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sábado, 16 de janeiro de 2016

Projeto P.LE.NA/ Autores Nacionais em Cena!

O P.LE.NA (P-projeto/LE-literatura/NA-nacional) é uma iniciativa do Blog Cabeças de Abóbora que visa a ampla divulgação do trabalho de autores nacionais. Tenho notado que já há um crescente interesse do publico quanto a essa literatura, especialmente beneficiado com o uso das redes sociais/blogs. Dentro dessa dinâmica vamos apresentar aos leitores dos blogs alguns autores nacionais talentosos e com obras nos diversos estilos. Haverão momentos de entrevistas, resenhas, diálogos e outras que serão anunciadas no decorrer do ano. Cada leitor do Blog pode também nos indicar novos bons autores para inseri-los nesse projeto.Veja alguns autores que já estão participando:


Maya Falks:
Eu sou escritora até os ossos. Eu sou a garotinha que era chamada de louca na escola porque escrevia poesia na aula de química. Será certamente um grande clichê dizer que a literatura me move, mas não há outra forma melhor de dizer que literatura não é somente o que eu faço, mas o que eu sou. Eu sou um conjunto de histórias, e elas me movem. Minha diversão é criar histórias. 100% do tempo. 90% delas se perdem na minha imaginação e nunca são escritas.
Sou publicitária – redatora – especialista em marketing com formação em storytelling (nenhuma novidade que isso signifique “contar histórias, certo?) e atualmente estou estudando direito.

Maya
Leonardo Nóbrega:
Sou brasileiro, cearense e fortalezense. Já vi e vivi um bocado, tenho bem contados cinquenta e cinco anos. Filho de um viúvo com três filhos e da minha mãe, segunda esposa dele com quem teve outros três, sou o segundo da segunda aventura matrimonial do meu pai, paraibano, com quem comecei a gostar dos livros e de quem lembro sempre com um livro nas mãos. Já minha mãe, professora de história, completou o gosto doce pelas leituras. Os meus irmãos mais velhos lotavam todos os cantos da casa com livros de todos os tipos, tamanhos, gostos e cheiros, que me deram diversidade e substância. Sou filho, marido, pai, professor, psicanalista, curioso e, hoje eu sei, escritor. O que me move, inspira e diverte? A resposta padrão seria escrever e ler, e é claro que essas são atividades prazerosas, mas o que eu mais gosto é de viajar, dirigir por duas ou três horas e ver o dia raiar em cima de uma serra, por exemplo, e, é claro, aproveitar o frio da manhã e o silêncio das pequenas cidades para escrever (e voltamos ao início -risos-).

Leonardo
Sergio Viula:
Meu nome é Sergio Viula, sou blogueiro, escritor e professor. O que me move é o fascínio pela vida e o desejo de ver a sociedade brasileira mais livre, amadurecida e igualitária. Muitas pessoas me inspiram, algumas vivas, outras mortas. Propositadamente, cito dois lesgiladores que foram pioneiros no sentido de serem os primeiros gays assumidos e defensores dos direitos LGBT em suas esferas de ação. Um é brasileiro e contemporâneo nosso, o outro era a americano e teve a vida interrompida por um colega de ofício dominado por ódio homofóbico. Refiro-me a Jean Wyllys e Harvey Milk, respectivamente. Posso incluir aqui nomes a perder de vista, tanto de gays (Toni Reis, Luiz Mott, Claudio Nascimento, Carlos Tufvesson) como de lésbicas (Lea Carvalho e Malu Santos), de pessoas transgênero (Indianara Rodrigues e João Nery) e de pessoas queer (Pri Bertucci e Magô Tohon). Se eu fosse dar exemplos a partir de cada letrinha da sigla LGBTQIA (lésbica, gay, bissexual, transgênero, queer, intersexual e assexual), seriam algumas dezenas de nomes de pessoas que admiro ou com quem já estabeleci parcerias para a expansão da consciência no que tange à sexodiversidade e às identidades e performances de gênero. Sobre o que me diverte, posso dizer que uma descontraída conversa com amigos, um bom livro ou uma simples caminhada sem destino certo num dia de folga são sempre bem-vindos.
Sergio
Gabriel Cunha:
Eu sou Gabriel Cunha (risos), sou um garoto que gosta de ler e contar histórias. Que passa a maior a parte de sua vida dentro dos livros, tanto dentro dos que escreve tanto dos que lê. Que deseja que as pessoas pessoas também leiam e que conheçam a magia que há por trás de cada livro. O que me move são os meus sonhos, acho que o mesmo acontece com todo mundo. Sonhar e ver seu sonho se realizando é o que dá sentido à vida. Musicas são minha maior inspiração, a maior delas são Louisa Wendorff e Davin Dawson, são dois cantores incríveis, a maior parte das cenas que escrevi para o meu livro novo, "Vida", foram inspiradas por eles

Gabriel
Thaís Silveira Venzel:
Quem eu sou muda a cada dia com as minhas experiências e meu conhecimento do mundo. Mas hoje, eu sou uma pessoa cheia de sonhos e com muita energia e disposição para realizá-los. O amor, acima de tudo é o que me inspira e me move. Estou constantemente apaixonada, e apesar do mundo em que vivemos estar longe do ideal, tento sempre olhar as coisas pelo seu lado bom e produtivo.

Thaís

Cavalheiro Verardo Neto:
Sou mineiro de São Vicente de Minas, formado cirurgião-dentista. Minha inspiração é na maioria das vezes o sentimento: saudade, amor, esperança, paixão... Descobri-me amante da poesia por volta dos 16, 17 anos. Ganhei uma daquelas máquinas de escrever, onde comecei meus primeiros versos.

Cavalheiro
Luiz Henrique Batista:
Sou formado em jornalismo e minha maior motivação é compartilhar da minha imaginação com os leitores. Com "Os Doze Guardiões da Luz" eu escrevi o livro que gostaria de ler, então é incrível para mim receber um feedback positivo de um leitor. Sabe quando você encontra alguém que também leu e adorou um de seus livros favoritos? É algo assim, só que muito, muito mais intenso. Eu demorei um bocado para descobrir a literatura. Fui um daqueles jovens que acaba se afastando dos livros por não ter sido apresentado às obras corretas. Sempre apresentei facilidade para escrever (costumava tirar 10 nas redações da escola, mesmo antes de me tornar leitor), mas só lá pelos 17 anos de idade comecei a escrever histórias com maior frequência e mostrá-las aos meus amigos. Esse foi o primeiro passo para me tornar escritor.

Luiz
Estevan Lutz:
Desde criança, sou um entusiasta da tecnologia do amanhã. Gosto muito de ficção científica, principalmente da categoria hard, isto é, aquela ficção que realmente é embuída de muita ciência e especulação científica baseada em audaciosas teorias da física. Sou movido pela razão; apesar de também ser um fã de Arquivo X, tento evitar aquela filosofia do Fox Mulder de “eu quero acreditar”, pois isso remete um pouco à fé. Apesar da fé ser benéfica para a liberação de alguns neurotransmissores responsáveis pela felicidade, ela também causa uma certa miopia que pode levar a limitações de compreensão sobre “a vida, o universo e tudo mais”. Sou formado em Eletrotécnica, também já cursei Automação Industrial e hoje curso Engenharia Eletrônica. Trabalho com projetos industriais dessas mesmas áreas. O fascínio pela tecnologia também não é de hoje.
Estevan
Ademir Barbosa:
Autor com mais de 60 títulos (04 deles em Portugal, onde presidiu, em 2014, o Fórum Europeu de Umbanda) e 37 revistas especializadas publicados, sou umbandista, escritor, pesquisador e Pai Pequeno da Tenda de Umbanda Iansã Matamba e Caboclo Jiboia, dirigida por minha esposa, a escritora e blogueira Mãe Karol Souza Barbosa. Mestre em Literatura Brasileira pela USP, onde também me graduei em Letras, sou professor, tradutor, revisor, terapeuta holístico, trabalhando principalmente com Reiki (do qual é Mestre), Tarô de Marselha, Baralho Cigano e Numerologia. Apresento o programa “Deixa a gira girar! Umbanda em foco” na rádio Sensorial FM (www.sensorialfm.com.br), onde sua esposa também apresenta o programa “Tem Fundamento”. Juntos, apresentamos o programa de TV “Umbanda pé no chão” (www.fuca.org.br) . Já produzi diversos curtas-metragens com a temática dos Orixás e coordenou fóruns, eventos, festas públicas e outros, congregando Umbanda, Candomblé, Pastoral Afro (Igreja Católica), MPB, Ioga, Dança do Ventre e outros segmentos. Sou presidente da Associação Brasileira de Escritores Afro-religiosos (Abeafro). Nasci em Piracicaba – SP, no dia 02 de agosto de 1972. Tenho percorrido terreiros, instituições e participado de fóruns, inclusive virtuais, gratuitamente, com as palestras “A Umbanda e a Espiritualidade no Terceiro Milênio” e “Teologia de Umbanda e suas dimensões”, em companhia de Mãe Karol, que ministra, também gratuitamente, dentre outras, a palestra “Exus e Pombogiras – Agentes de Luz nas Trevas”
Ademir
Rafael Buarque Montenegro:Minha relação com a literatura é engraçada, porque eu sempre gostei de ler, desde os meus 5 anos de idade. Mas, só vim começar a escrever qualquer coisa (sem ser os textos e redações de escola) aos dezoito anos. Comecei tardiamente, e não sei dizer se isso foi bom ou ruim para minha formação de escritor. Tem gente que escreve desde pequeno e não consegue contar uma boa história. Tem gente que começa depois dos trinta e arrasa no primeiro romance. Então, é relativo. Além disso, a literatura sempre fez parte da minha vida através da leitura, mesmo nas épocas que esse hábito estava dormente, eu ainda mantinha um livro na mochila. 

Rafael
Lavínia Rocha:
Eu sou uma pessoa bastante espontânea, comunicativa e risonha. Gosto muito de me envolver em lutas de minorias (especialmente a luta negra e a feminista), seja lendo, debatendo ou atuando. Sou movida pelos meus sonhos, inspirada por situações a minha volta e praticamente tudo me diverte; sair e viajar com amigos, dançar, ler, assistir a séries e filmes... Minha relação com a literatura tem dois lados: quando eu aprecio palavras já escritas ou quando crio novas. Minha vida está cercada de livros e minha cabeça de ideias. O que é ótimo, pois adoro usar a literatura para sair da minha realidade e mergulhar em uma nova!
Lavínia
Alan Borges:
Enquanto os livros nos causarem este efeito mágico e nos levarem a lugares incríveis e nos fazer refletir (acima de tudo), e também nos fazer imaginar e enxergar a história que lemos, é sinal de que o mundo literário está sendo muito bem executado, tanto da parte do autor, quanto da parte do leitor.

Alan
Jéssica Figueiredo:
A relação que eu tenho com a literatura existe desde que eu era pequena. Ainda lembro dos meus pais lendo algum livro antes que eu fosse dormir, ou então quando eu pegava um livro e lia em dois três dias -risos- cresci cercada por livros por conta de minha mãe que sempre amou ler. A literatura para mim é mais do que um hobby. Acredito que posso colocar meus sentimentos em meus livros, e é isso que eu procuro em minhas leituras. Livros que me façam sentir todo tipo de sentimento.

Jéssica

M. Demeter:
Os livros são pra mim uma forma de tornar a vida das pessoas um pouco melhor, mesmo que não carreguem nenhuma mensagem moral, ao menos daqueles momentos que você está preso às páginas, sua vida é deixada de lado e você viaja para um mundo que não é seu, mas que ao mesmo tempo você acaba fazendo parte.
M. Demeter
PARA LEREM AS ENTREVISTAS COM OS AUTORES, BASTA CLICAREM NO NOMES DELES ABAIXO:

Quem acompanha o Blog há mais tempo sabe o quanto gosto e apoio a literatura nacional. Alguns outros autores talentosos já passarem por aqui. É uma oportunidade também para relembrar a passagem deles aqui no blog. Clique sobre o nome dos autores para verificar as entrevistas:

Entrevista com Samuel Medina
Entrevista com Claudia Pacce
Entrevista com Carlos Patricio



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Entrevista com o autor: Jim Carbonera



A lista de novos e talentosos autores nacionais é extensa e produz cada vez mais obras de qualidade. Caminhamos a passas alegres para um futuro onde a aceitação do livro nacional se expande. Não é só o talento dos autores que se multiplica, mas também o interesse dos leitores. Com a missão de trazer à vocês mais e mais trabalhos nacionais venho hoje apresentar outra entrevista realizada para o Blog. O ilustre autor escolhido para hoje é um sujeito de títulos e personagens fortes, o porto-alegrense Jim Carbonera, 



1- Fale-nos um pouco de você. Quem você é? O que te move, inspira e diverte?

Sou natural de Porto Alegre e resido ainda hoje nessa cidade que serve de inspiração para minhas escritas. Tenho como principais influências autores latino-americanos. Exemplo: Alberto Fuguet do Chile, Pedro Juan Gutiérrez de Cuba e Reinaldo Moraes do Brasil. Minhas obras têm como cenários ambientes ríspidos, libertinos, melancólicos e atrozes; e meus personagens possuem a subversividade como característica principal. Sigo o estilo literário do Realismo Urbano e Transgressivo. Sou autor dos livros Divina Sujeira (2011), Verme! (2014) e Royal 47 (2015).

2- Qual sua formação?

Sou formado em turismo, mas exerci a profissão apenas por quatro anos. Abandonei-a para dedicar-me integralmente à literatura.

3- Como se da à relação entre você e a literatura?

É uma relação confusa. Às vezes a idolatro, às vezes ela me causa náuseas, ainda mais quando não consigo expressar ou criar o que tenho em mente. Sou muito crítico, nunca estou satisfeito com meu trabalho. 

4- Quais são seus livros publicados? Fale-nos um pouco deles e onde podemos comprá-los.


No site: www.jimcarbonera.com tem todos as informações de onde podem ser adquiridos. Meus livros publicados são: Divina Sujeira, que fala sobre o protagonista Rino Caldarola e suas desaventuras pela cidade de Porto Alegre. Um personagem perdido e que ainda não sabe o que quer da vida. Então vai vagando entre a boêmia local a procura de inspiração sabe lá para que.

Verme!, que se passa dois anos depois do Divina, e demonstra um Rino mais maduro, muito reflexivo e morando com os pais. Agora tem certeza que quer seguir a carreira de escritor mas não acredita que vai conseguir chegar lá. Então vai jogando com a sorte.

Royal 47, que se passa um ano depois do Verme e, desta vez, nos apresenta o protagonista residindo na zona boêmia de Porto Alegre. E entregando-se por completo a essa zona. Um sonho que ele buscava realizar há algum tempo. 

Todos os três o personagem principal perambula entre os mais diversos tipos de pessoas e cenários. Sempre com um realismo explícito. De maneira direta e crua. Sem perder tempo com filosofia barata. 

5- Como se deu sua inserção nesse universo literário? Quais desafios encontrou para publicação de seus livros e como os superou?

Li o livro Factótum do escritor Charles Bukowski. Quando terminei sua última página, estava dominado pelos relatos da obra. E ali pude ver que a literatura era muito maior do que eu imaginava. Que poderiam ser descritos relatos intensos e explícitos sobre temas simples, como um porre, um sexo malfeito etc. A partir daí, comecei a escrever num blog e, conforme elogios eram feitos, me peguei pensando na possibilidade de escrever profissionalmente. E foi o que fiz.

6- Que elementos você considera importante na construção de um personagem? 

Falando exclusivamente dos meus, o que eu mais privilegio é que sejam personagens intensos, muitas vezes com conflitos mais internos. É importante criar personagens densos, carregados de algum peso, seja emocional ou físico. Mas que desperte algo no leitor (mesmo que seja ódio ou repulsa). E isso só se faz com muita pesquisa. Gosto muito de ler e debater sobre psicologia, isso ajuda muito na minha criação, principalmente os espécimes desvairados e que tenham alguma subversividade na maneira de agir ou pensar. 

7- Quais são os livros e autores que inspiram sua vida? Recomenda-me algum.

O principal é o cubano Pedro Juan Gutiérrez. Dele recomendo: Trilogia Suja de Havana e Animal Tropical.

Albero Fuguet: Baixo Astral

Reinaldo Moraes: Tanto faz e Abacaxi

Charles Bukowski: Factótum e Hollywood

Todos tiveram de certa forma influência. Uns mais outros menos mas todos foram importantes para mim. 

8- Fale-me de seus projetos futuros. Tem mais livros a caminho?

Este ano pretendo lançar o último livro da tetralogia do Rino: Além do Caos. Será o gran finale deste projeto que começou em 2010. Tentarei conseguir alguma editora que abrace os 4 livros, para quem sabe lançar num box ou algo assim. E daí vou dar uma pausa na literatura. Estou a fim de me testar em outras esferas narrativas, como roteiros de cinema, por exemplo. Ficção em prosa não tenho mais intenção de escrever nos próximos anos. 

9- O que significa para você esse efeito mágico que a leitura causa nas pessoas, especialmente nas crianças e nos adultos sonhadores?

Toda arte, de alguma forma, causa efeito nas pessoas. Nos tira da nossa realidade, muitas vezes sofrida pra caralho, pra nos jogar numa outra realidade. Mesmo que esta outra também não seja boa, pelo menos é algo novo. A arte é um dos motivos que faz o mundo ser mais equilibrado. Senão já teríamos enlouquecidos a muito tempo. 

10- Escolha uma frase ou parágrafo de um de seus livros para nos inspirar.

É estranho as pessoas colocarem o insucesso e as derrocadas dos relacionamentos no pobre do amor. Não, não. Ele é o menos culpado. Não morremos de amor, é a desilusão e o desgosto que nos esmagam. São nossas próprias ideias, lembranças, perspectivas e agonias que nos transformam em seres introvertidos, amargurados e mal amados. - Royal 47

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Espero que tenha gostado da entrevista, em breve teremos mais sobre cada uma de suas obras aqui no blog. Fiquem atentos!