das palavras. A obra procura ajudar o pequeno leitor a se conscientizar de particularidades ortográficas.



Você Troca?
Autora: Eva Furnari
Editora: Moderna Editora
páginas: 32

Neste livro, Eva Furnari propõe diversas trocas, brincando com as palavras - na tradição dos trocadilhos - e também com a reputação de personagens como o lobinho delicado e o chapeuzinho malvado. A cada duas páginas a criança tem um texto completo que, com as ilustrações, pode divertir e satisfazer sua expectativa de leitor. Não há uma narrativa, uma trama a ser seguida, apenas quadros que procuram estimular a criatividade dos pequenos.
Os dois livros da Eva estão com desconto no site da  Livraria Cultura, aproveite para adquiri-los clicando aqui.


Vovô Gagá
Coleção Girassol
Autor: Márcia Abreu
Edição: 1ª Edição
Ilustração: Lalalimola
Faixa etária: A partir de 10 anos
Trabalho interdisciplinar: Português, Português
Indicação: 4º Ano (EF1), 5º Ano (EF1), 6º Ano (EF2)
Área: Ficção
Assunto: Alzheimer, família, velhice
Temas relacionados: Pluralidade Cultural, Ética

Sobre o Livro - Vovô Gagá
Antigamente, quando alguém ficava velho e começava a se comportar de maneira estranha as pessoas diziam que ele estava gagá. Os menos simpáticos, falavam que estava caduco. Hoje, a gente diz que a pessoa tem mal de Alzheimer. Esta é a história de um velho que está se esquecendo de muitas coisas, mas que se lembra muito bem do passado e fala o tempo todo sobre o que fazia quando era criança. Quando ele e seu neto se veem sozinhos em casa, em um feriado, partem para uma aventura em direção ao lugar onde o avô passou a infância e de onde não se cansa de falar. O garoto vai conhecer um tipo de diferente de vida e encontrar pessoas de quem jamais se esquecerá. 

O livro, no dia de hoje, está esgotado no submarino, para entrar no site da editora cliquem aqui.Temos uma postagem no blog com plano de aula para trabalhar sobre Idosos que pode ser usado com 2° e 3°/9, podem acessa-lo clicando aqui

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Entrevista com Claudia Pacce

Alguns autores nos levam para incríveis viagens pelos mais admiráveis e encantadores mundos. As vezes quando abro um livro me sinto um pequeno príncipe na calda de um cometa. Claudia Pacce é uma dessas autoras talentosíssimas que criam mundos e avivam sonhos. Fiz uma mini entrevista com ela e trouxe à vocês. Aproveitem.




Mini entrevista:

Fale-nos um pouco de você, quem é a pessoa Claúdia Pacce? O que a move, inspira e diverte? 


- Não sei falar sobre mim, querido. Amor e desafios me movem. Inspiração vem a partir de situações diversas; uma frase que fica, coisas que crianças dizem e a gente quase cai de costas! estou escrevendo sobre isto, nada de novo mas inspirada nas crônicas do saudoso Pedro Bloch para a antiga revista Manchete.

Uma do livro novo: o menino de tres anos no colo da mãe, ao ver a lua minguante solta:

- mããããeeee, a lua tá quebada!!!!

Qual sua formação?

- PUC Campinas: Letras/ Português e Inglês (incompleto) 

- USP: Ficcionistas Portugueses na virada do século XIX/XX (Prof. Dra. Nelly Novaes Coelho)

- Mitologia Greco/Egípcia (Prof. Viktor David Salis)

Digamos que autodidata aplicada na escola da vida...



Como se da à relação entre você e a literatura?

- Íntima!

Tem outros livros? Quais?


- “O passarinho e o menino” Cia. Johnson&Johnson lançado para Congresso de Pediatria e Perinatologia, em Brasília e São Paulo, 1985 e depois reeditado pela Ed. Sarcineli em 1987

- “ Bicho papão?” Ed. Sarcineli

- “Xodó” indicado para o Prêmio Jabuti de Literatura 1988 Ed.Sarcineli

- “Os Naturis” Ed Sarcineli,

- “Com vontade de voar” Ed. Moderna

- “Bicho papão?” reedição, Ed. Moderna

- “O pulo do sapo” Ed. Moderna

- “A roliça rebelde” Ed. Moderna

- “Chica Joana” Ed, Augustus

- “A gazela e o leão” Ed. Augustus

- “ Os quatro...?” Ed. Global (ilustrado por Eva Funari)

- “Varre, vento!” Ed. FTD

- “Laços” Ed. Komedi - lançado no Hospital Hematológico Infantil Dr. Boldrini, “Projeto Seninha”

- “O Desenho e outros cenários” Ed. Komedi - contos e crônicas p/ adultos.

- “A cara das minhas ideias” Ed. Scorteci

“Fiogulha” no prelo


Que elementos você considera importante na construção de um personagem?

- Não saberia dizer. Que tal instigantes?

Tatu é inspirado em alguma criança de verdade? Pretende fazer, ou já o fez crescer um dia? 

- Inspirado em amigos que praticamente cresceram juntos, hoje mais que adultos inclusive o Tatu ou Zé Arthur e a Tininha. Leninha Lacerda foi brilhante, baseou-se nas fotos que lhe mostrei, a mulher secando o prato sou eu, rs... Tatu é o mais alto mas continua legal como criança assim como a Tina. Faz anos que não vejo aquela turminha. Morei na Nova Zelândia até Outubro do ano passado.


Quais são os livros que inspiram sua vida? Recomenda-me algum. 

- Todos de Monteiro Lobato, Dickens, Machado de Assis, Guimarães Rosa (paixão!), Fernando Pessoa, Camus, Lygia Fagundes Telles, Hilda Hilst, Cecília Meirelles, Clarisse Lispector, Fernando Sabino, Jorge Amado, Gabriel Garcia Marques, Cristovão Tezza, Marshall Walker (meu amado marido que faleceu em Julho passado) e alguns do Chico Buarque. Obras de Shakespeare.

Acabei de ler “O testamento do Sr. Nepomuceno” do cabo-verdiano Germano Almeida, a-do-rei!


Qual seu estilo literário favorito?

- Quase todos, não sou louca por romances policiais


O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores? (E que causou tão bem em mim que carrego seu livro na mochila sempre que vou pra escola trabalhar )


- Penso que foi Calderón De La Barca quem disse:

“La vida es sueño e sueños, sueños son”

---

Espero que tenham gostado da entrevista com essa pessoa tão carismática e agradável. Muita paz, luz e inspiração para todos, sempre!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Comentando um livro: Tatu ( Cláudia F. Pacce)

Minha recomendação literária de hoje consta de um livro infanto-juvenil. Dois motivos me levam a recomendar um livro assim: primeiro porque não deixei minha criança interior morrer, segundo porque sou professor. Considero imprescindível que se oportunizem as crianças momentos para conhecer os livros, folhea-los, perseguir suas imagens, ouvir seus contos e no tempo certo lê-los. Lembrando que há o tempo certo para cada coisa, não tendo necessidade de enfiar livros nas crianças tirando o tempo delas de brincar. É preciso ter discernimento nisso também.

O livro se chama Tatu, a autora é Cláudia F. Paccce e a ilustradora Leninha Lacerda. Comprei dois exemplares na bienal do livro de Belo Horizonte (2014) no intuito de levar para meus alunos lerem. Li e me apaixonei pelo personagem e pela estória. Claudia criou um personagem divertido e cativante e me brindou com expressões cheias de ternura e poesia que já são meus bordões. Adoraria poder conversar com ela e perguntar muitas coisas sobre o pequeno o pequeno José Artur Tagarelli.

As ilustrações merecem ser pontuadas. Sabemos o quanto são importantes na literatura infanto-juvenil e Leninha Lacerda faz um trabalho brilhante, trazendo ao livro imagens lindas e adoráveis.
O adorável Tatu nos conta sobre as coisas da infância, os momentos divertidos com seus avós e o falatório das reuniões famílias. Também nos fala de Tina, sua coleguinha que ele trata com muito carinho e quer sempre agradar. Tatu é acima de tudo uma criança, adorável como só as crianças podem ser. Criativo e divertido também! 

Tatu e seu Avô

O livro nos traz um pequeno questionamento sobre gostar ou não do nosso nome (o que pode ser aproveitado como atividade em sala de aula).

Recomendo o livro para os adultos de bom coração e para todas as crianças, para ambos será delicioso e agradável. Ah e quanto às expressões que pelas quais me apaixonei, Tatu nos fala de dias “chuventos” e “passarinhento”. Sou um declarado apaixonado pelos neologismos, e estes tão poéticos me marcarão e farão parte de mim.

Desejo a vocês, meus leitores, dias passarinhentos, cheios de alegria e risos espontâneos!


Sobre o Livro:
Titulo: Tatu
Autora: Claudia F. Pacce
Ilustrações: Leninha Lacerda
São Paulo
Editora: Augustus
[Coleção Faz-de-Conta; v.2 ]            
24 páginas

Informações da Orelha do livro:

“ Nasci em Amparo, interior de São Paulo, onde o rio  Camanducaia lava os pés das montanhas, minhas velhas conhecidas.
A natureza sempre foi mestra, e eu sou autodidata aplicada, nesta escola da vida.
Com vó Maria, aprendi que cada palavra em si tem tanta historia contida... Só faço desenrolar”
                                                                  (Claudia F. Pacce)                                 

“Nasci e cresci em São Paulo. Hoje, divido a cidade com o sitio e o mar, porque gosto de ver o céu inteiro.
Sou muito feliz desenhando para vocês, pra mim e meus três meninos: Roman, Lucas e Ivan.”
( Leninha Lacerda )